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VEREADOR ELEITO

Avelar diz que pretende trabalhar para gerar emprego quando assumir posse

Beto Avelar (PSD) será um dos estreantes na Câmara de Campo Grande em janeiro de 2021
27/11/2020 10:00 - Flávio Veras


O advogado e ex-diretor-adjunto da Fundação Social do Trabalho (Funsat) Beto Avelar (PSD), 55 anos, foi eleito vereador de Campo Grande com 3.750 votos na campanha eleitoral de 2020. 

Uma de suas principais bandeiras será a tentativa de ampliar a qualificação profissional, bem como a empregabilidade na Capital, que teve a economia afetada por causa da pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

Ainda conforme o parlamentar eleito, a história na política começou, por intermédio do pai, Sebastião Avelar, que foi vereador de Coxim (MS). Esse exemplo doméstico o levou a gostar e a entrar no meio. 

“Eu sempre amei esse ambiente e me acostumei com ele desde muito pequeno. Mais velho, procurava fazer política ajudando as pessoas, mesmo não tendo um cargo eletivo. No entanto, em 2016 decidi concorrer ao pleito, também como candidato a vereador, mas não fui eleito, porém, este ano sai vitorioso”, explicou.

 
 

Sobre a atual política, Avelar falou que hoje as perspectivas mudaram para quem almeja um cargo eletivo, pois antes muitos encaravam ela como profissão, o que hoje está mudando. 

“Não tínhamos, anteriormente, muitas pessoas determinadas a mudar ou a lutar por uma causa. Os candidatos ganhavam, mas assim que assumiam seus cargos ficavam estagnados, esquecendo-se muitas vezes da própria população que votou e acreditou nas propostas. Essa era a velha política, que tentamos mudar hoje e que sempre foi um problema em nossa cidade. Mas a política sempre foi essencial na vida das pessoas, e hoje ela mudou, vemos muitas pessoas participando e cobrando ações efetivas do Poder Legislativo”, projetou.

ELEIÇÕES

Sobre o pleito deste ano, o vereador eleito falou que as mudanças ocorridas nas regras para se eleger, somada à pandemia, mudaram o modo de se fazer campanha.

“Os cuidados com as pessoas foram redobrados, por isso procuramos fazer um pleito tranquilo. Todo o processo foi atípico, de muitos desafios, como a da Covid-19 e com o novo formato de chapa pura. Mas, com estes desafios, a internet conseguiu aproximar todos e levamos também as nossas propostas e ideias e chegamos aos nossos objetivos”, analisou.

BANDEIRAS

Como diretor-adjunto da Funsat, Avelar afirmou que seu trabalho sempre foi baseado na procura de geração de empregos na Capital. Agora, como vereador, ele almeja elevar a qualificação profissional. 

“Como diretor-adjunto, o meu maior desafio era humanizar o atendimento e gerar novos postos de trabalho em Campo Grande. Agora, como vereador, quero continuar esse trabalho, mas acredito que ele será enorme, pois estamos em meio a uma pandemia sem precedentes, portanto, se faz necessário achar um mecanismo que alavanque a economia local, na qual teve muitos negócios fechados por conta da Covid-19”, ressaltou.

Outro desejo almejado por Avelar é melhorar a mobilidade urbana. 

“Nossa capital está crescendo, temos ruas largas e precisamos de corredores de ônibus eficientes e novas ciclovias, além dos motoristas de aplicativos, que precisam de uma atenção maior. Vamos trabalhar para adequar à lei que regulamenta a profissão e cobrar ações educativas para os pontos de embarque e desembarque de passageiros, além, é claro, de conversar com todos para trabalharmos em conjunto”, traçou.

AÇÕES EFETIVAS

Do mesmo partido do prefeito eleito, Marcos Trad (PSD), Avelar avaliou que as ações até agora para amenizar a pandemia foram bem executadas e, caso tenha uma nova onda de surto, ele acredita que não serão necessárias medidas de biossegurança mais extremas.

“A doença está aí, não existe de fato uma cura, e ela é responsabilidade de todos nós, por isso precisamos tomar os cuidados necessários, usar máscara e, se puder, permanecer em casa. O prefeito tem uma excelente equipe, que tem orientado, para manter todos os cuidados com a nossa população, mas essa conscientização deve ser de todos nós, não é porque houve uma flexibilização com lugares abertos que iremos extrapolar, ainda estamos passando pelo surto. Sei que muitos dependem do trabalho para sobreviver, e, se todos nós fizermos a nossa parte, creio que não haverá motivo para medidas drásticas em nossa capital, assim como não houve até o momento”, finalizou.