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OMERTÀ

Assembleia decide se deputado Jamilson Name deve continuar com tornozeleira eletrônica

Deputado estadual é acusado de integrar organização criminosa armada, exploração do jogo do bicho e lavagem de dinheiro
02/02/2021 08:37 - Rafaela Moreira


A Assembleia Legislativa deve decidir se mantém ou revoga a decisão do Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul (MPMS), por intermédio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), que determinou o monitoramento eletrônico, com tornozeleira, ao deputado estadual Jamilson Name (sem partido). 

O presidente da Casa de Leis, Paulo Corrêa (PSDB), deu 24 horas para Jamilson apresentar defesa, caso queira. A manifestação deve ser por escrito, porém, o parlamentar também poderá fazer uso da palavra durante a sessão que acontece amanhã (3), a Assembleia deve encaminhar a deliberação à Justiça Estadual após a decisão.

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Jamilson é acusado de integrar organização criminosa armada, exploração do jogo do bicho e lavagem de dinheiro. A decisão pelo monitoramento eletrônico do deputado foi expedida na última sexta-feira (29), o MPMS também pediu o recolhimento domiciliar. 

OMERTÀ

Denominada Arca de Noé, a sexta fase da operação Omertà foi desencadeada no dia 2 de dezembro de 2020, quando foram cumpridos 13 mandados de prisão e 17 de busca e apreensão, além do bloqueio de R$ 18 milhões da Pantanal Cap.  

Entre os principais alvos estava o deputado Jamilson Name, alvo de uma das ordens de busca. Ele e outras 15 pessoas viraram réus integrar organização criminosa armada, exploração do jogo do bicho e lavagem de dinheiro.

Além do deputado, também são acusados dos crimes Jamil Name, Jamil Name Filho, Darlene Luiza Borges, Agustinho Barbosa Gomes, Cícero Balbino, Cláudio Rosa de Moraes, José Ney Martins, Leonir Pereira de Souza, Marcilene de Lima Ferreira, Paulo Sérgio Paes de Lira, Patrícia Pereira Lira, Raimundo Nery de Oliveira, Renato Lima Fontalva, Ricardo Alexanfre Cáceres Gonçalves e Tatiana Freitas.

Jamilson Name é acusado de ocupar a função de liderança na organização criminosa, especialmente cuidando da parte financeira.

Segundo a denúncia, Jamilson era o idealizador das atividades da Pantanal Cap e ganhou mais destaque no esquema criminoso após a prisão do pai e irmão dele, Jamil Name e Jamil Name Filho.

Ministério Público afirma que a empresa era utilizada para lavar dinheiro obtido por meio do jogo do bicho.