Política

Política

Ayres Britto diz que julgamento do mensalão terminará em agosto

Ayres Britto diz que julgamento do mensalão terminará em agosto

terra

20/06/2012 - 19h00
Continue lendo...

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Carlos Ayres Britto, confirmou nesta quarta-feira que o julgamento do mensalão deverá terminar ainda no mês de agosto. Ayres Britto disse que a apreciação será técnica, apesar de haver pressões políticas. O cronograma depende ainda do ministro Ricardo Lewandowski. Como revisor do processo, ele é responsável por liberar a ação penal para a pauta do Supremo.

"A se confirmar a liberação do processo para a pauta de julgamento agora neste mês de junho, o cronograma já estabelecido será aplicado", disse o ministro, durante visita ao estande do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) na Rio+20. Ainda segundo Ayres Britto, "o empenho de todos é para que, no próprio mês de agosto, o processo se ultime e seja julgado definitivamente, com a coleta dos votos dos ministros a partir do voto do relator".

Ayres Britto rebateu a possibilidade de o julgamento vir a ser contaminado pela política. "Todos nós temos essa compreensão, que corresponde a um dever de ofício, de que, por mais intensa e densa que seja a ambiência política de um processo, o julgamento só pode ser técnico, em cima das provas dos autos, objetivamente", afirmou.

Ainda segundo o ministro, a isenção é um princípio fundamental da magistratura. "Um juiz deve usar de sua técnica e serenidade, primando por imparcialidade. Porque não pode deixar de ser. Se não for assim, um juiz se deslegitima e trai sua própria função. Lá no STF os julgamentos só podem ser técnicos, em cima das provas dos autos".

Política

Carlos critica destino de 40 smart TVs a presídios após PGR ser contra aparelho para Bolsonaro

A manifestação ocorreu um dia após o procurador-geral da República, Paulo Gonet, se posicionar contra o pedido da defesa do ex-presidente

15/01/2026 19h00

Crédito: Tânia Rêgo / Agência Brasil

Continue Lendo...

O ex-vereador do Rio Carlos Bolsonaro (PL-SC) criticou nesta quarta-feira, 14, a decisão do governo federal de destinar 40 smart TVs à unidades do sistema penitenciário federal como parte de um programa de exibição de filmes e atividades culturais para presos de presídios de segurança máxima.

A manifestação ocorreu um dia após o procurador-geral da República, Paulo Gonet, se posicionar contra o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para que ele tenha acesso a uma smart TV enquanto está detido na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. O parecer foi encaminhado ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que ainda decidirá sobre o requerimento.

Em publicação nas redes sociais, Carlos ironizou a situação ao compartilhar um vídeo em que o vereador de Vitória (ES) Dárcio Bracarense (PL) comenta a negativa da PGR. Na gravação, o parlamentar afirma: "Paulo Gonet nega smart TV para Bolsonaro por conta do risco de ele acessar redes sociais. É inacreditável este País. Em presídios de segurança máxima, os criminosos mais perigosos do País vão ter TVs com acesso à internet".

Os equipamentos não ficarão nas celas nem serão de uso individual dos presos. As smart TVs serão utilizadas exclusivamente em sessões coletivas, e os aparelhos serão previamente configurados com restrições técnicas rigorosas, sem acesso à internet. A seleção dos conteúdos caberá à Divisão de Reabilitação, com análise da Divisão de Segurança e Disciplina e aprovação do Conselho Disciplinar de cada unidade.

A defesa de Bolsonaro também pediu autorização para assistência religiosa e para a remição de pena por meio da leitura, dois pontos que receberam parecer favorável do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Críticas às condições de detenção de Bolsonaro

A manifestação ocorre em meio às queixas recorrentes do ex-vereador sobre as condições de custódia do pai. Bolsonaro cumpre pena na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, e Carlos tem usado as redes sociais para expressar insatisfação com o tratamento dado ao ex-presidente.

Nos últimos dias, o ex-vereador criticou o fato de a PF ter fornecido protetores auriculares ao pai em vez de resolver a origem do ruído na cela. Segundo a CNN Brasil, a corporação começou nesta semana a desligar a central de ar-condicionado que fica ao lado do local onde Bolsonaro está preso.

No domingo, Carlos publicou uma foto do pai de costas e informou que ele estaria apresentando crises de vômito. Diante do quadro de saúde, a defesa voltou a pedir ao STF a concessão de prisão domiciliar humanitária. Os advogados citaram a queda sofrida por Bolsonaro em 6 de janeiro e afirmaram que o episódio altera as circunstâncias em relação ao último pedido de domiciliar, que havia sido negado por Moraes.

Na semana passada, Carlos também afirmou que Bolsonaro está detido em uma sala "insalubre e molhada de cerca de oito metros quadrados" e disse ter levado um novo rádio de pilha ao pai durante uma visita. "O presenteei com um novo rádio de pilha, para que ao menos possa escutar algumas estações, pois o anterior não funcionava direito, e visto que não tem nem uma pequena TV com capacidade para assistir a um canal do YouTube e acompanhar notícias e outras informações", escreveu.
 

Assine o Correio do Estado

Leis Trabalhistas

Projeto de deputado de MS transfere FGTS e Imposto de Renda ao trabalhador

Texto prevê que trabalhador arque com fundo de previdência social e Imposto de Renda

15/01/2026 18h00

Deputado federal Marcos Pollon

Deputado federal Marcos Pollon Foto: Divulgação

Continue Lendo...

Avança na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei (894/2025), de autoria do deputado sul-mato-grossense Marcos Polon (PL) que obriga o trabalhador a arcar com o valor bruto do salário, sem os descontos de contribuição previdenciária, Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e imposto de renda.

Conforme o texto proposto, o recolhimento desses encargos passaria a ser feito pelo próprio trabalhador, por meio de um documento de arrecadação trabalhista unificado (DATU) a ser emitido mensalmente pela Receita Federal. Conforme Pollon, a simplificação da arrecadação pelo boleto único reduziria a burocracia enfrentada pelas empresas. 

Se aprovada, a proposta irá alterar a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), a Lei do FGTS e a Lei Orgânica da Seguridade Social.

Marcos Pollon sustentou que a medida busca desobrigar o empregador de “encargos operacionais excessivos” e incentivar a “consciência fiscal” do trabalhador.

“Com a medida, o empregado visualizará de maneira clara todos os encargos que incidem sobre sua remuneração, promovendo maior conscientização e permitindo um planejamento financeiro mais preciso”, argumenta o deputado em sua justificativa. 

O boleto unificado a ser pago pelo trabalhador teria vencimento até o dia 20 do mês subsequente ao pagamento do salário.

Neste momento, a proposta será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Trabalho; de Finanças e Tributação, além da Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).