ORDEM DO DIA

Após seis sessões, deputados começam a trabalhar com projetos

Demora se deve a falta de definição e indicação dos blocos
13/02/2020 15:53 - Izabela Jornada


Apesar dos trabalhos legislativos terem iniciado no dia 4 de fevereiro, apenas nesta quinta-feira (13), após seis sessões — contando com a abertura do ano legislativo —, os deputados estaduais começaram a apreciar projetos na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS).

Reportagem do Correio do Estado mostrou a demora em relação as tramitações de projetos de lei na Casa, devido a não definição dos blocos e suas indicações para compor a Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR). Mesmo com a Ordem do Dia acontecendo, momento que deveria ser destinado a apreciação de matérias, o espaço acabou sendo utilizado para debates nas últimas cinco sessões.

Como integrantes da CCJ ainda não foram definidos, os parlamentares votaram matérias de 2019, na sessão de hoje, que foram vetadas pelo governador do Estado, Reinaldo Azambuja (PSDB).

Todos os vetos do Executivo estadual foram mantidos. O primeiro projeto era sobre homenagem a profissionais da segurança, de autoria dos deputados Rinaldo Modesto (PSDB), Coronel David (PSL) e Cabo Almi (PT), o segundo era sobre criação de farmácia popular, de autoria do deputado Neno Razuk (PTB) e o terceiro era sobre aumento da segurança em bares e restaurantes para mulheres em situação de risco.

BLOCOS E COMISSÕES

Durante a sessão de hoje, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Paulo Corrêa (PSDB), pediu para que o G8 se manifestasse em plenário quanto ao líder que seria indicado pelo grupo. O deputado Cabo Almi (PT) pediu a palavra e expressou sua insatisfação em relação as “decisões” que tinham sido feitas nos bastidores sem a presença dele e de seu correligionário, Pedro Kemp. “Não está nada decidido não, quero uma reunião para decidirmos isso”, declarou o petista.

O pedido de Almi foi atendido e depois da sessão, os integrantes do G8 se reuniram. Em seguida, o deputado Eduardo Rocha (MDB) — que tinha sido indicado para ser o líder do grupo pelos seus correligionários Renato Câmara e Márcio Fernandes — saiu da sala de reunião acompanhado de Cabo Almi e ambos anunciaram a definição. “Eu (Rocha) serei o líder do grupo e Almi será o vice-líder”, afirmou.

O deputado Cabo Almi disse, antes da reunião, que caso não conseguisse espaço no grupo, ele sairia do G8.  “Não sei se o G8 vai ser mantido. Eu e Kemp queremos a CCJ também”, declarou Almi.

O deputado Evander Vendramini (PP), integrante do outro bloco, o G11, também sinalizou o confronto que estava acontecendo no G8. “O Jamilson (Name, sem partido) já veio, pode ser que mais deputados venham também”, afirmou Vendramini.

Se Cabo Almi não tivesse conseguido espaço no grupo, o bloco poderia ter acabado, pois para que se forme um grupo, é necessário ter, no mínimo, oito deputados. O G11 quase virou G19. “Se algum deputado sair do G8, seremos um blocão só”, afirmou Vendramini.

G11

Porém, os conflitos não estavam acontecendo apenas no G8. O líder do governo na Casa, deputado Gerson Claro (PP) adiantou que os indicados do bloco, para compor a CCJ, ainda não foram definidos porque “existe uma disputa”. Isso porque além de Gerson, Evander e o deputado João Henrique Catan (PL) também querem a vaga, porém o G11 só pode indicar dois integrantes.  

Informações de bastidores é que o governador do Estado não gostaria que Catan fizesse parte da comissão mais cobiçada da Assembleia.

A decisão sobre indicações para compor a CCJ, pelo G11, ficou marcada para a próxima terça-feira (18). “Eu (Vendramini), Gérson e Catan queremos, mas vamos esperar porque parece que mais integrantes querem também”, adiantou Vendramini.

Na reunião do G8 de hoje apenas o deputado José Carlos Barbosa (DEM), Barbosinha, não participou. Participaram os deputados Rocha, Kemp, Cabo Almi, Márcio Fernandes, Renato Câmara, Lídio Lopes e Zé Teixeira (DEM). Os indicados do G8 para compor a CCJ continuam sendo Eduardo Rocha e Lídio Lopes.

 
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Felpuda


Princípio de "rebelião" política no interior de MS, fomentada por grupo interessado em tomar o poder, não prosperou. Quem deveria assumir o "comando da refrega", descobriu que, além da matemática ser ciência exata, há "prova dos nove". Explica-se: é segunda suplente, pois não conseguiu votos necessários nas últimas eleições, mas assumiu o cargo porque a titular licenciou-se, assim como o primeiro suplente. Caso contrarie a cúpula, seria aplicada a tal prova e, assim, "noves fora, nada".