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Cada vez mais tradicional

Cada vez mais tradicional

Redação

30/03/2010 - 20h07
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A proposta de Bosco Brasil para a novela "Tempos modernos" era mesclar astronomia, relacionamento homem-tecnologia e a discussão da segurança privada nas grandes cidades. Mas nem é preciso confrontar o sucesso da antecessora "Caras & bocas"– que marcava sempre mais de 30 pontos de média de audiência, bem mais que os decepcionantes 20 e poucos atuais – para perceber que não deu certo. A novela agora pouco se parece com a que foi apresentada em sua estreia, em 11 de janeiro. Tramas futuristas e a invasão de privacidade – encabeçada pelo computador Frank – quase não aparecem, tamanho é o uso de conflitos puramente românticos na história.

De moderna, essa tática não tem nada. Envolver supostos irmãos que se apaixonam, como é o caso dos mocinhos Nelinha e Zeca, de Fernanda Vasconcellos e Thiago Rodrigues, é coisa antiga. Assim como criar triângulos amorosos em relações maduras, como já sugerem as cenas que envolvem o patriarca Leal, a dançarina Hélia e a "faz-tudo" Iolanda, papéis de Antônio Fagundes, Eliane Giardini e Malu Galli, respectivamente.

Não que essa aposta seja ruim. Até porque o autor conta com um elenco capaz de ajudar a reverter a crise. Isso, é claro, desde que o texto rebuscado de Bosco, conceituado no teatro, abra espaço para o coloquialismo e a agilidade, elementos normalmente valorizados na televisão. Mesmo o tom farsesco de alguns personagens, como o casal deslumbrado Goretti e Bodanski, de Regiane Alves e Otávio Müller, se torna inócuo diante de uma história tão difícil de se acompanhar. Perder alguns capítulos e tentar voltar a assistir "Tempos modernos" é tarefa difícil. Ainda mais depois do sumiço de personagens com peso no folhetim, como o vilão Albano, de Guilherme Weber, e a dondoca Regeane, de Vivianne Pasmanter. E o crime que ocasionou a morte do chefe da segurança do edifício Titã e, supostamente, de sua ex-noiva, traz à tona mais um clichê: o bom e velho mistério de "quem matou".

Pelo que se vê, até o casal insosso defendido por Fernanda Vasconcellos e Thiago Rodrigues pode ser "reformulado". Ainda mais com o espaço de Priscila Fantin, que interpreta a interesseira Nara, crescendo cada vez mais. E as confusões amorosas neste núcleo tendem a se movimentar com a entrada do astronauta Renato, de Danton Mello. O ator, que já soma 30 anos de carreira, estava escalado desde o início da novela para entrar na trama em algum momento. Mas pode ganhar um peso maior depois que seu personagem se envolver com a mocinha Nelinha. Ainda mais porque entre Danton e Thiago, o primeiro tem muito mais "know how" em mocinhos do que o segundo. Apesar dos equívocos, "Tempos modernos" foi um acerto no que diz respeito à busca por novos talentos. Aline Peixoto e João Baldasserini esbanjam carisma na pele do motoqueiro Túlio e da doce Jannis. Assim como Alessandra Maestrini, que faz sua estreia nas novelas encarnando a estrela Ditta. Depois de emplacar três anos de humor no seriado "Toma lá, dá cá", Alessandra mostra que é capaz de se dar bem em outras áreas explorando os conflitos de uma mãe que sente culpa por ter abandonado os filhos em função da carreira internacional. Mesmo Alessandra Martins, que vive a atrapalhada Duba, convence. Isso porque, no início, a atriz só era conhecida pelo fato de namorar o protagonista da história, Antônio Fagundes.

cnh social

Gordinho do Bolsonaro vota com Lula e petistas de MS, contra

Rodolfo Nogueira (PL) foi o único parlamentar de MS a votar pela manutenção do veto à obrigatoriedade de exame toxicológico para emissão de CNH

06/12/2025 15h00

Rodolfo Nogueira é conhecido por ser um dos parlamentares que invariavelmente vota contra tudo aquilo que é proposto pelo presidente Lula. Desta vez, foi diferente

Rodolfo Nogueira é conhecido por ser um dos parlamentares que invariavelmente vota contra tudo aquilo que é proposto pelo presidente Lula. Desta vez, foi diferente

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Da bancada federal sul-mato-grossense, apenas o deputado federal Rodolfo Nogueira (PL), o Gordinho do Bolsonaro, votou na última quinta-feira (04) contra a exigência do exame toxicológico para quem for tirar a primeira habilitação de carro e de moto.

 Os demais parlamentares do estado foram a favor da derrubada do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Lei 15.153/25, da CNH social. 

Quando criou o projeto da CNH social, que visava utilizar o dinheiro arrecadado pelas multas de trânsito para custear o processo de habilitação de pessoas de baixa renda, o presidente Lula vetou o exame toxicológico para as categorias de carro e moto.

Na época, o argumento era que aumentaria o preço para tirar a primeira habilitação, indo na contramão do que propunha a CNH Social.

Com a derrubada do veto, o exame toxicológico que já era obrigatório para motoristas das categorias C, D e E, que dirigem veículos de carga e transporte coletivo, agora passa a ser exigido para todas as categorias. 

