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Brasil sem miséria pode reduzir inflação

Brasil sem miséria pode reduzir inflação

agência brasil

04/06/2011 - 12h07
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O Plano Brasil sem Miséria, lançado esta semana pela presidenta Dilma Rousseff, pretende, além de retirar da situação de extrema pobreza um contingente de 16 milhões de pessoas, elevar a renda mensal de até R$ 70 de cada integrante das famílias incluídas no programa.

Em entrevista ontem (3) ao programa Bom Dia, Ministro, a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, afirmou que parte dos 16 milhões de brasileiros que deverão ser beneficiados pelo programa nos próximos quatro anos integra a população pobre do país, estimada em 50 milhões de pessoas. Para ela, o avanço do programa de transferência de renda "poderá melhorar o quadro de inflação que se verifica no país".

A previsão é que 30 mil pessoas sejam atendidas neste ano, informou a ministra. As ações vão começar pelo estado da Bahia, onde está concentrada grande parte da população pobre (2,4 milhões), a maioria na área rural. O Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) vai lançar edital para a contratação de técnicos que irão executar as ações do plano, que tem ainda entre seus objetivos melhorar a oferta de energia elétrica e o fornecimento de água a essas populações.

Tereza Campello disse que já fez contatos com todos os governadores e obteve apoio maciço ao programa. "Falta agora uma disposição idêntica de grande número de prefeituras para que a iniciativa tenha sucesso", acrescentou.

O programa pretende aumentar a qualificação profissional do público atendido e, para isso, vai contar com a participação do Sistema S (Sesi, Sesc, Senai e Senac) e da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Serão ampliadas ações na área de educação e saúde, especialmente nas localidades onde há maior índice de violência.

Para este ano, a previsão de gastos é R$ 20 bilhões. Mais R$ 1,6 bilhão de crédito adicional deverão ser liberados e foram objeto de mensagem enviada pelo Poder Executivo ao Congresso Nacional. Esses recursos vão ser empregados em ações já em andamento, como a ampliação do Bolsa Família, a construção de cisternas e a contratação de equipes de assistência técnica.

Segundo Tereza Campello, o governo espera que os estados e as entidades sociais invistam no programa. Ela lembrou que os beneficiários que estão com o cadastro do Bolsa Família em dia não precisam correr para atualizá-lo, a não ser que isso não tenha sido feito nos últimos dois anos, pois nesse caso pode envolver a exclusão do programa.

Até então, as famílias só podiam receber valores correspondentes a, no máximo, três crianças (R$ 32 para cada uma), independentemente do número de filhos. A partir de agora, a quantidade máxima passará a ser cinco. Para a ministra, o que o governo está fazendo "é investir no seu maior patrimônio, o povo brasileiro. Muito já foi feito até aqui", comentou, mas essa é "uma herança triste do Brasil que vem de 500 anos e que teve marcas lamentáveis como a escravidão".

Ela lembrou que os casos de fraudes e irregularidades hoje estão bastante reduzidos e eram maiores há oito anos. A ministra sugeriu à população que faça denúncias pelo site do ministério (www.mds.gov.br) ou pelo telefone 0800-707-2003 quando souber de alguma irregularidade.

ASSUNTO ESPINHOSO

Assembleia Legislativa deve 'tirar' nesta semana Neno Razuk do comando da Comissão de Ética

Parlamentar virou réu por supostamente chefiar organização ligada ao jogo do bicho, segundo denúncia do Ministério Público

03/03/2024 17h50

Deputado Neno Razuk, que nega participação em esquema do jogo do bicho arquivo/correio do estado

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O comando da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul deve afastar, nesta semana, o deputado estadual Neno Razuk, do PL, da chefia do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Casa.

Deputado em questão é réu em processo que investiga uma organização criminosa que briga com outros grupos também pelo domínio da atividade contraventora.

Razuk, pela apuração do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) seria o chefe da gangue. Ele nega participação na trama.

O assunto é espinhoso. Tanto, que semana passada, procurado pela reportagem nenhum parlamentar da Assembleia quis comentar o assunto, de modo aberto.

Oficialmente, apenas a assessoria de imprensa do legislativo estadual, informou que a questão tem sido examinada pela repartição jurídica da Casa. Depois do estudo, afirmou a assessoria, é que o comando da Assembleia Legislativa deva se pronunciar. Antes disso, a reportagem aguarda o resultado da pesquisa e o manifesto da assessoria.

