Política

ELEIÇÕES 2026

Riedel defende Tereza Cristina como vice de Flávio Bolsonaro

Governador afirma que "condena fortemente" a posição da direção nacional do Progressistas, que decidiu manter neutralidade na disputa presidencial

O governador Eduardo Riedel (PP) não apoiou a decisão da direção nacional de impedir que a senadora Tereza Cristina (PP-MS) dispute a vice-presidência da República na chapa do pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL). 

Durante a convenção na manhã deste sábado (1), Riedel afirmou que não concorda com a posição adotada pelo PP e defendeu que a senadora reúne as credenciais necessárias para ocupar o posto na disputa nacional. 

“Eu sou do PP e não me dou por vencido. Condeno fortemente a decisão tomada pelo PP inicialmente”, declarou.

Segundo o governador, Tereza Cristina é uma das principais lideranças políticas do país e teria condições de contribuir para o futuro do Brasil. 

“A senadora Tereza talvez seja uma das pessoas públicas do Brasil que mais podem contribuir com o nosso futuro pela história, pela atuação, pela ação e pela capacidade de reunir pensamento e ação em prol de mudanças estruturantes. A gente precisa muito da senadora Tereza nesse momento na majoritária nacional”, afirmou.

Riedel ressaltou que a decisão não depende apenas da parlamentar, mas fez um apelo para que o Progressistas reveja o posicionamento. 

“Aqui fica o meu registro como membro do PP de que a gente tem que lutar até o fim para que o nosso partido, em âmbito nacional, tenha essa possibilidade de se unir, coligar e poder levar o nome da senadora Tereza à vice-presidência do Brasil.”

Antes de comentar o impasse, o governador também destacou a articulação entre partidos do campo da centro-direita em Mato Grosso do Sul, classificando a construção política como um exemplo para o restante do país.

“O Brasil, ao conseguir construir nesse campo da centro-direita essa união, dá um exemplo. Não é fácil, porque existem muitas lideranças fortes e expressivas, mas conseguimos chegar a esse resultado com muito diálogo.”

PP manteve neutralidade

Na sexta-feira (31), o Progressistas anunciou oficialmente que permanecerá neutro na disputa presidencial de 2026, encerrando as negociações para que Tereza Cristina integrasse a chapa de Flávio Bolsonaro.

Em nota, a legenda informou que a decisão foi tomada após consulta aos diretórios estaduais.

“O Progressistas, após consulta aos seus diretórios estaduais, decidiu, por maioria, permanecer neutro no processo eleitoral. Diante disso, reiteramos a posição de não convocar Convenção Nacional. A decisão já foi comunicada e acatada pela nossa líder no Senado Federal, senadora Tereza Cristina.”

A definição frustrou as articulações que vinham sendo conduzidas entre PL e PP. Horas antes da manifestação oficial do partido, Flávio Bolsonaro havia declarado que a senadora havia aceitado o convite e que restava apenas o aval partidário para oficializar a composição.

A resistência teria partido da direção nacional do Progressistas, liderada pelo senador Ciro Nogueira, que defendia a manutenção da neutralidade da sigla, além da preocupação de diretórios estaduais com os reflexos da composição nas alianças regionais.

Com a retirada do nome de Tereza Cristina, a vaga de vice na chapa de Flávio Bolsonaro permanece aberta. O PL tem até o dia 5 de agosto para definir o nome que integrará a candidatura presidencial, enquanto o prazo para registro das chapas na Justiça Eleitoral termina em 15 de agosto.

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