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VIDEOCONFERÊNCIA

Bolsonaro fala em 'jogar pesado' contra governadores

Presidente falou com empresários sobre os estados que estudam o lockdown
14/05/2020 16:14 - Daiany Albuquerque


 

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) fez nesta quinta-feira (14) uma videoconferência com empresários, onde afirmou que é preciso “jogar pesado” contra governadores que avaliam a possibilidade da implantação de uma quarentena mais severa, ou “lockdown”. A medida já vem sendo usada em alguns municípios do país como forma de evitar o crescimento dos casos da Covid-19.

Durante as restrições mais severas de circulação, apenas os estabelecimentos comerciais que fazem parte das atividades essenciais podem abrir, mesmo assim, a saída às ruas da população também é restringida, podendo somente ser feita quando da necessidade de irem ao trabalho ou para o mercado, ou farmácia.

“Então o que parece que está acontecendo é uma questão política, tentando quebrar a economia, para atingir o governo. É isso que parece que está acontecendo. E essa medida agora que o Fabio Wanjgarten falou aqui sobre São Paulo, ameaça de ‘lockout’ [sic], ou seja, um apagão total, é inimaginável”, declarou o presidente, se referindo a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que deu a governadores e prefeitos a prerrogativa de determinar sobre as medidas de isolamento de cada localidade.

O presidente voltou a falar que a economia será afetada com as medidas de isolamento. “Tem a questão da vida e o desemprego, que deviam ser tratados da mesma forma, com a mesma responsabilidade. O que aconteceu ao longo do tempo? O Supremo decidiu que cada governador é dono do seu Estado. Um só decide. Os prefeitos, por sua vez, têm que acolher as decisões emanadas pelos governadores e podem impor medidas mais restritivas ainda.” 

A videoconferência era feita apenas entre governo e empresários, mas acabou vazada para a imprensa. Depois que isso ocorreu o ministro da Economia, Paulo Guedes, quem também participava da reunião, negou que o pedido da União era para pressão sobre os governadores. “A hora é de sacrifício, os senhores têm que chamar realmente, o conselho do presidente é o seguinte: chamem os outros Poderes, conversem com os outros Poderes, digam a eles, não é razoável na hora que uma medida nossa estar salvando 7,5 milhões de empregos, aí essa medida é entregue para alguém que é contra isso, e que quer destruir o processo. Justamente de salvação desses empregos. Nós estamos salvando empregos, alguém quer fazer uma medida para melhorar isso e aí a relatoria vai para alguém que é contra. Está na hora da verdade, nós queremos saber quem está com o Brasil e quem está contra o Brasil. Está na hora da verdade”, declarou Guedes.

“Nós precisamos do apoio dos senhores, que sempre financiaram campanhas eleitorais, que têm acesso a todos os parlamentares, que têm intimidade com presidente da Câmara e presidente do Senado, os senhores têm acesso. Trabalhem esse acesso para nos apoiar”, continuou o ministro.

O presidente disse ainda que no sábado (16) fará um pronunciamento em cadeia de rádio e televisão para “transmitir confiança” à população. “Nós temos que ter mais do que comercial de esperança, transmitir a confiança. Tanto é que vamos ter um pronunciamento gravado para sábado à noite nessa linha. Pedi ao Paulo Guedes que já comece a revisar o que eu vou falar para gente dar mensagem logicamente objetiva, voltada para a vida, voltada para a economia, para nós sairmos da situação em que nos encontramos.”

Bolsonaro se disse ainda que está disposto a conversar com governadores e chefes de outros Poderes para encontrar uma saída para a crise. “Converso com governador, converso com presidente de outros Poderes, com os senhores e vamos buscar a solução, mas é pra ontem. Não dá para esperar mais. Muito obrigado a todos os senhores”, afirmou.

 

Felpuda


É quase certo que a aposentadoria deverá ocorrer de maneira mais rápida do que se pensava em determinado órgão. O que deveria ser a tal ordem natural dos fatos acabou sendo atropelada por acontecimentos considerados danosos para a imagem da instituição. Os dias estão passando, o cerco apertando e já é praticamente unanimidade de que a cadeira terá de ter substituto. Mas, pelo que se ouve, a escolha não deverá ser com flores e bombons de grife.