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ATOS ILÍCITOS

'Áudio errado' faz PGR revisar <br>delação de executivos da JBS

Delatores, que não sabiam que eram gravados, mencionam ilícitos no STF e PGR
04/09/2017 18:19 - RODOLFO CÉSAR


 

A Procuradoria Geral da República (PGR) decidiu instaurar procedimento de revisão na delação de executivos do grupo J&F, dos irmãos Joesley e Wesley Batista, também controlador do frigorífico JBS. Há suspeita que delatores omitiram informações na delação premiada.

A iniciativa foi tomada depois que áudio entregue por colaboradores na quinta-feira (31/07) e decupados no domingo (3) indicaram indícios de atos ilícitos na Procuradora Geral da República e no Supremo Tribunal Federal (STF).

Em conversa, os delatores, que não estariam habituados com o aparelho de gravação, relatam fatos que não estavam previstos para serem entregues. O documento era para ser referente a um parlamentar, mas a conversa mencionava outros fatos.

Esses detalhes foram revelados pelo procurador-geral da República Rodrigo Janot, durante coletiva de imprensa promovida na tarde de hoje. "Vou chamar (os delatores) nesta semana para explicarem", afirmou. "São atos gravíssimos mencionados. Atos ilícitos na PGR e no Supremo (Tribunal Federal)", explicou na coletiva, que foi transmitida ao vivo.

Não foi dado detalhes dos protagonistas dessas conversas gravadas. 

O pedido de revisão na delação pode afetar diretamente o acordo que foi firmado entre a PGR e os irmãos Batista, principalmente no que se refere aos benefícios que eles e executivos receberam. Ainda assim, o que já foi instaurado como procedimento investigatório não será alterado.

O áudio mencionado por Rodrigo Janot fazia parte de grupo de documentos entregues pelos delatores na Procuradoria-Geral da República como parte do acordo de apresentação de provas com relação às denúncias realizadas. Foram apresentados quatro áudios, contudo em um deles o conteúdo da conversa não se referia ao parlamentar que era o alvo da investigação.

Felpuda


Os bastidores fervem com a ciumeira que vem acontecendo em alguns municípios, onde determinados candidatos estariam sendo mais prestigiados que outros depois das alianças que foram formalizadas nas convenções. As queixas só aumentam, e as lideranças partidárias já não sabem o que fazer, temendo a possibilidade de que a vitória vá para o ralo. A bronca maior está entre integrantes das chapas puras de vereadores que se coligaram na majoritária. E salve-se quem puder!