Política

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A sorrateira doença renal crônica

A sorrateira doença renal crônica

Redação

11/03/2010 - 07h56
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Eles são dois, têm o formato similar ao de feijões e funcionam como uma espécie de filtro do nosso organismo. Os rins, responsáveis por eliminar toxinas e regular alguns processos químicos do corpo, como o estímulo para a produção de glóbulos vermelhos do sangue, demandam certos cuidados que, quando não seguidos de forma correta, podem resultar em enfermidades graves. Hoje comemora-se o Dia Mundial do Rim, data que figura como uma oportunidade de alerta sobre os perigos e alcance das complicações renais. Estimativas da Sociedade Brasileira de Nefrologia indicam que cerca de 10 milhões de brasileiros apresentam algum grau de alteração renal e 52 milhões correm risco de desenvolver a doença por serem idosos, obesos, diabéticos ou hipertensos, os grupos mais sujeitos a problemas renais. O mais grave deles é a doença renal crônica (DRC), mal que afeta atualmente cerca de 2 milhões de pessoas no País e quase 500 milhões em todo o mundo. A DRC é uma doença silenciosa, ou seja, não apresenta sintomas, caracterizada pela perda progressiva e irreversível das funções dos rins e tem como principais causas o agravo de quadros de diabetes e hipertensão. Outras doenças do aparelho renal e urinário mais comuns são: infecção urinária (ardência, dor, com ou sem febre); cálculo renal (dor nos flancos e costas, quase sempre com sangue na urina e muitas vezes eliminação de pedras); obstrução urinária (impedimento da passagem da urina pelos canais urinários). Como se trata de doenças agudas e com sintomas, geralmente são tratadas imediatamente não causando grandes danos ao órgão, diferentemente da DRC. Prevenção Segundo o médico da família Daniel Knupp, geralmente quando os sintomas ficam evidentes a DRC já está em estágio avançado. Portanto, a única maneira de evitar que a doença se agrave e os pacientes se tornem dependentes de diálise ou de transplante é realizar exames de rotina como: a análise simples da urina e dosagem de creatinina no sangue. “O diagnóstico tardio é a principal causa do aumento do número de pacientes crônicos. Cerca de 70% das pessoas que apresentam alteração renal não sabem que estão doentes, porque os sintomas só começam a aparecer quando o rim já perdeu 50% da função. Os pacientes chegam ao serviço de saúde em estado crítico, mas essa situação poderia ser evitada se a doença fosse diagnosticada no início”, afirma o médico. Observe os sintomas Embora a doença renal crônica não apresente sintomas aparentes até que cerca de 50% da função dos rins estejam comprometidas, é importante estar alerta a certos sinais, porque se não for descoberta e tratada a tempo pode levar a perda da função dos rins. Ardor ou dificuldade para urinar, alterações na coloração ou presença de sangue e espuma na urina, são alguns deles. Inchaço ao redor dos olhos e nas pernas, dores lombares, vômitos, náuseas, palidez e fraqueza também podem ser indicadores da DRC. Ao menor sinal de alterações do organismo, um médico deve ser consultado. Evolução da doença Uma das complicações mais comuns da doença renal crônica é a anemia renal, diminuição dos níveis de glóbulos vermelhos do sangue que leva a uma menor oxigenação do organismo. Esta forma de anemia pode contribuir também para o surgimento de doenças cardiovasculares, já que o coração aumenta o ritmo de bombeamento sanguíneo na tentativa de compensar a falta de oxigênio no corpo. Estima–se que cerca de 70 mil portadores de DRC desenvolvam também a anemia renal. A melhor forma de retardar a ação das doenças renais, evitando o surgimento da anemia ou mesmo sua evolução, é o diagnóstico precoce. Para alertar a população sobre a necessidade de cuidados com os rins, a Sociedade Brasileira de Nefrologia Regional de Mato Grosso do Sul fará multirão de conscientização com distribuição de material educativo para a população em escolas e também na Praça Ary Coelho, nos próximos dias.

em brasília

Governador Eduardo Riedel assume presidência do Consórcio Brasil Central

Riedel foi eleito por unanimidade e vai comendar a assembleia de governadores até o fim do ano

21/01/2026 12h00

Riedel assumiu presidência do Consórcio Brasil Central, em Brasília

Riedel assumiu presidência do Consórcio Brasil Central, em Brasília Foto: Reprodução

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O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), tomou posse como presidente do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento do Brasil Central nesta quarta-feira (20). Riedel foi eleito no dia 10 de novembro de 2025, por unânimidade, e a posse oficial ocorreu hoje, em Brasília.

"Assumo a presidência do Consórcio Brasil Central com o compromisso de manter o diálogo e a cooperação, dando continuidade as ações que fortalecem a gestão pública entre os estados", disse Riedel, em publicação no Instagram.

Ele assumiu o cargo deixado pelo governador de Goiás, Ronaldo Caiado, que presidiu o Consórcio por dois anos. 

"Entrego o meu mandato de dois anos para o meu colega Eduardo Riedel, que vai assumir e dando continuidade para integrar todos os nossos estados do Centro-Oeste e parte do Norte do Brasil. [...] Passar a presidência a este colega que tem uma experiência muito grande e vai tocar o Consórcio com a competência e o dinamismo que ele toca Mato Grosso do Sul", disse Caiado.

Conforme Riedel, a primeira assembleia com a nova presidência marcou a coordenação entre os governos, "formalizando prioridades e decisões estratégicas que darão suporte às iniciativas ao longo do ano".

