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Queda de Vélez era crônica de morte anunciada, diz Mourão

Queda de Vélez era crônica de morte anunciada, diz Mourão

Redação

08/04/2019 - 22h30
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A demissão do ministro da Educação, Ricardo Vélez, era "crônica de uma morte anunciada", afirmou o vice-presidente, general Hamilton Mourão, em Washington.

"Ministro Vélez é uma pessoal de capacidade intelectual muito grande, uma pessoa bem intencionada, mas eu acho que acabou não conseguindo organizar as coisas lá no ministério", disse Mourão. "O presidente deu um tempo para ele tentar ajustar, não conseguiu, por consequência o presidente teve que trocar o ministro."

Mourão se reúne nesta segunda-feira (8) com o vice-presidente dos EUA, Mike Pence.

Depois, o general segue para a US Chamber of Commerce, onde participa de mesa redonda com empresários, e de lá será recepcionado em jantar.

Indagado se apoia a construção do muro na fronteira com o México, Mourão disse: "O presidente Bolsonaro já disse que apoia, se ele declarou, eu também apoio. Estou que nem um paraquedas com ele, estou com ele e não abro."

Em relação a críticas de que ele estaria muito aberto a pontos de vista que não correspondem aos do presidente Bolsonaro, Mourão disse: "As pessoas não me conhecem e aí pegam algumas opiniões julgando que é o todo, e isso não é o todo; eu estou lado a lado com o presidente Bolsonaro, nós somos complementares nas nossas visões e obviamente nosso objetivo é um só: conseguir estabelecer uma nova base dentro do país para que a economia se recupere, a segurança pública volte a níveis aceitáveis e o Brasil tenha nova rota para chegar ao desenvolvimento sustentável."

Ele participa neste momento de almoço com pesquisadores e formadores de opinião na residência da embaixada do Brasil em Washington.

Como antecipou a Folha de S.Paulo, participam do almoço  o ambientalistas Thomas Lovejoy, ex-embaixador americano no Brasil Thomas Shannon, que chegou a ser o terceiro na hierarquia do Departamento de Estado americano, com posições de liderança em governos democratas e republicanos, o jornalista e escritor venezuelano Moises Naím, pesquisador do Carnegie Endowment for International Peace, Paulo Sotero, diretor do Brazil Institute do Wilson Center; Adrienne Arsht, vice-presidente do conselho do think tank Atlantic Council; e o economista Fred Bergsten, diretor emérito do Peterson Institute of International Economics e Bruno Reis, diretor de América Latina do Eurasia Group.

De manhã, Mourão foi a uma livraria, e disse ter comprado quatro livros: um sobre a situação interna dos EUA , "o radicalismo que pode estar ocorrendo aqui também"; outro sobre a posição da Rússia na Europa, um sobre uma batalha da segunda Guerra Mundial e outro sobre a Guerra da Coreia.

Ele voltou a dizer que a crise na Venezuela precisa ser resolvida com uma solução encontrada pelos próprios venezuelanos e o auxílio da comunidade internacional com pressão política e econômica sobre o regime do ditador Nicolás Maduro.

No encontro com Pence, segundo Mourão, serão abordados temas sobre a cooperação espacial entre os dois países e sobre o acordo de salvaguardas tecnológicas que foi assinado durante a visita de Bolsonaro e permitirá o aluguel da base de Alcântara.

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