Votaram pela derrubada do veto ( a favor do exame) os deputados federais sul-mato-grossenses Beto Pereira (PSDB), Camila Jara (PT), Dagoberto Nogueira (PSDB), Dr. Luiz Ovando (PP), Geraldo Resende (PSDB), Marcos Pollon (PL) e Vander Loubet (PT).  Entre os senadores votaram pela derrubada do veto Nelsinho Trad (PSD) e Tereza Cristina (PP).

A senadora Soraya Thronicke (Podemos) não votou. O único parlamentar federal contra a exigência do exame de toxicológico foi Nogueira.

O texto permite o uso de recursos de multas no custeio da habilitação de condutores de baixa renda, cria regras para transferência eletrônica de veículos e ajusta a exigência de exame toxicológico para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

A Lei 15.153, de 2025, passa a valer na data de sua publicação. Deputados e senadores decidiram também derrubar o veto à cláusula de vigência imediata, que o Ministério dos Transportes considerou inadequado para garantir a implementação das mudanças no Código de Trânsito.

Sem o veto, a lei teria seguido o prazo padrão de 45 dias após a publicação oficial, conforme previsto na Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (LINDB), de acordo com a Agência Senado.

ELEIÇÕES 2026

Pressionada pelo PL, União Progressista terá de lançar pré-candidato ao Senado

Com Azambuja e Contar no páreo, PP e União Brasil ficam praticamente obrigados a lançar um nome para concorrer

06/12/2025 08h20

O deputado estadual Gerson Claro (PP) ou o secretário de Estado Jaime Verruck (PSD) pode ser o escolhido

O deputado estadual Gerson Claro (PP) ou o secretário de Estado Jaime Verruck (PSD) pode ser o escolhido Montagem

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Com a provável chapa pura do PL para disputar as duas vagas ao Senado por Mato Grosso do Sul, já que, até o momento, são pré-candidatos pelo partido o ex-governador Reinaldo Azambuja e o ex-deputado estadual Capitão Contar, a Federação União Progressista, formada pelo PP e o União Brasil, será obrigada a lançar pelo menos um pré-candidato ao cargo.

A informação foi passada ao Correio do Estado por uma fonte da própria federação, revelando ainda que o nome poderá ser o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, deputado estadual Gerson Claro (PP), ou o secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Jaime Verruck (PSD), que teria sido convidado a fazer parte dos progressistas.

A União Progressista lançará apenas um pré-candidato ao Senado porque tem o compromisso de apoiar a eleição de Azambuja, porém, como o PL caminha para ter dois pré-candidatos ao Senado, a federação terá de formar uma “aliança branca”, ou seja, fazer um acordo eleitoral informal com a legenda à qual, oficialmente, não estará coligada.

Por meio dessa informalidade, PP e União Brasil poderão pedir votos para o próprio candidato a senador e também para Azambuja e vice-versa, sem a necessidade de um documento de coligação formal registrado na Justiça Eleitoral que una os partidos em todos os níveis da disputa.

Esse tipo de aliança permite que diretórios regionais apoiem candidatos que seriam vetados pelas executivas nacionais, contornando, por vezes, regras de verticalização, que exigem alinhamento das coligações em diferentes níveis.

Na prática, o partido pode lançar um candidato próprio, mas orientar, de forma velada ou explícita, seus eleitores a votarem no candidato de outra legenda. Isto é, a Federação União Progressista pedirá para que os seus eleitores destinem o primeiro voto para Gerson Claro ou Jaime Verruck e o segundo, para Azambuja.

DISPUTA

Pacificada a questão da federação lançar um pré-candidato ao Senado nas eleições do próximo ano, o imbróglio ficará na definição do nome, pois Gerson Claro já está no PP e tem demonstrado desde o início do ano o desejo de ser o escolhido para ser o representante.

Procurado pelo Correio do Estado, o presidente da Assembleia Legislativa disse que não sabia dessa provável configuração para o pleito de 2026.

“Eu só posso afirmar que estou trabalhando para ser o candidato da federação ao Senado Federal”, afirmou.

O secretário Jaime Verruck também foi procurado pela reportagem, mas preferiu não comentar nada, revelando apenas que tem interesse em ser pré-candidato a senador da República pelo PSD, partido em que está filiado desde março do ano passado.

Ele já teria até anunciado a data em que vai se desincompatibilizar do cargo de secretário de Estado (30 de março de 2026) para disputar uma das duas cadeiras ao Senado pelo grupo político do governador Eduardo Riedel (PP).

No entanto, se ficar no PSD, Verruck terá problemas internos para resolver, afinal, a sigla é presidida no Estado pelo senador Nelsinho Trad, que tentará a reeleição e, portanto, poderá inviabilizar a candidatura do secretário pela legenda, o que poderia obrigá-lo a trocar de partido.

Por isso, a ida de Verruck para o PP está muito próxima e, caso o escolhido para representar a Federação União Progressista seja Gerson Claro, o secretário poderá acabar disputando uma cadeira na Câmara dos Deputados.

O Correio do Estado ainda procurou a presidente estadual do PP e também da federação, senadora Tereza Cristina, porém, não houve retorno até o fechamento desta edição. Em tempo, PP e União Brasil já entregaram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o protocolo com o requerimento de registro de federação partidária.

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