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ASSEMBLEIA

Ambos sem partido, David e Name vivem momentos opostos

Enquanto Coronel David tem dois partidos em vista, Name deve permanecer sem filiação partidária
13/02/2021 09:30 - Flávio Veras


Dois deputados estaduais que hoje encontram-se sem filiação partidária, Coronel David e Jamilson Name vivem momentos diferentes, não apenas nas visões ideológicas, mas também sobre a definição de a qual legenda vão pertencer.

Enquanto o deputado bolsonarista Coronel David está sendo sondado por pelo menos duas legendas, Name vive um momento delicado na carreira, por conta dos desdobramentos da sexta fase da Operação Omertà, denominada Arca de Noé, que investiga uma organização criminosa que articula o jogo do bicho em Campo Grande.

David conseguiu nessa semana uma vitória importante contra seu ex-partido, o PSL, que entrou com recurso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para requerer o mandato do parlamentar, alegando traição partidária.

No entanto, a desfiliação de David já havia sido confirmada pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) e acabou tendo a mesma compreensão do ministro Alexandre de Moraes, juiz do caso na última instância.

Com essa decisão, o deputado tem até março de 2022 – quando tem início o período pré-eleitoral – para definir em qual legenda poderá se filiar. Em relação ao seu futuro partidário, David foi categórico e afirmou que sua decisão dependerá do caminho que o presidente Jair Bolsonaro, que também está sem partido, vai percorrer.

“Eu tenho um alinhamento antigo com o Bolsonaro, desde a época que ele era deputado. Na campanha de 2018, esses laços se estreitaram, pois eu encabecei uma chapa forte de apoio à candidatura dele à Presidência. Eu ajudei na construção do PSL no Estado, consegui agregar nomes que se impulsionaram pela onda bolsonarista, mas que após a eleição se perderam e acabaram tomando decisões que não se alinhavam às minhas ideologias, e por esse motivo acabei saindo, bem como o presidente.

"Portanto, temos duas opções: uma delas seria a criação do Aliança pelo Brasil, mas acreditamos ser muito difícil. A outra é ingressar em uma legenda que já exista e que valorize nossas pautas conservadoras”, revelou.

Sobre as possíveis legendas, o deputado adiantou que existem conversas avançadas com o Progressistas e o Patriotas. No entanto, o parlamentar avaliou que a tendência é migrar para a última opção.  

“O presidente tem dado a entender que pode entrar no Patriotas. Aqui em Mato Grosso do Sul, eu falei com o presidente estadual da legenda, deputado Lídio Lopes, e posso afirmar que a conversa foi muito promissora. Porém, minha decisão dependerá da postura de Bolsonaro”, projetou.

ENFRAQUECIDO

Ao contrário de seu colega de Plenário, que avalia três possibilidades de filiação, o deputado Jamilson Name passa por uma espécie de “inferno astral” político. Jamilson é acusado pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul de integrar organização criminosa armada, exploração do jogo do bicho e lavagem de dinheiro.  

Além do deputado, também são acusados dos crimes o seu pai, Jamil Name, e seu irmão, Jamil Name Filho, que estão presos. Já o deputado é monitorado por meio de tornozeleira eletrônica – semana passada, a defesa impetrou um pedido no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) de afrouxamento da medida restritiva. 

O Poder Judiciário, contudo, em duas instâncias negou o pedido e manteve o deputado com a tornozeleira.

Sobre seu futuro, o parlamentar respondeu por meio de sua assessoria de imprensa. A nota diz que: “O deputado Jamilson (sem partido) ainda não definiu que rumo tomar, ou seja, ainda não discutiu com nenhuma sigla para estudar uma possível filiação”.

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