Política

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A versatilidade das pedras

A versatilidade das pedras

Redação

26/03/2010 - 05h32
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A natureza está na moda. E, por isso, cada vez mais presente nas residências. Não apenas por meio dos projetos de paisagismo e materiais naturais, como fibras e madeira, mas também pelas pedras salpicadas nos projetos. Espalhadas no chão embaixo de uma bancada, na forma de rochas com grandes dimensões invadindo livings ou simplesmente paredes de pedras causando contrastes, as pedras atraem cada vez mais a atenção de arquitetos e decoradores. Mas a aplicação depende sempre do acabamento de cada tipo de pedra, da porosidade e, principalmente, da intenção dos moradores. Usada como piso ou na parede, podendo ser empregada em bancadas ou sobre a mesa. Nessa grande diversidade, as pedras caem perfeitamente na decoração. Localizadas em lugares estratégicos do ambiente, as pedras têm várias funções. Mas cada aplicação deve ser analisada com cuidado, para evitar futuras “pedras no sapato”. As portuguesas, por exemplo, tão utilizadas em calçamentos e pisos externos, mas já subiram literalmente pelas paredes. Seu uso tem sido cada vez mais frequente em áreas nobres, como paredes de livings ou mesmo banheiros de casal, pois proporcionam um aspecto rústico aos ambientes contemporâneos e até tecnológicos. Já os mármore, têm uma característica clássica, mas compõem ainda com o moderno. Eles quebram a frieza do vidro, aço e outros elementos com características iguais. Essas peças naturais podem ser empregadas em qualquer ambiente, seja ele interno ou externo. Os arquitetos reiteram que, ao usar pedras no piso ou na parede, algumas restrições devem estar bastante claras ao morador. É preciso evitar o mármore assim como uma pedra rústica no piso do box de banheiro, o primeiro pela fragilidade e o segundo pela porosidade, já que facilita o acúmulo de sujeira, dificultando a limpeza. Além disso, o uso das pedras de marmóre deve ser evitado em áreas de muita circulação, bem como áreas molhadas como banheiros e cozinhas, pois apesar da nobreza do material, ele não é tão resistente. O oposto do granito, um material bastante usado em pisos, inclusive de áreas com muita circulação. O granito também é usado em bancadas, mesas e outros fins. No que diz respeito aos preços e informações sobre as melhores formas de aplicação, os mármores são mais caros e devem ser aplicados por pessoas especializadas para não mancharem nem trincarem. O granito tem preço inferior ao mármore, mas a aplicação deve seguir o padrão do mármore. Hoje temos o mármore industrializado que tem preço intermediário entre o mármore natural e o granito, além de opções de cores e padrões, inclusive, pedras sem veios e granulos, o que o mármore e o granito não têm. Já as pedras rústicas tem preço acessível, porém tem algumas limitações de uso. Opções Hoje em dia vários tipos de pedras são utilizados. É o caso da pedra-madeira são tomé e da pedra filetada. Segundo os arquitetos, o mármore já foi moda há algum tempo, mas ainda é usado. De toque mais rústico, as pedras naturais como cariri e são tomé podem ser usadas interna ou externamente, independente do estilo da casa. Por exemplo, pode-se colocar um deck de piscina de uma casa em estilo contemporâneo com pedras naturais. Outra pedra interessante é a ardósia, que é bem popular e mais barata. O granito também é bastante usado. As construtoras preferem os cinzas e amarelos, por serem mais em conta. Em residências, há uma procura pelo preto absoluto e branco-ceará, que são cores mais nobres e têm mais resistência à abrasão. No entanto, o top de linha são as pedras importadas como o mármore carrara. Para completar, atualmente pedras com seixos rolados também são usados em paredes inteiras ou apenas como detalhes. No embalo das opções, os arquitetos destacam ainda o uso das pedras na companhia de acessórios. Hoje, pela variedade de revestimentos, existe a opção de misturar as pedras com outros materiais ou até mesmo com elas. Pode-se colocar uma parede em pedra decorativa rústica em um ambiente com piso em granito, assim como misturar pastilha de vidro com detalhes em mármore no banheiro. Ainda é destacado o posicionamento do mármore na parede da sala, compondo em um home com um móvel de madeira ou mesmo fazendo painel em tamanhos especiais.

DEMOCRACIA

Três deputados de MS ajudam a manter mandato da presidiária Zambelli

Os dois deputados do PL e Dr. Luiz Ovando (PP) votaram pela manutenção do mandato. A deputada está presa na Itália

11/12/2025 07h25

A deputada Carla Zambelli foi condenada por tentativa de invasão dos sistemas de informática do Conselho Nacional de Justiça

A deputada Carla Zambelli foi condenada por tentativa de invasão dos sistemas de informática do Conselho Nacional de Justiça

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A maioria dos deputados federais do estado votou pela cassação da deputada Carla Zambelli (PL-SP) na madrugada de hoje (11), mas a Casa rejeitou a perda de mandato da parlamentar por falta de votos. Foram 227 votos a favor da cassação, 170 contra e 10 abstenções.

Entretanto, seriam necessários 257 votos, a metade do total de paramentares mais um. Com isso, a representação da Mesa Diretora contra a deputada será arquivada, segundo a Agência Câmara de Notícias.

O maior apoio a Zambelli veio de seu partido, o PL, que é a legenda do ex-presidente Jair Bolsonaro. Foram 73 votos contra a cassação. Os parlamentares do partido do presidente da Câmara, Hugo Motta, o Republicanos, se dividiram. Dezessete foram a favor da cassação e 17 contra, com uma abstenção e nove não votaram.

De Mato Grosso do Sul votaram contra a cassação os colegas de legenda de Zambelli, os deputado Marcos Pollon e Rodolfo Nogueira. Também foi contra a perda de mandato o Dr. Luiz Ovando (PP). 

