Política

PREVENTIVA

Políticos de Ladário não têm data para deixar a prisão

Eles são investigados por crimes de associação criminosa e corrupção

Redação

27/01/2019 - 05h00

Os nove políticos de Ladário presos em novembro, suspeitos de participarem de crimes de associação criminosa, corrupção ativa e passiva, ainda não têm data para deixarem a prisão, em Campo Grande. 
Os sete vereadores, o prefeito e o ex-secretário de Educação estão no Centro de Triagem do Jardim Noroeste, na Capital, desde o dia 26 de novembro, há 61 dias. A vereadora Lilia Maria Villalva de Moraes (MDB) está no presídio Irmã Irma Zorzi, no Bairro Coronel Antonino.

No dia 30 de novembro do ano passado, a defesa do prefeito Carlos Anibal Ruso Pedrozo (PSDB) entrou com pedido de agravo interno, solicitando a liberdade do prefeito sob alegação de que ele é réu primário, possui residência fixa, família constituída e nunca teve nenhum outro problema com o Poder Judiciário. Ainda segundo a defesa, ele é idoso (60 anos) e tem problemas de saúde, pois sofre de diverticulite aguda – antes de ser preso, foi internado às pressas para tratamento.

Com relação ao caso do ex-secretário de Educação Helder dos Santos Botelho, que também entrou com pedido de agravo interno, os advogados solicitaram medida cautelar substituindo a prisão, pois ele não ocupa mais o cargo de secretário. Eles alegaram que nenhuma das gravações feitas envolve o ex-secretário. O desembargador Emerson Cafure decidiu não receber os dois agravos, mantendo ambos presos.

Além deles, o vereador André Franco Caffaro (PPS) solicitou à Justiça que a prisão seja revertida em medidas cautelares, entre elas, colocação de tornozeleira eletrônica. O pedido de liberdade também foi negado. 

O vereador Vagner Gonçalves (PPS) foi o único que teve pedido atendido pelo desembargador, relator do caso. A defesa dele entrou com solicitação de transferência para cela especial, no dia 13 de dezembro, e o desembargador autorizou. Ele está preso no Centro de Triagem do Jardim Noroeste. Antes, estava no Presídio de Trânsito de Campo Grande.

MENSALINHO

Os suspeitos são investigados por crimes de associação criminosa, corrupção ativa e passiva. O esquema chamado de mensalinho, estava sendo investigado há pelo menos um ano. O que foi apurado até agora, é que o prefeito Ruso pagava aos vereadores entre R$ 1,5 mil até R$ 3,5 mil em dinheiro vivo, mensalmente, para que os políticos não denunciassem as “falhas” que o chefe do Executivo municipal, cometia.

Os setes vereadores presos são os seguintes: Vagner Gonçalves (PPS) e 2º secretário, Agnaldo dos Santos Silva Junior (PTB), André Franco Caffaro (PPS), Augusto de Campos (MDB), Lilia Maria Villalva de Moraes (MDB) e 2º vice-presidente, Paulo Rogério Feliciano Barbosa (PMN) e Osvalmir Nunes da Silva (PSDB).

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