Além de Mato Grosso do Sul, integram Consórcio Brasil Central a Assembleia de Governadores:

  • Goiás – Governador: Ronaldo Caiado
  • Distrito Federal – Governador: Ibaneis Rocha
  • Maranhão – Governador: Carlos Brandão
  • Mato Grosso – Governador: Mauro Mendes
  • Rondônia – Governador: Marcos Rocha
  • Tocantins – Governador: Wanderlei Barbosa

Criado em 2015 o bloco tem como objetivo impulsionar o desenvolvimento econômico e social das regiões. Juntos, os estados que compõem o grupo representam 29% do território nacional, com 26,2 milhões de habitantes e 49% das exportações brasileiras. 

Eleição

Em novembro de 2025, foi realizada a eleição entre os governadores que participam do Consórcio, devido a ser o último ano do mandado do governador Reinaldo Caiado, que terminou no dia 31 de dezembro.

Em reunião realizada em Brasília, após votação unânime dos participantes, o secretário-executivo, José Eduardo Pereira Filho, declarou como eleito para o cargo de presidente o governador Eduardo Riedel.

Ele presidirá o consórcio no período de 1º de janeiro de 2026 a 31 de dezembro de 2026.

Apesar de assumir o cargo oficialmente nesta quarta-feira (21), Riedel foi empossado no dia 1º de janeiro, confirme publicação em Diário Oficial.

ELEIÇÕES 2026

Simone deve migrar para SP e facilitar para partidos de centro-direita de MS

A ministra de Planejamento e Orçamento terá, no fim deste mês, uma reunião com Lula para definir o futuro político neste ano

21/01/2026 08h00

A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), é cotada para disputar o governo de SP

A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), é cotada para disputar o governo de SP Lula Marques/Agência Brasil

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O futuro político da ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), deve mesmo migrar para São Paulo para concorrer ao Senado ou ao governo estadual nas eleições gerais deste ano, deixando o caminho livre para os seus concorrentes de centro-direita em Mato Grosso do Sul.

O Correio do Estado apurou que ela terá, no fim deste mês, uma conversa privada com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para definir qual caminho tomará no pleito deste ano, pois a ministra também tem pretensão de disputar ao Senado por Mato Grosso do Sul.

Afinal, conforme a pesquisa do Instituto de Pesquisa Resultado (IPR), publicada no dia 10 de dezembro pelo Correio do Estado, a sul-mato-grossense apareceu colada nos pré-candidatos Reinaldo Azambuja (PL), Capitão Contar (PL) e Nelsinho Trad (PSD), que estão triplamente empatados na liderança.

Lula pediu a conversa a sós com a ministra quando estiveram juntos no fim do mês passado em Foz do Iguaçu (PR), durante a Cúpula do Mercosul, e, na volta a Brasília, ambos estavam no mesmo voo, momento em que combinaram de discutir o papel dela nas eleições.

A reportagem apurou que a reunião faz parte da estratégia do presidente Lula de montar um palanque forte em São Paulo para reforçar o projeto dele de reeleição e, portanto, as chances de Tebet disputar as eleições por Mato Grosso do Sul são remotas.

O chefe do Executivo conta com ela como candidata a governadora para fazer frente ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que, a princípio, deve mesmo tentar a reeleição, desistindo de se aventurar como candidato a presidente da República.

NOVO ENDEREÇO

No entanto, para ser candidata em São Paulo, a ministra tem de trocar o domicílio eleitoral e também deixar o MDB, partido ao qual está filiada há 27 anos, porque a legenda comanda a capital com o prefeito Ricardo Nunes, que vai apoiar a reeleição de Tarcísio de Freitas, pois ele foi determinante no pleito de 2024, quando o emedebista foi reeleito.

Simone nunca escondeu de ninguém que estará com Lula na disputa presidencial e que topará o desafio que ele propuser. Portanto, como as últimas pesquisas de intenções de votos em São Paulo já demonstraram, ela é fortíssima para uma vaga na majoritária, seja ao Senado ou ao governo estadual.

Para o PT, a ministra tem a capacidade de agregar um eleitor que não vota tradicionalmente no partido, além disso, é mulher, tem bom desempenho no debate público e compõe o governo de Lula em um ministério importante.

Dessa forma, caso aceite a orientação de Lula, Tebet já tem em mãos um convite do PSB feito pelo presidente do PSB em São Paulo, Caio França, e reforçado pelo vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, que declarou recentemente que ficaria honrado em tê-la como correligionária.

Aliados da ministra admitem a possibilidade de mudança de legenda, algo que já foi descartado por ela no passado, pois não há hipótese de Tebet ir para o PT, mas o PSB é visto como um partido viável.

A ministra já tem até feito gestos em direção ao PSB e ampliado a interlocução com nomes da sigla. No fim do ano passado, recebeu a deputada federal Tábata Amaral (PSB-SP) para uma conversa a sós no gabinete. A parlamentar é uma das responsáveis pela aproximação da titular do Ministério do Planejamento e Orçamento com a legenda.

Procurada pelo Correio do Estado, Simone Tebet não quis comentar, porém, recentemente, a ministra disse que suas pretensões são as de continuar no MDB e buscar um novo mandato de senadora por Mato Grosso do Sul, cadeira para a qual foi eleita em 2014 e, no último ano de mandato, concorreu à Presidência da República, em 2022, ficando em terceiro lugar.

*Saiba

Simone Tebet iniciou sua carreira política em 2002 pelo MDB ao ser eleita deputada estadual. Nas eleições municipais de 2004, ela se elegeu prefeita de Três Lagoas, sendo a primeira mulher a ocupar o cargo no município. Em 31 de março de 2010, renunciou à prefeitura para concorrer como vice-governadora.

Vitoriosa, tornou-se a primeira mulher vice-governadora do Estado. Nas eleições parlamentares de 2014, foi eleita senadora e, em 2022, disputou a Presidência da República, terminando o pleito em terceiro lugar, com 4,16% dos votos válidos.

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