Já os tucanos Beto Pereira, Dagoberto Nogueira e Geraldo Resende foram favoráveis à cassação. Mesma posição dos petistas Camila Jara e Vander Loubet.  

A deputada Carla Zambelli foi condenada por tentativa de invasão dos sistemas de informática do Conselho Nacional de Justiça

Durante a discussão da matéria, a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), vice-líder do governo, afirmou que a decisão judicial pela perda do mandato deveria ter sido colocada em prática por meio de decisão administrativa da Câmara, e não ser levada para análise do Plenário. "Se não fosse uma deputada já condenada, haveria sentido esse debate. Não tem mais, ela está presa", disse.

O líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), defendeu que o Plenário não analisasse a cassação de Zambelli considerando que, em uma semana, a Mesa Diretora poderia declarar a perda de mandato por ela ter faltado a mais de 1/3 das sessões da Câmara neste ano, ultrapassando o limite de faltas permitido pela Constituição.

"Vamos respeitar o mandato da deputada e, daqui a uma semana, deixar que a Mesa resolva este assunto e não trazer esse problema para todos nós deputados", afirmou. O deputado Júlio Lopes, a partir de parecer dos técnicos da Câmara, afirmou que Zambelli só atingiria esse total de faltas no final de fevereiro de 2026.

Porém, a líder da Minoria, deputada Chris Tonietto (PL-RJ), ressaltou que cabe à Câmara decidir sobre a perda de mandato ou não. Segundo ela, a cassação perpetuaria a injustiça contra Zambelli.

Parecer da CCJ

Antes da votação na madrugada de hoje,  Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara aprovou ontem (10) o parecer do deputado Claudio Cajado (PP-BA) que recomendava a perda do mandato da parlamentar pela “incompatibilidade fática absoluta do encarceramento em regime fechado com o exercício do mandato”.

"Como alguém pode exercer o mandato estando recluso em regime fechado? O mandato exige presença, comparecer ao Plenário e participar das comissões", disse.

Cajado citou jurisprudência do STF, baseada no julgamento de ação penal contra o então deputado Nelson Meurer em 2018.

A representação contra Carla Zambelli foi apresentada pela Mesa Diretora em razão de comunicado do Supremo, cuja interpretação da Constituição pela 1ª Turma definia a declaração de perda do mandato pela Mesa.

Carla Zambelli foi condenada em definitivo pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a dez anos de reclusão por participar de invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Ela está presa na Itália depois de fugir do Brasil em decorrência do trânsito em julgado do processo no STF. O Supremo aguarda a extradição.

(Com informações da Agência Câmara Notícias)

 

Política

Gilmar atende Senado e reconsidera liminar sobre impeachment de ministros

A decisão mantém, porém, a exigência de quórum mínimo de dois terços do Senado para aprovar o afastamento

10/12/2025 22h00

Crédito: Antonio Cruz / Agência Brasil

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes atendeu a pedido do Senado e suspendeu parte da decisão liminar que alterou o rito de impeachment contra integrantes da Corte para aguardar que o Congresso legisle sobre o tema. O trecho suspenso foi o que dizia que apenas a Procuradoria-Geral da República (PGR) poderia pedir o afastamento de ministros do Supremo. A decisão mantém, porém, a exigência de quórum mínimo de dois terços do Senado para aprovar o afastamento. A legislação atual previa maioria simples.

"A mim me parece, nesse contexto, que o Senado Federal, em especial os senadores que passam pela cadeira presidencial, tem demonstrado adequada percepção dos potenciais traumáticos, sob o ponto de vista institucional, que decorrem da instauração de processos de impeachment contra Ministros do Supremo Tribunal Federal, sendo certo que, por isso mesmo, vem adotando postura prudente e equilibrada, em consonância com os postulados da separação dos poderes e da independência judicial", disse Gilmar na decisão.

Na manifestação enviada na terça-feira a Gilmar, a advocacia do Senado pediu que o Supremo aguardasse o Congresso concluir a apreciação do projeto de lei (PL) de autoria do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) que altera a Lei do Impeachment, de 1950.

"Entendo que o profícuo debate legislativo em curso evidencia a possibilidade de acolhimento parcial das demandas formuladas pelo Senado Federal", considerou Gilmar.

O ministro ainda elogiou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e disse que o parlamentar mostrou "elevado espírito público" ao arquivar 36 pedidos de impeachment contra ministros protocolados durante sua gestão. Alcolumbre criticou a liminar de Gilmar e chegou a pautar a PEC do Marco Temporal, aprovada ontem, em retaliação ao ministro.

O PL estava na pauta da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado desta quarta-feira, 10, mas o debate foi adiado para 2026. O adiamento atendeu ao pedido do relator da proposta, senador Weverton Rocha (PDT-MA). Ele disse que ainda recebe sugestões de mudanças no texto e que, após conversa com Pacheco na manhã de hoje, decidiu fazer mais uma sessão de debates.

Pacheco é aliado de Gilmar e apoiava a indicação do senador para uma vaga no Supremo até a indicação do advogado-geral da União Jorge Messias.

"A suspensão temporária das ações e a revogação ou suspensão dos efeitos da medida cautelar, pelo curto período necessário à conclusão da deliberação parlamentar, mostra-se providência adequada e proporcional, pois permite que o Congresso Nacional conclua a apreciação de matéria de sua competência constitucional sem comprometer a coerência sistêmica do ordenamento e sem gerar oscilações indesejáveis no tratamento da matéria", diz a manifestação do Senado.

A liminar seria analisada em sessão virtual pelo plenário do Supremo a partir desta sexta-feira, 12, até o dia 19. Com a reconsideração, o tema foi retirado de pauta.

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