Assim como há 20 anos, um eventual racionamento de energia elétrica poderá influenciar na decisão do eleitor nas próximas eleições. É o que aponta levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisa Resultado em parceria com o Correio do Estado.
O estudo mostra que 50,67% dos eleitores de Campo Grande teriam seus votos influenciados por um eventual racionamento de energia elétrica.
O grupo que afirmou que o racionamento não influenciaria seu voto nas eleições representa 25% do eleitorado. Outros 24,33% dos entrevistados manifestaram-se indiferentes quando perguntados.
Nas eleições de 2002, em que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi eleito para seu primeiro mandato, o petista derrotou José Serra (PSDB), tendo como fatores que influenciaram o voto dos eleitores o apagão de 2001 e o racionamento de energia, que durou até o início de 2002.
O IPR Correio do Estado também perguntou aos eleitores se eles se lembram do apagão de energia elétrica que houve naquela época.
Conforme a pesquisa, 69,97% afirmam que se lembram do período de escassez de energia. Os que responderam que não representam 30,33% dos entrevistados.
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TEMOR
A maioria da população de Campo Grande em idade eleitoral disse que teme um novo racionamento de energia elétrica: 74,64% das pessoas entrevistadas.
Os que não temem um novo racionamento de energia elétrica representam 25,36%.
Quando perguntados sobre quem são os culpados da crise hídrica atual, 14% afirmaram que é a própria população, 13% disseram ser o governo federal.
Os outros culpados, conforme os entrevistados responderam em questão aberta, são: parte da agricultura (10%); o próprio ser humano (3%); o presidente da República (3%); o clima desregulado (2%); políticos (1,67%); o órgão responsável pela energia (1,33%); contexto geral dos órgãos públicos (0,67%); o desmatamento (0,67%); os países europeus (0,33%); e projetos anteriores à década de 1990 (0,33%).
A pesquisa foi realizada entre os dias 8 e 10 deste mês em Campo Grande e contou com 300 entrevistados. A margem de erro é de 5,7 pontos porcentuais para mais ou para menos.
EMERGÊNCIA
Mato Grosso do Sul tem cidades onde não chove há mais de 30 dias, caso da Capital.
Ontem, o governo do Estado publicou dois decretos de emergência diretamente relacionados à questão – um por causa da estiagem e outro por conta dos incêndios.
A falta de chuvas neste ano tem deixado os reservatórios das hidrelétricas com o nível baixíssimo, o que compromete a geração de energia elétrica.
Para tentar frear o consumo, o governo federal tem estabelecido medidas para desestimular o uso da energia, como bandeiras tarifárias que aumentam o custo do serviço.