Política

– A festa de todos os encontros –

5ª Festa da Farinha (de Anastácio)

5ª Festa da Farinha (de Anastácio)

Redação

01/05/2010 - 20h56
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"Se farinha fosse americana, mandioca importada,

banquete de bacana era farinhada"...

(Juraildes da Cruz)

 

Atualmente considerada a maior festa de tradição nordestina em Mato Grosso do Sul, a Festa da Farinha de Anastácio, criada pelo prefeito Cláudio Valério, enriquece deveras o calendário turístico e cultural do Estado.

E nesta sua quinta edição – que acontecerá nos dias 07 e 08 deste mês de maio, integrando as comemorações dos 45 anos de emancipação do município – o primoroso evento apresentar-se-á repleto de atrações e novidades.

Com lançamento oficial acontecido em 14 de abril p.p., numa concorrida reunião no auditório da Câmara Municipal de Anastácio, esta 5ª Festa da Farinha com certeza será, a exemplo das anteriores, um verdadeiro sucesso, transformando, por dois dias e duas noites, a cidade [especialmente a Avenida Porto Geral] numa artéria genuinamente representativa do Nordeste brasileiro e da cultura prodigiosa daquela importante região.

Várias barracas típicas serão montadas e, nelas, além de outros produtos, uma gama de comidas nordestinas e iguarias originárias da mandioca e da farinha poderão ser degustadas. Na praça da alimentação – ao lado de delícias como tapioca, beiju, paçocas e sequilhos – o "viagra de mandioca" (bebida energética tradicional da festa) também marcará presença, aguçando a curiosidade dos visitantes. O maior saco de farinha do mundo (um dos destaques da festa, lançado no ano passado e já indicado ao Livro Guinness dos Recordes) ganhará ainda mais grandeza este ano e – pesando cerca de quatro mil quilos – ostentará 4,5 metros de altura por mais de 3 metros de largura. Na tenda do cordel, o público poderá ter acesso a uma das expressões mais fecundas da cultura nordestinense: os chamados "folhetos" ou "romances" da literatura popular.

No majestoso palco que será montado para as apresentações artísticas, acontecerão diversos shows, declamações poéticas, repentes e outras performances, com realce para o legítimo forró em seus vários estilos, xotes, baiões, coco e emboladas, além de outros envolventes ritmos nordestinos.

Assim, desfilarão no proscênio esplendente desta edição da Festa da Farinha os forrós pé-de-serra de Deni Santos, bem como os versos rimados de improviso ao som das plangentes violas dos cantadores repentistas Daudeth Bandeira e Zé Viola (artistas convidados e oriundos respectivamente de João Pessoa/PB e Teresina/PI), que – com seus cantos em galopes, martelos, quadrões, sextilhas e motes diversos – encantarão os milhares de espectadores. Também será presença altiva na festa anastaciana a famosa dupla de emboladores Caju & Castanha (PE). E o evento atingirá o seu clímax [na segunda noite] com a apresentação do renomado cantor Alceu Valença – um dos maiores nomes do cenário musical brasileiro – que, acompanhado pela sua banda, interagirá com o público, gerando frisson na galera e relembrando os grandes sucessos da sua brilhante carreira.

Esperado também será o desfile dos temáticos bonecos gigantes confeccionados pela professora de arte Ironilde Frazão: ‘seo anastácio’ e ‘dona anastácia’, altaneiros mascotes que – a cada edição da festa – passeiam, com galhardia, no meio do povo ávido de lazer.

Festa da Farinha de Anastácio – a Festa de todos os encontros: um acontecimento magistral; um fascinante borbulhar de emoções e regozijo aproximando diversos horizontes e interligando expressões culturais do nosso país.

Certamente, o anfitrião do evento, o ilustre prefeito Cláudio Valério – que também é poeta de irrefutável virtuosidade e membro da Academia Maçônica de Letras de MS – encontrava-se deveras iluminado e envolto em fértil inspiração quando idealizou [em 2006] a criação desta fantástica Festa nordestina de todos os sorrisos e para todos os sotaques.

 

RUBENIO MARCELO

Política

Comissão do Senado cria grupo de trabalho para acompanhar investigação do Banco Master

Segundo o despacho, os membros do grupo poderão realizar e sistematizar atos como requerimentos de convocação de envolvidos e autoridades

15/01/2026 21h00

Crédito: Leonardo de Sá / Agência Brasil

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A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado criou um grupo de trabalho para acompanhar as investigações envolvendo o Banco Master. A criação da comissão paralela foi assinada nesta quinta-feira, 15, pelo presidente do colegiado, Renan Calheiros (MDB-AL).

