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300 DO BRASIL

Campo-grandense participou de ato contra o STF bancado pelo governo federal

Estudante foi para Brasília para trabalhar, mas participou de ato com tochas e cartazes, junto com rpo "300 do Brasil"
28/06/2020 16:32 - Da Redação


 

O sul-mato-grossense Melquisedeque Sant'ana, 23 anos, que mora em Campo Grande e é integrante do grupo extremista “300 do Brasil” participou de protesto em Brasília, com viagem custeada pelo governo federal, conforme consta no Portal da Transparência.

Conforme informações do Jornal O Globo, Sant'ana é bolsista, monitor do Sistema Nacional de Juventude (Sinajuve), ligado à Secretaria Nacional de Juventude, do Ministério dos Direitos Humanos, desde abril, e recebeu R$ 1,2 mil para participar de protesto realizado no dia 31 de maio em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF), com tochas e máscaras, na capital federal, liderado por Sara Geromini, que está presa.

O bolsista cursa Gestão Pública em uma faculdade particular de Campo Grande e recebe bolsas mensais de R$ 1,2 mil para "levantar dados sobre as unidades de juventude que aderirem ao Sinajuve no Mato Grosso do Sul" e "disseminar informação sobre o Sinajuve no Mato Grosso do Sul".  

Contrato foi assinado no Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia, do Ministério de Ciência e Tecnologia e tem validade até março de 2021.

Nas redes sociais, o estudante faz publicações pró-bolsonaro e pede a saída do ministro do STF, Alexandre de Moraes. 

Ele confirmou ter participado do protesto e visitado acampamento pró-Bolsonaro montado em frente ao Palácio do Planalto, mas disse que não responde a nenhum processo pelo ato.  

"Estive sim na manifestação das tochas no Supremo, junto com os 300 e a Sara. Não foi nada nazista como o pessoal falou. Não foi para confrontar, mas para mostrar nosso luto pelo país. Até onde eu sei, não sou alvo do STF. O processo corre em segredo judicial. A gente não sabe, né?", disse.

Ele ainda afirmou que estava em Brasília na ocasião para fazer o cronograma das adesões ao Sinajuve.

No Portal da Transparência consta que Melquisedeque recebeu R$ 2,7 mil do Ministério dos Direitos Humanos para ficar 11 dias na capital federal em fevereiro e ir à Conferência Nacional de Juventude. As diárias referentes a maio ainda não foram publicadas.

SAnt’ana afirmou ainda que não vê conflito de interesses em participar de protestos enquanto recebe diária do governo.

Ele disse também que se afastará do serviço para campanha eleitoral. Ele será candidato a vereador de Campo Grande pelo partido Republicanos, o mesmo de Flávio e Carlos Bolsonaro.

Sobre financiar um dos participantes do ato contra o STF, a Secretaria Nacional de Juventude afirmou que a concessão da bolsa ocorreu "dentro da regularidade e atendeu a critérios técnicos".

Já o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia, do Ministério de Ciência e Tecnologia afirmou que se limita a avaliar a "entrega das atividades propostas no prazo estabelecido".

 

Felpuda


Com trabalho suspenso, por causa da Covid-19, investigação parou sem ter começado e, agora, dois dos cabeças do grupo de trabalho estão “chovendo no molhado”. Assim, para continuar, digamos, em evidência, vêm divulgando sobre a “firmeza” de ambos em “dar continuidade”, tão logo acabe a pandemia que, assim como os resultados dos trabalhos, são incógnitas que só. Portanto, melhor seria aguardar o desenrolar dos acontecimentos para sair “cantando de galo”.