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EX-MINISTRO

Cabe à História e os dados apontar se Bolsonaro errou, diz Mandetta

Durante entrevista, Luiz Henrique evitou criticar o presidente da República sobre seus atos
08/05/2020 08:00 - Adriel Mattos


 

O ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM), disse que a História e a evolução dos dados da pandemia de Covid-19 – doença causada pelo novo coronavírus – que vão julgar se o presidente da República, Jair Bolsonaro, errou ao demiti-lo há 22 dias. Em entrevista à CNN Brasil, o sul-mato-grossense fez questão de ressaltar que, apesar de tudo, a relação entre ambos foi sempre respeitosa.

“Discordamos, porque ele [Bolsonaro] tinha uma visão mais difícil para eu entender e a minha posição era mais difícil para ele entender. Nessa questão, ele entendeu que tinha necessidade de nomear outra equipe dentro do ministério”, avaliou.

Questionado se o presidente errou ao não ouvir suas avaliações da pandemia e decidiu demiti-lo, Mandetta evitou criticar Bolsonaro diretamente. “Não cabe a mim dizer isso, cabe à História, à evolução dos dados. Essa é uma opção que ele fez e não pode ser tratada de uma maneira maniqueísta”, opinou.

O ex-ministro destacou que seu plano de combate à pandemia priorizava a defesa da vida, a ciência e a defesa do Sistema Único de Saúde. “Esse número de mortes não é só um número, tem pessoas ali. Assim como o SUS não é só a emergência lotada, ele pactua diferentes políticas para diferentes regiões”, explicou.

Sem citar o nome do primo – o prefeito de Campo Grande Marcos Trad (PSD) –, o ex-ministro elencou Campo Grande entre cidades e estados que tomaram medidas importantes contra a pandemia. “Curitiba [PR], por exemplo, é uma cidade que tem um sistema de saúde forte há muito tempo e agora com a Covid-19 está indo relativamente bem. O Rio Grande do Sul fez um plano e exportamos esse modelo Brasil afora. Temos a minha Campo Grande, que tem baixo número de casos e expandiu o número de leitos”, avaliou.

Ele voltou a reforçar a necessidade de seguir as recomendações das autoridades. “Quem dita essa velocidade de de transmissão é a sociedade, aderindo às recomendações, esse é um caminho. O outro é ver essa velocidade aumentando e aumentando e deixar o barco andar sem alertar. Vejo muita movimentação urbana apostando em algum fator sobrenatural para que o vírus não siga sua trajetória”, ressaltou.

Nos bastidores a informação é que Bolsonaro não era uma pessoa difícil de trabalhar. Segundo fontes, Mandetta não tinha incocomo com o presidente até se destacar na imprensa por conta da pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

* Colaborou Yarima Mecchi

 

Felpuda


Apressadas que só, figurinhas tentaram se “apoderar” do protagonismo de decisão administrativa. Não ficaram sequer vermelhas quando se assanharam todas para dizer que tinham sido responsáveis pela assinatura de documento que, aliás, era uma medida estabelecida desde 2019. Quem viu o agito da dupla não pode deixar de se lembrar daquele pássaro da espécie Molothrus bonarienses, mais conhecido como chupim, mesmo. Afe!