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CAMPO GRANDE

Advogados de candidatos não poupam nem os juízes nestas eleições municipais

Incomuns em outras eleições, já são dois pedidos de suspeição na disputa pela prefeitura da Capital
22/10/2020 10:00 - Flávio Veras


Caso incomum em outras eleições, nem mesmo os juízes têm escapado dos departamentos jurídicos das candidaturas a prefeito de Campo Grande neste ano.  

O procurador licenciado e candidato à Prefeitura de Campo Grande Sérgio Harfouche (Avante) entrou com pedido de suspeição do juiz eleitoral Roberto Ferreira Filho, que analisa dois pedidos de impugnação de sua candidatura. 

Já Loester Trutis (PSL) foi mais ousado e pediu a suspeição do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS), pois ele entende que todos os magistrados negariam o registro da candidatura dele, porque já “teriam um entendimento contrário do seu caso já formatado”.

É Roberto Ferreira Filho quem julgará o processo de candidatura de Harfouche. O procurador e candidato alega que ele e o juiz eram “inimigos públicos”. 

O magistrado não viu desta forma e rejeitou a suspeição. O caso agora está no Tribunal Regional Eleitoral, mas, a julgar pelo parecer do Ministério Publico Eleitoral, Harfouche tem grandes chances de ser julgado por Ferreira Filho.  

 
 

A preocupação de Harfouche sobre o julgamento do processo de candidatura é grande, pois nela há dois pedidos de impugnação feitos pelas chapas de Marcos Trad (PSD) e Esacheu Nascimento (PP) e fundamentados pelo mesmo motivo: a impossibilidade de Harfouche, membro do Ministério Público, concorrer nestas eleições.  

O argumento dos oponentes de Harfouche é de que ele deveria ter pedido para deixar o Ministério Público para concorrer ou mesmo ter se aposentado. Esacheu Nascimento, diga-se de passagem, também é membro do MP, porém inativo: aposentou-se na década de 1990.  

Harfouche está afastado do cargo desde abril. Nesse período, continua recebendo salário. Em agosto, recebeu R$ 44 mil líquidos, conforme o Portal da Transparência do Ministério Público.  

Sobre os pedidos de impugnação, Harfouche respondeu, por meio de sua assessoria de imprensa, que “em 2018, quando fui o candidato ao Senado mais votado em Campo Grande, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MS) decidiu, de forma unânime, a favor da minha então candidatura, derrubando todos os argumentos levantados pela então coligação rival, porque minha carreira se iniciou 12 anos antes da Emenda Constitucional 45 de 2004 e estou, portanto, apto a me candidatar a cargo eletivo”.

TRUTIS

Já Trutis, após sofrer mais uma derrota, ontem (21), no TRE-MS, afirmou ao Correio do Estado que a intenção da defesa dele é pedir a suspeição do órgão por completo.  

Segundo ele, a intenção é enviar seu processo ao Supremo Tribunal Federal (TSE), pois entende que a Justiça Eleitoral do Estado já tem decisão contrária ao seu caso formatada. Logo, ele acredita que sofrerá outras derrotas caso recorra no TRE-MS.

“Nós impetramos duas peças, uma no TSE, pedindo que a instância máxima da Justiça Eleitoral analise meu caso. Já no TRE, entramos com pedido de embargos para trocarmos de tribunal, porém esse recurso ainda não foi julgado. Queremos fazer essa mudança porque entendemos que o judiciário local já tem uma decisão contrária definida”, explicou.

Trutis disputa com Vinicius Siqueira o posto de candidato a prefeito pelo PSL, partido pelo qual foi eleito deputado federal em 2018 e que também elegeu o presidente da República, Jair Bolsonaro. Hoje, o presidente está sem partido.

 

Felpuda


Embora tenha manifestação de que não haverá mudanças na administração municipal que se iniciará dia 1º de janeiro, o que se ouve por aí é que a realidade não seria bem assim.

Alguns setores deverão passar por alterações, como forma de se azeitar engrenagens que estariam deixando a desejar. 

O Diário Oficial, a partir daquela data, deverá ser a publicação mais lida a cada manhã.