Especial Coronavírus (COVID-19) - Leia notícias e saiba tudo sobre o assunto. Clique aqui.

COVID-19

Bancada federal fica em alerta por novo coronavírus

Deputados e senadores passaram a semana isolados por conta riscos da pandemia mundial; maioria permaneceu na Capital
21/03/2020 08:00 - Clodoaldo Silva


 

A contaminação do senador sul-mato-grossense Nelson Trad Filho (PSD) pelo coronavírus acendeu o alerta na bancada federal do Estado, que está mudando seus hábitos de fazer política. O tête-à-tête virou conversa on-line com eleitores; os eventos públicos foram abolidos; o avião trocado pelo carro nas viagens e o trabalho home office foi adotado como regra.  

Um dos primeiros a adotar o isolamento social – por ter viajado aos Estados Unidos na comitiva do presidente da República, que teve até agora 18 casos de contaminação pelo vírus –, Trad estava desde a quinta-feira da semana passada em sua casa, após saber do primeiro caso na comitiva. Ele não viajou a Campo Grande no fim de semana, restringiu o contato com sua família e até separou objetos de uso pessoal para evitar infectar outras pessoas na casa. Passou a usar máscara 24 horas por dia. Nada disso impediu que avanço do vírus o levasse a ser internado no Hospital Sírio-Libanês de Brasília, onde usou respirador nasal.

Seu irmão, o deputado federal Fábio Trad (PSD), afirmou que “assim que soube do resultado positivo do Nelson, submeti-me ao teste, que resultou negativo. Desde então, fico em casa na minha biblioteca, trabalhando como se estivesse no gabinete, evitando apenas contato pessoal, porém usando Skype, videoconferência, celular, WhatsApp, etc. Fui proibido pela médica infectologista de sair de casa por 10 dias em função do contato que tive com o Nelson. Não pude viajar para Brasília, mas participei por Skype em videoconferência de duas audiências públicas, inclusive, como relator da PEC da segunda instância”.  

Quem também ficou preocupada por ter conversado com Nelson foi a deputada federal Rose Modesto (PSDB). Ela, assim que soube da confirmação da infecção pelo senador, isolou-se, suspendeu toda a agenda em Campo Grande e não fez as viagens habituais ao interior do Estado. Por solicitação do PSDB e da Mesa Diretora da Câmara, foi a Brasília de carro, evitando usar o avião em virtude de não ter em mãos o resultado do teste para coronavírus. Na terça-feira, o resultado foi negativo, mas, mesmo assim, restringiu sua permanência no Congresso Nacional. “Tenho atendido mais por telefone. Recebi algumas pessoas, mas tomei o cuidado de não cumprimentar; mantive uma distância mínima”, disse a parlamentar.

Sua colega de legenda, a deputada Bia Cavassa, disse que: “Eu fui para Brasília de avião e fiquei no meu hotel, aguardando as orientações da liderança; estamos nos comunicando via WhatsApp. O gabinete está funcionando com um número reduzido de servidores e as visitas foram suspensas. O contato está sendo apenas por telefone ou por e-mail. A Câmara também restringiu o acesso, que só pode ser feito pelos deputados e servidores da casa. De qualquer forma, estou em isolamento no maior período possível, realizando todos os procedimentos de higiene estabelecidos no protocolo de contenção à Covid-19.”

O deputado Dr. Luiz Ovando (PSL) foi enfático: “Não recebi ninguém, nem cumprimentei”, explicando que na quarta-feira esteve na Câmara dos Deputados e constatou que o plenário está fechado. Só abriu por algumas horas. Ele disse que voltaria à Capital, onde trabalharia em casa, elaboraria aulas e palestras.  

Em Campo Grande, o deputado Beto Pereira (PSDB) também segue as recomendações de prevenção, mas o parlamentar optou por ficar em Campo Grande desde a quinta-feira da semana passada, mesmo com sessões marcadas na Câmara para terça e quarta desta semana. “Estou em Campo Grande desde quinta-feira. Por hora, adiei os compromissos que teria no interior do Estado e estou procurando atender às pessoas por telefone e WhatsApp”.

Outro deputado que não esteve em Brasília esta semana foi Dagoberto Nogueira (PDT). Ele foi liberado das votações em plenário pela Mesa Diretora da Câmara dos Deputados por meio de portaria que também restringiu o acesso de visitantes ao prédio.  

As senadoras Simone Tebet (MDB) e Soraya Thronicke (PSL) ficaram na Capital. Tebet, por ter tido contato à distância com Trad, desde sábado entrou em isolamento domiciliar, não vindo a Brasília nos últimos dias. Contudo, mesmo em casa não parou de trabalhar, por meio do telefone e WhatsApp.

Já Thronicke afirmou: “Tive alguns sintomas no fim da semana passada e o Senado recomendou fazer o teste, o que consegui somente na tarde de hoje [quarta-feira], pois os reagentes estão escassos em Mato Grosso do Sul. Cheguei de Brasília na quinta à noite e agora estou somente em casa, aguardando o resultado, que pode levar até 72 horas. Estou trabalhando pelo telefone”, emendando que “meu trabalho está sendo remoto, mas ainda estou um tanto quanto preocupada com as votações. É temerário que coloquem na pauta questões que não discutimos e que serão decididas apenas pelos líderes. Assim que for liberada, volto a Brasília”.  

A maioria dos parlamentares, falou com o Correio do Estado pelo WhatsApp. Algumas informações foram obtidas por telefone.

NEGATIVO

Na sexta-feira (20), o exame da senadora Simone Tebet ficou pronto e o resultado foi negativo para o novo coronavírus (Covid-19). Ela deve voltar a Brasília na madrugada de terça-feira (24). 

 

Felpuda


Pré-candidatos que em outras eras cumpriram mandato e hoje sonham em voltar a ter uma cadeira para chamar de sua estão se esmerando em apresentar suas folhas de trabalho. O esforço é grande para mostrar os serviços prestados, mas estão se esquecendo que a cidade cresceu, os problemas aumentaram e aquilo que já foi tido como grande benefício hoje não passa da mais simples obrigação diante do progresso e das novas exigências legais. Assim sendo....