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TROCA DE ACUSAÇÕES

Bolsonaro diz que Moro concordou com exoneração, desde que fosse indicado ao STF

Presidente rebateu denúncias de Moro e acusou ex-ministro de informações falsas
24/04/2020 16:45 - Glaucea Vaccari


Presidente Jair Bolsonaro, em pronunciamento sobre a demissão de Sérgio Moro, do  Ministério da Justiça e Segurança Pública, rebateu acusações feitas pelo agora ex-ministro, também acusando o agora ex-ministro de concordar com a saída de Maurício Valeixo do comando da Polícia Federal desde que fosse indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Em discuro para anunciar a demissão, Moro acusou Bolsonaro de tentar interferir politicamente no comando da Polícia Federal para obter acesso a informações sigilosas e relatórios de inteligência. “O presidente me quer fora do cargo”, disse Moro, alegando que a saída foi motivada pela decisão de Bolsonaro de exonerar Valeiro do cargo de diretor-feral da PF.

O ex-ministro afirmou ainda que o presidente publicou no Diário Oficial da União informações falsas sobre o processo de demissão "a pedido" de Valeixo. Moro negou ter assinado com o presidente a portaria de exoneração de Valeixo, seu homem de confiança, que por sua vez, garantiu o ministro, não pediu para deixar o cargo.  

Em pronunciamento, Bolsonaro disse que Valeixo havia manifestado desejo de deixar o cargo e a substituição teria sido conversada com Moro, com objetivo de definir um nome para o comando da instituição e que, após a decisão, Valeixo teria foi informado sobre a exoneração.

“Não são verdadeiras asa insuinuções de que eu desejaria saber sobre as investigações em andamento”, disse Bolsonaro, acrescentando que apenas pediu informações nos casos de Adélio Bispo, o caso do porteiro e o filho mais novo, que foram apontados como envolvidos no caso Marielle.  

Ainda conforme Bolsonaro, Moro concordou com a exoneração, mas impôs como condição que ela só fosse concretizada em novembro, após indicação dele ao STF. 

 

Felpuda


Dia desses, há quem tenha se lembrado de opositor ferrenho – em público –, contra governante da época, mas que não deixava de frequentar a fazenda de “sua vítima” sempre que possível e longe dos olhos populares. Por lá, dizem, riam que só do fictício enfrentamento de ambos, que atraía atenção e votos. E quem se lembrou da antiga história garantiu que hoje ela vem se repetindo, tendo duas figurinhas carimbadas nos papéis principais. Ô louco!