A cada eleição o problema se repete. A falta de acessibilidade aos eleitores com dificuldade de locomoção se torna um grande problema para quem tenta chegar a seção eleitoral e exercer o direito ao voto.
Com 84 anos, Idina Becillio Tomaz, precisou da ajuda do filho - José Tomaz, 61 anos -, para conseguir votar. Ela também se locomove com andador, cada passo é lento e com grande esforço. Mesmo sem obrigatoriedade de votar nesta eleição - o voto é obrigatório dos 18 aos 70 anos - ele foi confirmar as escolhas que fez para os governantes. “Eu não sabia que não precisava mais votar. Mas estou aqui e agora vou fazer o que vim fazer”, disse equanto se deslocava vagarosamente pelo corredor da Escola Municipal Padre Tomaz Ghirardelli, localizada no Bairro Lageado.
“Eu registrei na ata da seção dela para que no próximo turno ou na próxima eleição coloquem ela na primeira sala. Tivemos que andar por toda a escola para ela chegar. Se não mudarem a sala eu não vou conseguir trazer ela, não compensa”.
Para a dona de casa Lindalva de Souza Gomes, 51 anos, a dificuldade maior para votar foi chegar até o local com o filho Miguel, 10 anos, que é cadeirante. “Na escola mesmo não tivem problema, tem rampa e acesso fácil. Mas nas ruas é difícil de andar”.
Em outro ponto da cidade José Henri Martinez, 80 anos, acordou cedo para ir votar na Escola Municipal Professor Alcídio Pimentel, na Vila Carvalho, mas não conseguiu confirmar o voto por conta da falta de acessibilidade. O idoso é cadeirante e de acordo com a filha dele, Valeska Martinez, havia informado sobre a necessidade de uma rampa no momento do cadastro da biometria, mas quando chegou ao local se deparou com uma escada íngreme com 10 degraus. “Tentamos ligar para o TRE e não conseguimos. Uma atendente que estava lá disse que ocorreu um engano e que, talvez, consigam resolver para o segundo turno. É um absurdo”, lamentou.
(Colaborou Maressa Mendonça)