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Mais da metade dos eleitores de Campo Grande diz não ter ideologia

Para maioria da população de Campo Grande, espectro político não é determinante para escolher candidato

Beatriz Magalhães

08/07/2021 - 07h15

Mais da metade do eleitorado de Campo Grande diz não ter ideologia política e não leva em consideração alinhamentos à esquerda ou à direita na hora de votar, é o que aponta levantamento do Instituto de Pesquisa Resultado (IPR), feito em parceria com o Correio do Estado.  

O porcentual de pessoas que disse não ter ideologia política corresponde a 52% do eleitorado da Capital. 

O levantamento ainda mostrou que 25% dos entrevistados se declararam de direita, e 17,33%, de esquerda. 

Os que se declararam de centro representam 5,67% dos eleitores. 

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O IPR também perguntou aos eleitores da capital de Mato Grosso do Sul se a ideologia ou a posição dos atuais partidos, sejam eles de direita, centro ou esquerda, têm relação direta com a escolha dos candidatos.  

Neste quesito, 42,33% dos entrevistados disseram ser indiferentes ao espectro ideológico do candidato na hora de votar, enquanto 31,67% disseram que a ideologia não tem relação com a escolha dos candidatos. 

Para 26% dos eleitores de Campo Grande, a ideologia ou o alinhamento do candidato a um dos espectros políticos importa na hora de tomar a decisão.

O diretor do IPR, Aruaque Fresato Barbosa, disse que algumas respostas, embora não preponderantes, podem dizer muito sobre a eleição que está para ocorrer no próximo ano. 

Para ele, os candidatos devem levar em consideração que mais de um quarto do eleitorado define o candidato pela forma com que ele se posiciona. 

“Este público, conforme o que o candidato diz ou não diz, poderá desclassificar o postulante a um mandato”, analisou.  

Aruaque Barbosa ainda ressaltou que o público indiferente é distinto do público que não se importa com ideologia. 

Parte deste universo de 42,33% do eleitorado pode ser influenciada em algum momento por posições político-ideológicas no momento de tomar sua decisão.  

Sobre as opções por esquerda ou direita, a pesquisa, segundo Aruaque, mostra que a direita está mais organizada em Campo Grande. 

“Neste público, o direcionamento ideológico está mais claro”, afirmou.  

O que vem à cabeça?

O IPR também perguntou as primeiras palavras que vêm à cabeça do eleitor sempre que se fala em direita, esquerda e centro. No que diz respeito à direita, 44% não souberam responder.  

Para 8,67%, a palavra que mais representa a direita é genocídio, seguida de conservadorismo (4,33%), corrupção (2%), honestidade (2%), certo (1,67%), correto (1,67%), bagunça (1,33%), Bolsonaro (1,33%), massacre do povo (1,33%), ordem (1,33%) e péssimo (1,33%). 

Outras respostas somaram 29%.  

A mesma pergunta neste conceito de “top of mind” foi feita sobre a esquerda. 

Um total de 55,67% não soube responder, e a palavra mais associada à esquerda foi corrupção (5,67%), seguida de igualdade social (3,33%), igualitária (3%), ineficaz (3%), comunismo (2%), bagunça (1,67%), antidemocrática (1,33%), crescimento (1,33%), descrença (1,33%), luta (1,33%) e povo (1,33%). 

Um total de 18% deu outras respostas.  

Sobre o espectro político de centro, 68,33% não souberam responder, enquanto 5,33% responderam “indefinido”, e 4,67%, neutro. 

Outros 3% pensam em oportunismo quando se fala do centro, e 3% consideram um grupo sem posicionamento. 

Interesseiro (1,67%), corrupção (1%), indiferente (1%), péssimo e sem comprometimento (1%) complementaram as respostas.  

As respostas que não pontuaram representam 10%.  

A pesquisa foi realizada nos dias 1º e 2 deste mês, e 300 pessoas foram entrevistadas no levantamento. 

A margem de erro é de 5,7% para mais ou para menos, e o índice de confiança (probabilidade de o resultado representar a realidade) é de 95%. 

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