Segundo o despacho, os membros do grupo poderão realizar e sistematizar atos como requerimentos de convocação de envolvidos e autoridades, pedidos de informação e apresentação de propostas legislativas relacionadas ao tema.

A comissão será composta por sete senadores, dos quais quatro são governistas ou próximos ao governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e dois são de oposição: Fernando Farias (MDB-AL), Eduardo Braga (MDB-AM), Esperidião Amim (PP-SC), Randolfe Rodrigues (PT-AP), Alessandro Vieira (MDB-SE), Leila Barros (PDT-DF) e Damares Alves (Republicanos-DF).

Há duas senadoras do Distrito Federal - Leila Barros e Damares Alves -, de onde partiu a oferta de compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB), rejeitada pelo Banco Central.

A criação foi anunciada um dia após a segunda operação da PF que mirou o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, liquidado pelo Banco Central, parentes dele e outros empresários

Renan Calheiros justificou a criação do grupo considerando as competências da CAE e "a gravidade dos fatos noticiados pela mídia e das investigações em curso da Polícia Federal, as deliberações do Banco Central e do Tribunal de Contas da União, relacionadas a irregularidades atribuídas ao Banco Master".

Parlamentares começaram a coletar assinaturas para a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) sobre o Caso Master no Congresso e dizem já ter assinaturas para a instalação, que depende do aval do presente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP).

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Política

Carlos critica destino de 40 smart TVs a presídios após PGR ser contra aparelho para Bolsonaro

A manifestação ocorreu um dia após o procurador-geral da República, Paulo Gonet, se posicionar contra o pedido da defesa do ex-presidente

15/01/2026 19h00

Crédito: Tânia Rêgo / Agência Brasil

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O ex-vereador do Rio Carlos Bolsonaro (PL-SC) criticou nesta quarta-feira, 14, a decisão do governo federal de destinar 40 smart TVs à unidades do sistema penitenciário federal como parte de um programa de exibição de filmes e atividades culturais para presos de presídios de segurança máxima.

A manifestação ocorreu um dia após o procurador-geral da República, Paulo Gonet, se posicionar contra o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para que ele tenha acesso a uma smart TV enquanto está detido na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. O parecer foi encaminhado ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que ainda decidirá sobre o requerimento.

Em publicação nas redes sociais, Carlos ironizou a situação ao compartilhar um vídeo em que o vereador de Vitória (ES) Dárcio Bracarense (PL) comenta a negativa da PGR. Na gravação, o parlamentar afirma: "Paulo Gonet nega smart TV para Bolsonaro por conta do risco de ele acessar redes sociais. É inacreditável este País. Em presídios de segurança máxima, os criminosos mais perigosos do País vão ter TVs com acesso à internet".

Os equipamentos não ficarão nas celas nem serão de uso individual dos presos. As smart TVs serão utilizadas exclusivamente em sessões coletivas, e os aparelhos serão previamente configurados com restrições técnicas rigorosas, sem acesso à internet. A seleção dos conteúdos caberá à Divisão de Reabilitação, com análise da Divisão de Segurança e Disciplina e aprovação do Conselho Disciplinar de cada unidade.

A defesa de Bolsonaro também pediu autorização para assistência religiosa e para a remição de pena por meio da leitura, dois pontos que receberam parecer favorável do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Críticas às condições de detenção de Bolsonaro

A manifestação ocorre em meio às queixas recorrentes do ex-vereador sobre as condições de custódia do pai. Bolsonaro cumpre pena na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, e Carlos tem usado as redes sociais para expressar insatisfação com o tratamento dado ao ex-presidente.

Nos últimos dias, o ex-vereador criticou o fato de a PF ter fornecido protetores auriculares ao pai em vez de resolver a origem do ruído na cela. Segundo a CNN Brasil, a corporação começou nesta semana a desligar a central de ar-condicionado que fica ao lado do local onde Bolsonaro está preso.

No domingo, Carlos publicou uma foto do pai de costas e informou que ele estaria apresentando crises de vômito. Diante do quadro de saúde, a defesa voltou a pedir ao STF a concessão de prisão domiciliar humanitária. Os advogados citaram a queda sofrida por Bolsonaro em 6 de janeiro e afirmaram que o episódio altera as circunstâncias em relação ao último pedido de domiciliar, que havia sido negado por Moraes.

Na semana passada, Carlos também afirmou que Bolsonaro está detido em uma sala "insalubre e molhada de cerca de oito metros quadrados" e disse ter levado um novo rádio de pilha ao pai durante uma visita. "O presenteei com um novo rádio de pilha, para que ao menos possa escutar algumas estações, pois o anterior não funcionava direito, e visto que não tem nem uma pequena TV com capacidade para assistir a um canal do YouTube e acompanhar notícias e outras informações", escreveu.
 

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