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À espera de eleição, Mara Caseiro pode assumir como deputada em 2021

Resultado do pleito de novembro pode mudar o cenário na Assembleia Legislativa
13/08/2020 10:30 - Adriel Mattos, Yarima Mecchi


Ex-deputada estadual e atual diretora-presidente da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS), Mara Caseiro (PSDB) pode ser a única mulher a assumir como parlamentar da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems).  

Mais votada que 12 dos 24 representantes empossados em fevereiro de 2019, a tucana é primeira suplente do representante do DEM, José Carlos Barbosa – o Barbosinha –, atual pré-candidato à prefeitura de Dourados.

Caso Barbosinha ganhe a disputa pela administração da cidade, Mara Caseiro ocupa a cadeira da coligação PSDB, PROS e DEM. Se a tucana assumir o cargo, a Alems deixa de ser a única do Brasil sem uma representante mulher no plenário.

Questionada pelo Correio do Estado se deve assumir a cadeira na Casa de Leis ou continuar à frente da cultura estadual, Caseiro afirmou que vai para o Legislativo e destacou a importância de ter ao menos uma mulher como representante do povo. “A princípio, a gente assumiria a vaga de deputada estadual. Tem que ter representatividade feminina lá dentro. Tinha que ter mais que uma, pelo menos umas cinco mulheres defendendo o que acreditam e os direitos das mulheres”.  

Caseiro teve 23.813 votos em 2018, ficando atrás do 12º colocado entre os eleitos, Rinaldo Modesto (PSDB), que teve a preferência de 24.593 eleitores. Por conta do coeficiente determinado pela legislação eleitoral, a tucana não pôde assumir o cargo e teve um concorrente com 11.010 votos, empossado na Casa de Leis.  

“Seria o meu terceiro mandato. Uma Assembleia sem mulher não representa a sociedade que temos. Mato Grosso do Sul tem 52% de eleitoras, somos maioria”.

 
 

A ex-deputada voltou a defender que é necessário ter o mínimo de 30% e o máximo de 70% de representantes do mesmo gênero nas Casas de Leis. “Seria o mínimo para buscar essa igualdade, eu falo que a gente ainda precisa colocar os desiguais com desigualdade para provocar a igualdade. Criar instrumentos para provocar a igualdade”, destacou.

A cadeira de Barbosinha pode não ser a única a mudar de dono no Legislativo sul-mato-grossense, conforme levantamento feito pelo Correio do Estado. Pretendendo disputar a prefeitura de Campo Grande, o deputado João Henrique Catan (PL) pode ceder o lugar para o atual filiado do PSL, Coronel Alírio Villasanti.  

Como a atual agremiação de Villasanti não fazia parte da coligação PSC, PR, DC, PRTB, PHS e PTC, o partido de Catan pode pedir na Justiça Eleitoral a posse da vaga.

Outro que também é pré-candidato à prefeitura da Capital é o parlamentar Marcio Fernandes (MDB). Caso ele ganhe o pleito, o seu primeiro suplente é o atual pré-candidato à prefeitura de Corumbá, Paulo Duarte. Se o MDB conseguir eleger os dois como prefeito, a vaga fica para o atual vereador e pré-candidato à reeleição Loester Nunes de Oliveira.

Representante do PT, Pedro Kemp também quer a administração da Capital. Caso ele consiga, a sua cadeira fica para o ex-deputado Amarildo Cruz.

 

Felpuda


Questão de família acabou descambando para o lado da política, e a confusão já é do conhecimento público. 

A queda de braço tem como foco a troca de apoio político que, de um, foi para outro. Sem contar as ameaças de denúncia da figura central do imbróglio. 

A continuar assim, há quem diga que nenhum dos dois candidatos a vereador envolvidos na história conseguirá ser eleito. Barraco é pouco!