Política

CARREATA

Em Campo Grande, manifestantes apoiam Bolsonaro e pedem fechamento do STF

Milhares de pessoas se concentram em diferentes pontos para fazer carreata até o CMO

Vestidos de verde e amarelo e carregando bandeiras, milhares de manifestantes se reúnem na Avenida Afonso Pena, em Campo Grande, em protesto a favor do presidente Jair Bolsonaro, nesta terça-feira (7), dia da Independência do Brasil.

A exemplo da reivindicação nacional, grupos pedem o fechamento do Supremo Tribunal Federal (STF), entre outras pautas.

Grupo se reúne em diferentes pontos da Avenida Afonso Pena, de onde partirão em carreata até o Comando Militar do Oeste (CMO), na Avenida Duque de Caxias.

A professora Samanta Jardim, 50 anos, afirma que a manifestação não é apenas pelo presidente, mas pelo Brasil.

“Não é por partido, não é pelo presidente,mas é pelo nosso Brasil, para não deixar vir mesmo essa ditadura para cá, a esquerda querendo entrar”, disse.

Ela acrescentou ainda que “o Brasil é do povo, e não do STF”.

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O motorista de aplicativo Adriano Vasquez Timóteo, 45 anos, também critica os ministros do STF, a quem atribui o desemprego e também manifesta contra o governo do Estado.

“O STF vai tudo ao contrário do brasileiro trabalhador, vê o salário que eles tem lá, é tudo corrupto, só defende bandido, Lula era para estar preso até hoje, o cara assinou para o cara estar solto”, disse.

Timóteo afirma que o povo unido pode mudar o País.

Entre os políticos, o vereador Alírio Vilassanti afirma que a manifestação busca prioritariamente os valores democráticos e os valores da liberdade.

"Eu acho que [a manifestação] é fundamental nesse mundo que a gente vive atualmente, onde nós vemos um ativismo político muito forte por parte da Suprema Corte, então nós temos que reagir, os homens de bem tem que estar juntos, exacerbar esses valores cristãos, da família, democrático e da liberdade", disse.

Conforme Vilassanti, não está havendo uma separação entre o Executivo e o Judiciário devido a um ativismo político e, segundo ele, o Judiciário deve se manter "dentro dos limites constitucionais".

"Isso aqui é uma festa da democracia, nós temos que respeitar e saber conviver [com quem tem opinião contrária], desde que dentro do limite da lei", concluiu.

Trios elétricos acompanham a carreata, com falas de: “ Hoje é o dia de chutar o pau da barraca, chega de dar corda para esses comunistas do STF. Supremo é o povo meu presidente”.

Além de movimentos da direita, há também manifestantes ligados às igrejas evangélicas e grupos de ruralistas.

Apesar da carreata seguir por avenidas, não haverá interdição de vias, pois os manifestantes não irão ocupar todas as pistas, deixando uma livre para o tráfego de veículos que não participam do movimento.

As manifestações convocadas pelo presidente são pautadas por ameaças antidemocráticas a ministros do Supremo e ao Congresso.

Também há protestos marcados contra Bolsonaro, na parte da tarde.

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