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"Bastardos inglórios" é filme maduro e bem resolvido

"Bastardos inglórios" é filme maduro e bem resolvido

Redação

08/05/2010 - 20h14
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São Paulo

 

A fama de Quentin Tarantino vem de longe, desde 1992, quando estreou na direção de um longa com "Cães de aluguel", um filme que ainda soa inventivo mais de dez anos depois. Mas, naquela época, ele era mais queridinho dos cinéfilos. Hoje, o nome de Tarantino é reconhecido numa esfera mais ampla, principalmente pelo frescor no estilo que ele traz ao cinema moderno. "Bastardos inglórios", que chega DVD, é seu filme mais maduro e bem resolvido, apoiando-se no excelente texto – uma das marcas do diretor –, mas principalmente pelas atuações marcantes e a complexidade narrativa.

Pegando emprestado o nome em inglês do épico de guerra italiano "Quel maledetto treno blindato" (1978), "Bastardos inglórios" acompanha um grupo de militares norte-americanos que, liderados pelo tenente Aldo Raine (Brad Pitt), resolvem matar nazistas na França ocupada, durante a Segunda Guerra Mundial.

A premissa é bem simples e parte daquele famoso princípio de que os EUA sempre se consideraram policiais do mundo. Aqui, eles também são. Tomando as dores de milhões de judeus que sofriam estando na mira do regime nazista, resolvem partir para o ataque sem maneirar na violência. Claro, maneirar na violência não é com Tarantino, que leva elementos bem americanos aos territórios europeus neste seu sétimo longa-metragem – como o soldado conhecido como Urso Judeu (Eli Roth), que usa um taco de beisebol para matar nazistas.

Aliás, nada mais americano que o sotaque de Brad Pitt, totalmente sulista e extremamente divertido. O personagem que fica no encalço dos bastardos é o cínico coronel Hans Landa (Christoph Waltz), detetive conhecido como "Caçador de judeus", que age à procura de judeus escondidos na França a serviço da SS. Waltz – ator alemão premiado em Cannes por conta deste seu primeiro papel no cinema norte-americano –, o antagonista trava um duelo memorável com Pitt, o protagonista. Os personagens estão juntos em cena durante poucas, mas bastante pontuais, cenas do longa.

O duelo é principalmente apoiado por excelentes atuações, dando base ao positivo resultado final ao filme. Tanto, que é difícil não ficar simpático ao antagonista: Waltz constrói um personagem que, embora conduzido pela crueldade de um regime político como o nazismo, tem carisma e conquista o público com sua ironia.

O roteiro de "Bastardos inglórios" levou dez anos para ficar pronto e esse tempo de maturação é refletido na tela. Tarantino mistura figuras reais – como Adolph Hitler (Martin Wuttke) e Joseph Goebbels (Sylvester Groth) – aos fictícios, criando uma trama ficcional capaz de prender o espectador. E, como já é de praxe, Tarantino mistura cenas de extrema violência ao humor, dando um ar mais palatável, digamos, ao sangue derramado.

Tarantino sempre consegue envolver o público a ponto de fazer com que a platéia torça por seus personagens. Assim como em "A prova de morte" – seu longa anterior, de 2007 –, o diretor entrega o que o público quer, culminando num final digno de aplausos. A conclusão de "Bastardos inglórios", aliás, traz uma bela homenagem ao cinema, o que Tarantino já faz ao inserir obras e referências cinematográficas em seus filmes. Mas, no caso de seu mais recente trabalho, as referências a figuras importantes da história do cinema são mais recorrentes e pontuais, como no uso de composições de Ennio Morricone, mestre da trilha sonora.

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Comissão do Senado cria grupo de trabalho para acompanhar investigação do Banco Master

Segundo o despacho, os membros do grupo poderão realizar e sistematizar atos como requerimentos de convocação de envolvidos e autoridades

15/01/2026 21h00

Crédito: Leonardo de Sá / Agência Brasil

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A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado criou um grupo de trabalho para acompanhar as investigações envolvendo o Banco Master. A criação da comissão paralela foi assinada nesta quinta-feira, 15, pelo presidente do colegiado, Renan Calheiros (MDB-AL).

Segundo o despacho, os membros do grupo poderão realizar e sistematizar atos como requerimentos de convocação de envolvidos e autoridades, pedidos de informação e apresentação de propostas legislativas relacionadas ao tema.

