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LEGISLATIVO

Assembleia deve manter mesa diretora em 2021

Nos bastidores, acordo deve garantir composição eleita em 2019
28/07/2020 10:00 - Yarima Mecchi


A composição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul não deve ser alterada na eleição prevista para fevereiro de 2021.

Mesmo com sete meses para as articulações políticas antes do pleito, nos bastidores os deputados da Casa falam em acordo para manter o posto do atual presidente, Paulo Corrêa (PSDB), e dos demais integrantes.

Conforme informações apuradas pelo Correio do Estado, no ano passado a maioria dos parlamentares entrou em acordo para manter a atual gestão da Casa por mais dois anos, mas ainda não é um consenso. 

“No fim de 2019, quando terminou o primeiro ano dessa mesa, foi acordado que será reeleita. Não são todos que concordam, mas tem a maioria”, afirmou uma fonte do Correio do Estado na Casa de Leis.  

O acordo é uma boa notícia para o primeiro secretário da Casa, deputado Zé Teixeira (DEM), que afirmou em entrevista ao Correio do Estado que não deve continuar no cargo caso precise concorrer com outro parlamentar. 

“Eu só fico se for um consenso entre os deputados. Eu não vou disputar voto, não preciso disso. Mas se quiserem mudar a atual mesa, quando não tem [consenso], acontece uma disputa; quem tiver 13 votos ganha. Eu não vou disputar nada com ninguém. Comigo ninguém vai disputar, não preciso disso, estou dando contribuição para a Assembleia. Se for para disputar, ter desavença e disputa, eu estou fora. Só permaneço se for de comum acordo com todos os pares, mas quem comanda é o atual presidente e o governador [Reinaldo Azambuja]. Se for criar desavença, eu não faço”, destacou o deputado.  

Líder do governo na Casa, o deputado Gerson Claro (PP) disse que ainda é cedo para definir os caminhos com relação à mesa e que, na visão dele, a discussão deve começar após as eleições municipais em novembro. 

“Agora é eleição municipal, os interesses agora são para eleições municipais. A princípio, todo mundo quer, todo mundo pode, mas não acho que é momento. A Assembleia tem tido, nesse mandato que eu estou lá, bastante maturidade. Tem divergências, mas a Alems é composta por pessoas preparadas e com maturidade. Estamos sempre ouvindo os mais velhos, a mesa tem sido exemplar. O presidente Paulo Corrêa tem conduzido com dedicação, e minha expectativa é que a gente consiga conversar”.  

O vice-presidente da Alems, Eduardo Rocha (MDB), também considera que ainda é cedo para falar em eleição da mesa diretora, mas pretende continuar no cargo caso seja a decisão da maioria. 

“No começo do ano estava muito cedo e agora estamos focados nas ações de combate à pandemia da Covid-19. Eu já estou recebendo pedidos de apoio de pré-candidatos e acredito que os demais deputados também devem estar recebendo. Acredito que só depois das eleições para a gente começar a conversar sobre isso”.

O primeiro presidente da Casa de Leis, deputado constituinte Londres Machado (PSD), ficou durante 28 anos no comando da Assembleia Legislativa e afirma que não tem a pretensão de concorrer ao posto novamente.  

Segundo Londres, a atual composição da mesa diretora tem competência para continuar por mais dois anos, porém depende do consenso entre os blocos.

“Isso aí começa agora a conversar, mas muita gente tem interesse. Eu acho que todo mundo tem vontade de ser, eu acho que ser presidente é uma honra, mas a decisão precisa de muita conversa. Como a lei permite a reeleição, os que estão podem ser reeleitos. Às vezes nem todos têm o consenso, mas acho que todos têm condições de continuar, mas depende de ouvir os blocos nas decisões. Os blocos são grandes, um tem dez deputados e outro oito, precisa todo mundo ter um consenso para o bloco votar”, destacou.

Composição

A atual Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul é composta pelos deputados Paulo Corrêa (PSDB), presidente; Eduardo Rocha (MDB), vice-presidente; Neno Razuk (PTB), 2º vice-presidente; Antônio Vaz (Republicanos), 3º vice-presidente; Zé Teixeira (DEM), 1º secretário; Herculano Borges (Solidariedade), 2º secretário; e Pedro Kemp (PT), 3º secretário.

 
 

Felpuda


Pré-candidato a prefeito de Campo Grande divulgou vídeo em que político conhecido Brasil afora anuncia apoio às suas pretensões. O problema é que o tal líder já andou sendo denunciado por mal feitos em sua trajetória, sem contar que o pai do dito-cujo teve de renunciar ao cargo de ministro por ter ligações nebulosas com empresa de agrotóxico. Depois do advento da internet, essa coisa de o povo ter memória curta hoje não passa de coisa “da era pré-histórica”.