O presidente Jair Bolsonaro disse hoje (10) que a compra da vacina indiana Covaxin, do laboratório Bharat Biotech, foi suspensa devido a controles governamentais.
A afirmação foi feita durante discurso em Porto Alegre, depois de motociata com apoiadores na região metropolitana da capital gaúcha.
“Dois anos e meio sem corrupção. Querem agora imputar um crime a mim de corrupção, onde uma dose sequer foi comprada da vacina”, disse o presidente. “Porque temos filtro, temos controle”.
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No fim de junho, o Ministério da Saúde suspendeu temporariamente o contrato de compra da vacina indiana, por orientação da Controladoria-Geral da União (CGU), dias depois de depoimentos à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia dados pelo deputado Luís Miranda (DEM-DF) e de seu irmão, chefe de importação do Ministério da Saúde, Luís Ricardo Miranda.
O chefe de importação do ministério relatou pressões atípicas para a contratação da Covaxin e problemas no processo de importação, como a tentativa inicial de pagamento adiantado e o uso de uma empresa que não estava listada no contrato.
Motociata
O presidente Jair Bolsonaro participou neste sábado de uma motociata na região metropolitana de Porto Alegre, com apoiadores.
O grupo saiu do estacionamento da sede da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs) por volta das 10h.
No meio do passeio, Bolsonaro parou sua moto, ficou em pé sobre ela e acenou para os apoiadores. Ele aproveitou que estava em transmissão ao vivo no Facebook e disse que tem um compromisso com a democracia.
“Não abriremos mão da nossa democracia, da nossa liberdade, dos nossos direitos, garantidos em nossa Constituição. Quem pensa o contrário, está no caminho errado”, disse o presidente aos espectadores do vídeo ao vivo.
Bolsonaro chegou ao Rio Grande do Sul (RS) ontem, quando participou da inauguração de uma planta produtiva de grafeno, na cidade de Caxias do Sul.