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COVID-19

'Entendo que vacina não é questão de Justiça, é questão de saúde', diz Bolsonaro

O chefe do Planalto afirmou que o Judiciário não pode obrigar a população a se vacinar, em um recado ao Supremo Tribunal Federal
26/10/2020 15:29 - Estadão Conteúdo


O presidente Jair Bolsonaro condicionou a compra de uma vacina contra covid-19 pelo Brasil à comprovação científica e sem "correria". Ao conversar com apoiadores nesta segunda-feira, 26, o chefe do Planalto afirmou que o Judiciário não pode obrigar a população a se vacinar, em um recado ao Supremo Tribunal Federal (STF).

O Supremo vai discutir a vacinação após partidos políticos acionarem a Corte para julgar as controvérsias em torno do tema. Uma das ações quer impedir o governo de prejudicar o andamento de qualquer pesquisa de imunizante no Brasil. Outras duas discutem a legalidade de impor a vacinação obrigatória à população.

"Eu entendo que isso não é uma questão de Justiça, isso é questão de saúde acima de tudo. Não pode um juiz decidir se você vai ou não tomar a vacina, isso não existe", afirmou Bolsonaro a apoiadores no Palácio da Alvorada. "Nós queremos é buscar solução para o caso. Pelo que tudo indica, todo mundo diz que a vacina que menos demorou até hoje foram quatro anos, não sei por que correr em cima dela."

Na semana passada, Bolsonaro desautorizou o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e afirmou que o País não compraria uma vacina produzida por laboratório chinês em parceria com o Instituto Butantan, de São Paulo. Nesta segunda-feira, o presidente deve conversar com o chefe da pasta sobre o assunto.

Nesta segunda, a farmacêutica AstraZeneca anunciou que a vacina contra a covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford produz resposta imunológica similar em adultos mais velhos e mais jovens e tem reações adversas menores entre os idosos. Bolsonaro declarou que quer aguardar a comprovação, inclusive com publicação em revista científica, para decidir sobre a questão.

"O que a gente tem que fazer é não querer correr, é não querer atropelar. Não querer comprar desta ou daquela sem nenhuma comprovação ainda", declarou o mandatário ao fazer referência ao anúncio sobre a vacina de Oxford.

Citando medicamentos sem comprovação científica, o presidente da República questionou se não seria melhor investir na cura da covid-19 antes da vacinação. Bolsonaro foi um dos brasileiros que enfrentou a doença e diz ter sido curado por remédios que não tiveram a eficácia contra a covid comprovada pela ciência. No domingo, 25, o Brasil superou a marca de 157 mil mortes pelo novo coronavírus.

 
 

Felpuda


Comentários ouvidos pela “rádio peão”, em ondas curtas, são de que figurinha só ganharia apoio dos colegas caso pessoa agregada fosse “curtir a aposentadoria” de uma vez por todas. Como seu acordo político acabou naufragando nesta campanha, agora dito-cujo estaria querendo recuar e não ceder o lugar. 

Isso até poderia acontecer, se não fosse a sua, digamos, eminência parda. Afe!