Um dos parlamentares da Assembleia [24 ocupam mandatos], na condição do anonimato, revelou ao Correio do Estado, que tal apuração do setor jurídico deva “orientar” pela saída de Neno Razuk da Comissão de Ética.

“Seria uma incoerência mantê-lo conduzindo um colegiado que só existe para apurar a conduta, boa ou má dos parlamentares. Creio que esta decisão teria de ser tomada, e, logo, bem rápida”, afirmou o deputado.

Para o parlamentar, a investigação que cerca Neno Razuk é “séria e o legislativo precisa respeitar isso”. Disse ainda que, ao menos durante as investigações o deputado deva ficar afastado da Comissão de Ética. Caso provado a inocência dele que retome a presidência do colegiado, assim deve ser o procedimento correto”.

A INVESTIGAÇÃO

Dois meses atrás, em 29 de dezembro do ano passado, o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) denunciou o deputado estadual Neno Razuk, do PL e outras dez pessoas, incluindo assessores do parlamentar, por suposta ligação com a organização criminosa associada ao jogo do bicho.

Em trecho da denúncia preparada pelo Gaeco, Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado, braço do MPMS, é dito que:

"A exploração de jogos de azar, em especial o jogo do bicho, naturalmente fomenta a prática de crimes como corrupção, extorsão, lavagem de dinheiro, homicídio, até mesmo para garantir o próprio funcionamento do ilícito, tratando-se de atividade extremamente maléfica à sociedade, como visto em episódios semelhantes ocorridos em todo o território nacional".

Nota-se que é grave a encrenca a que se meteu o parlamentar. Pessoas ligadas a ele foram descobertas a partir de uma queda de braço envolvendo o interesse do deputado na jogatina.

Diz ainda a denúncia, que empregados de Neno, armados, teriam avançado sobre grupo adversário e tomado-lhe dinheiro na rua, de dia, que era arrecacadado com o jogo e e também o ameaçado.

Daí, teria se instalado uma guerra pela contravenção.

Neno Razuk, desde a denuncia do MPMS nega com veemência envolvimento no caso..

 

 

 

Política

Já diplomado, Paulo Duarte assume cadeira de Rafael Tavares nesta terça-feira

Duarte assumirá seu quarto mandato; os dois primeiros foram pelo PT, e o terceiro pelo PSB

03/03/2024 16h30

Foto: Luciana Nassar/Alems

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Diplomado no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) na última sexta-feira (1º), Paulo Duarte (PSB) deve ser empossado para o quarto mandato como deputado estadual nesta terça-feira (5), durante sessão ordinária da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems). 

Duarte ocupará a cadeira que antes pertencia a Rafael Tavares (PRTB), que teve o mandato cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no início de fevereiro.

Os colegas da Corte, presidida pelo ministro Alexandre de Moraes, acompanharam o relator e confirmaram a cassação do mandato de Rafael Tavares por concordarem que houve fraude do partido na cota de gênero.

Foi comprovado que o PRTB lançou duas candidaturas femininas fictícias para cumprir o porcentual de 30% previsto em lei, e que teve anulados os votos recebidos para o cargo de deputado estadual.

A fraude na cota de gênero anula todos os votos da legenda, por isso, Paulo Duarte, que recebeu 16.663 votos nas eleições de 2022, assumirá seu quarto mandato.

Os dois primeiros foram pelo PT, sigla pela qual também já ocupou o cargo de secretário de Estado de Fazenda. No terceiro mandato, ele já estava filiado ao PSB, legenda que atualmente está sem nenhum representante na Casa de Leis.

Em postagem nas redes sociais, Duarte escreveu: "Agradeço aos 16.663 eleitores pelos votos que tive. Na próxima semana retorno à @assembleiams com toda disposição e determinação de honrar o meu mandato".

Diplomação

Paulo Duarte recebeu as escrituras diretamente nas mãos do diretor do Tribunal Regional Eleitoral, o desembargador Paschoal Carmello Leandro, em cerimônia realizada no prédio do TRE na última sexta-feira (1º).

Durante a diplomação, o deputado relatou o alerta sobre respeito às regras eleitorais e o cumprimento de cotas pelos partidos.  

“Isso não aconteceu só em Mato Grosso do Sul, acontece no Brasil inteiro. E é bom ressaltar que todos os partidos, inclusive no meu, teve gente cassada por conta disso”.

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