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TUCANOS

Após crise, executiva do PSDB <br> prefere silêncio sobre acordo

Procurados, integrantes do ninho preferiram não se manifestar com relação a situação do partido para outubro
20/01/2020 10:00 - YARIMA MECCHI E IZABELA JORNADA


 

Após a polêmica envolvendo uma possível expulsão da deputada federal Rose Modesto e do pedido do presidente regional, Sérgio de Paula, para que a mesma evitasse conturbar o ambiente político, integrantes da executiva do partido preferiu o silêncio e a discrição ao serem procurados pelo Correio do Estado.

Em mais um capítulo envolvendo o acordo entre o governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), e o prefeito de Campo Grande, Marcos Trad (PSD), na semana passada boatos que a deputada federal e ex-adversária de Trad nas urnas em 2016 seria expulsa do partido para que pudesse concorrer novamente ao Executivo municipal, porém a situação foi contornada e desmentida pelo presidente do PSDB. 

Durante coletiva de imprensa, Sérgio de Paula disse mesmo com essa declaração de que Rose poderia se candidatar por meio de outra sigla e que o PSDB “respeitaria” a decisão dela, ele instruiu a tucana a não se manifestar sobre o assunto. “Como a Rose atende todo órgão de imprensa, ela fala com todos, eu disse pra ela evitar algumas coisas, que isso é importante pra gente agora, para não conturbar o ambiente político”, alertou o presidente regional dos tucanos.

O recado de Sérgio parece que valeu para todos os integrantes da executiva tucana. Nos bastidores alguns afirmam que apenas Reinaldo Azambuja e Sérgio de Paula são favoráveis a uma aliança com Marcos Trad e que os demais preferem que o partido lance uma candidatura própria, cumprindo a resolução da Executiva Nacional, que pede candidatura própria na disputa pelas prefeituras de cidades com mais de 100 mil eleitores. 

Durante coletiva de imprensa, Sérgio de Paula disse que deve fazer uma votação com os integrantes da Executiva para decidirem os rumos do partido. Ele ressaltou que até o momento o ninho não foi procurado por Marcos Trad e reforçou o prazo de conversarem em março. 

Discretos, alguns integrantes da cúpula tucana manifestaram sua opinião sobre a situação e um possível voto. “Acho que devemos cumprir o que o governador combinou e retribuir o apoio ao Marquinhos. Então, minha posição é de cumprir o compromisso assumido. Voto pela palavra que foi dada. Só voto no compromisso do governador, apoio Marquinhos”, disse Felipe Orro. 

O prefeito de Bataguassu, Pedro Caravina, disse que tem boa relação com os três possíveis nomes do PSDB para disputar a prefeitura, além de Rose, Beto Pereira e Eduardo Riedel estão entre os possíveis candidatos. “Eu tenho bom relacionamento com os três, mas ninguém é candidato por si mesmo. O caminho é a pesquisa qualitativa e quantitativa para saber quem está melhor para representar o partido. A Rose é um dos nomes fortes dentro do partido, sem dúvida, ela já disputou a prefeitura, mas temos que fazer um mapeamento detalhado”. 

Geraldo Resende declarou que a situação não deve ser resolvida através da imprensa, mas dentro da cúpula. “Isso não se resolve com votos internos, isso precisa ser levado para a população avaliar (pesquisas). Mas não quero discutir isso através da imprensa, isso é um desserviço ao partido, vou me posicionar internamente”. 

O deputado Onevan de Matos  ressaltou que a situação deve ser revolvida em breve. “A Rose teve bom desempenho, mas eu não conversei nada com ninguém, isso deve ser analisado a partir do mês que vem”.

 

Felpuda


Depois de se “leiloar” durante meses, e afirmando que estava até escolhendo o município para se candidatar a prefeito, ex-cabeça coroada não só não recebeu acenos amistosos, como também não encontrou portas abertas com tapete vermelho a esperá-lo. 

Assim, deverá pendurar as chuteiras e fazer como cardume em seu pesqueiro: nada, nada...