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REPERCUSSÃO

Bolsonaro perde seguidores nas redes sociais pela primeira vez desde 2017

Repúdio nas redes chega a 70% e supera o visto no caso Mandetta
25/04/2020 08:33 - Estadão Conteúdo, Natalia Yahn


 

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido), perdeu seguidores nas redes sociais, pela primeira vez desde setembro de 2017 - 31 meses. A conclusão é de levantamento inédito da consultoria Bites e foi divulgada ontem, dia em que Sérgio Moro deixou o cargo de Ministro da Justiça.

A trajetória de crescimento no Twitter, Instagram, Facebook e YouTube, que foi diária desde então, sofreu nessa sexta-feira (24) seu primeiro revés. A partir das 11h de ontem, quando Moro fez o seu pronunciamento de despedida, o viés de alta foi interrompido.

E não foi só Bolsonaro que foi atingido. Seus filhos mais velhos – Carlos, Eduardo e Flávio – também perderam seguidores em seus perfis oficiais. No intervalo de seis horas, entre a entrevista de Moro e a fala de Bolsonaro no Planalto, a família do presidente foi abandonada por 86.427 fãs.

NO clã, Bolsonaro foi o mais impactado. Às 14h30, 36.296 mil fãs já tinham deixado as redes do presidente, relata a Bites. Às 15h20, o número já estava em 48.473 e logo após a coletiva o vermelho era de 45.575 seguidores a menos.

Ao final do pronunciamento houve leve recuperação com a chegada de 2.898 fãs para balancear as deserções digitais. No total, é pouco, embora seja significativo pelo ineditismo e por poder revelar um indicador de desembarque. A base sofreu uma redução de 0,12%. Desafetos de Bolsonaro, Doria e Witzel ganharam, respectivamente, 7 mil e 3 mil fãs nessa sexta-feira.

Como se não bastasse, Moro conquistou hoje 160.248 aliados nas suas contas no Twitter e Instagram. O mesmo ocorreu com Hamilton Mourão que ganhou 25.602 e terminou o dia com 1,5 milhão de fãs.

REPÚDIO

Análise da diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV-DAPP) aponta que a saída do ex-juiz federal Sérgio Moro do governo ontem causou repúdio de 70% dos perfis engajados no debate das redes. O levantamento coletou dados no Twitter entre as 11h e as 13h30, logo após o início do pronunciamento do ex-ministro da Justiça.

Entre os mais de 1,2 milhão de tuítes coletados na rede social, 69% eram da base partidária da oposição. Apenas 16% foram publicados pela base partidária da direita. A análise da FGV-DAPP mostrou um racha entre os representantes da direita, divididos entre os que lamentaram a saída de Moro e os que acusaram de agir politicamente.

Segundo a FGV-DAPP, perfis como @rconstantino, @anapaulavolei, @leandroruschel e @carlazambelli38 afirmaram que a demissão do ex-juiz federal é uma perda no combate à corrupção e um possível erro do governo. Já contas como a de @allantercalivre, @danielpmerj, @realpfigueiredo adotaram uma postura de ataque a Moro e reforçaram a confiança no presidente Jair Bolsonaro.

A análise mostrou que o apoio ao ministro da Justiça nas redes foi ainda maior do que o demonstrado em relação ao ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, demitido por Bolsonaro na semana passada.

O estudo elaborado pela FGV também mostrou que ontem foram identificadas mais de 1,24 milhão de menções no Twitter ao ex-ministro entre 0h e 13h.

As principais hashtags revelam divergências com Bolsonaro nos dois primeiros lugares do debate, aparecem as hashtags em defesa de Moro #bolsonarotraidor e #forabolsonaro. Já, apoiando as ações do presidente, as hashtags mais usadas foram #tchauquerido, em 23,7 mil postagens, no terceiro lugar; e, nas quinta e décima posições, #fechadocombolsonaro e #fechadoscombolsonaro.

(Com informações O Globo)

 

Felpuda


Conversas muito, mas muito reservadas mesmo tratam de possível mudança, e não pelo desejo do “inquilino”.

Por enquanto, e em razão de ser um assunto melindroso, os colóquios estão sendo com base em metáforas.

Até quando, não se sabe, pois o que hoje é considerado tabu poderá se tornar assunto em rodinhas de conversas.

Como dizia o célebre Barão de Itararé: “Há mais coisas no ar, além dos aviões de carreira”. Só!