A comissão será composta por sete senadores, dos quais quatro são governistas ou próximos ao governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e dois são de oposição: Fernando Farias (MDB-AL), Eduardo Braga (MDB-AM), Esperidião Amim (PP-SC), Randolfe Rodrigues (PT-AP), Alessandro Vieira (MDB-SE), Leila Barros (PDT-DF) e Damares Alves (Republicanos-DF).

Há duas senadoras do Distrito Federal - Leila Barros e Damares Alves -, de onde partiu a oferta de compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB), rejeitada pelo Banco Central.

A criação foi anunciada um dia após a segunda operação da PF que mirou o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, liquidado pelo Banco Central, parentes dele e outros empresários

Renan Calheiros justificou a criação do grupo considerando as competências da CAE e "a gravidade dos fatos noticiados pela mídia e das investigações em curso da Polícia Federal, as deliberações do Banco Central e do Tribunal de Contas da União, relacionadas a irregularidades atribuídas ao Banco Master".

Parlamentares começaram a coletar assinaturas para a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) sobre o Caso Master no Congresso e dizem já ter assinaturas para a instalação, que depende do aval do presente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP).

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Carlos critica destino de 40 smart TVs a presídios após PGR ser contra aparelho para Bolsonaro

A manifestação ocorreu um dia após o procurador-geral da República, Paulo Gonet, se posicionar contra o pedido da defesa do ex-presidente

15/01/2026 19h00

Crédito: Tânia Rêgo / Agência Brasil

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O ex-vereador do Rio Carlos Bolsonaro (PL-SC) criticou nesta quarta-feira, 14, a decisão do governo federal de destinar 40 smart TVs à unidades do sistema penitenciário federal como parte de um programa de exibição de filmes e atividades culturais para presos de presídios de segurança máxima.

A manifestação ocorreu um dia após o procurador-geral da República, Paulo Gonet, se posicionar contra o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para que ele tenha acesso a uma smart TV enquanto está detido na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. O parecer foi encaminhado ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que ainda decidirá sobre o requerimento.

Em publicação nas redes sociais, Carlos ironizou a situação ao compartilhar um vídeo em que o vereador de Vitória (ES) Dárcio Bracarense (PL) comenta a negativa da PGR. Na gravação, o parlamentar afirma: "Paulo Gonet nega smart TV para Bolsonaro por conta do risco de ele acessar redes sociais. É inacreditável este País. Em presídios de segurança máxima, os criminosos mais perigosos do País vão ter TVs com acesso à internet".

Os equipamentos não ficarão nas celas nem serão de uso individual dos presos. As smart TVs serão utilizadas exclusivamente em sessões coletivas, e os aparelhos serão previamente configurados com restrições técnicas rigorosas, sem acesso à internet. A seleção dos conteúdos caberá à Divisão de Reabilitação, com análise da Divisão de Segurança e Disciplina e aprovação do Conselho Disciplinar de cada unidade.

A defesa de Bolsonaro também pediu autorização para assistência religiosa e para a remição de pena por meio da leitura, dois pontos que receberam parecer favorável do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Críticas às condições de detenção de Bolsonaro

A manifestação ocorre em meio às queixas recorrentes do ex-vereador sobre as condições de custódia do pai. Bolsonaro cumpre pena na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, e Carlos tem usado as redes sociais para expressar insatisfação com o tratamento dado ao ex-presidente.

Nos últimos dias, o ex-vereador criticou o fato de a PF ter fornecido protetores auriculares ao pai em vez de resolver a origem do ruído na cela. Segundo a CNN Brasil, a corporação começou nesta semana a desligar a central de ar-condicionado que fica ao lado do local onde Bolsonaro está preso.

No domingo, Carlos publicou uma foto do pai de costas e informou que ele estaria apresentando crises de vômito. Diante do quadro de saúde, a defesa voltou a pedir ao STF a concessão de prisão domiciliar humanitária. Os advogados citaram a queda sofrida por Bolsonaro em 6 de janeiro e afirmaram que o episódio altera as circunstâncias em relação ao último pedido de domiciliar, que havia sido negado por Moraes.

Na semana passada, Carlos também afirmou que Bolsonaro está detido em uma sala "insalubre e molhada de cerca de oito metros quadrados" e disse ter levado um novo rádio de pilha ao pai durante uma visita. "O presenteei com um novo rádio de pilha, para que ao menos possa escutar algumas estações, pois o anterior não funcionava direito, e visto que não tem nem uma pequena TV com capacidade para assistir a um canal do YouTube e acompanhar notícias e outras informações", escreveu.
 

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