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CGU abre processos contra quatro

CGU abre processos contra quatro

AGÊNCIA BRASIL

22/07/2011 - 00h00
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A Controladoria-Geral da União (CGU) informou que abriu ontem (21) quatro processos para apurar denúncias de irregularidades na área dos transportes. De acordo com o órgão, desde o dia 12 de julho foram abertas sete sindicâncias e processos administrativos disciplinares (PAD) para apurar as denúncias veiculadas pela imprensa. Ainda segundo a CGU, 18 processos já estavam em andamento antes mesmo de as denúncias virem à tona.

Um dos processos abertos hoje vai apurar denúncia sobre a contratação de empresa da mulher do ex-diretor executivo do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) João Henrique Sadok de Sá para executar obras rodoviárias em Roraima.

Segundo comunicado da CGU, também foi instaurado ontem processo vai apurar responsabilidade de Varejão [Luiz Cláudio Varejão, ex-coordenador geral de Operações Rodoviárias do Dnit], afastado recentemente do cargo comissionado, e Sadock pelo reconhecimento de dívida do Consórcio Rodovida, sem comprovação de execução dos serviços.

O órgão informa ainda que vai apurar o envolvimento do coordenador de Construções Rodoviárias do Dnit, Luiz Munhoz Prosel, no suposto superfaturamento de obras rodoviárias por meio do “jogo de planilhas”.

O quarto processo aberto hoje pela CGU vai apurar o envolvimento de Varejão na execução de serviços de pesagem de cargas sem cobertura contratual pela empresa Engespro.

De acordo com a CGU, outros processos estão em andamento investigam o envolvimento do servidor Marcelino Augusto dos Santos Rosa no direcionamento de licitações. Um sindicância apura possível enriquecimento ilícito de Mauro Barbosa, ex-chefe de gabinete do ex-ministro dos Transportes Alfredo Nascimento.

ATO DE BOLSONARO

Depois de defender marido, Michele chora em discurso na Paulista

Ex-primeira-dama falou em sofrimento dos aliados de Bolsonaro e chamou a todos de "povo de bem".

25/02/2024 16h45

Michelle Bolsonaro discursa na Paulista Danilo Verpa/Folhapress

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A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) abriu o ato deste domingo (25) em defesa de seu marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro, com uma oração coletiva. Ela chorou no início de sua fala e disse que não tinha como controlar a emoção.

Michelle falou em sofrimento dos aliados de Bolsonaro e chamou a todos de "povo de bem".

Ela disse que o Brasil tem sido mal administrado na gestão do presidente Lula (PT) e que sua fé tem sido renovada diante do que chama de "injustiças" contra o seu marido.

Bolsonaro convocou a manifestação, organizada pelo pastor Silas Malafaia, com o alegado objetivo de se defender das acusações imputadas contra ele e defender o Estado Democrático de Direito.

O ex-presidente é investigado pela Polícia Federal suspeito de envolvimento em um plano de golpe para mantê-lo no poder após a derrota nas eleições de 2022.

Presidente do PL Mulher, Michelle é considerada um importante ativo no partido e tem se engajado na filiação de outras mulheres à legenda. Seu nome é considerado para uma candidatura ao Senado e chegou a ser aventado até para a Presidência –possibilidade que desagrada Bolsonaro.

Também foi mencionada uma possível candidatura de Michelle para o Senado pelo Paraná, caso a Justiça Eleitoral determine a cassação do mandato do senador Sergio Moro (União Brasil).

Ao longo da campanha de 2022, a presença da ex-primeira-dama foi explorada pela campanha de Bolsonaro, com o intuito de suavizar a imagem do ex-presidente e diminuir sua rejeição entre as mulheres –uma de suas principais fraquezas.

Desde a deflagração da operação da PF que atingiu o marido, Michelle se manifestou algumas vezes nas redes sociais para defendê-lo. Ela disse que o ato deste domingo seria pacífico, em defesa da democracia e da liberdade.

A operação também levou Michelle a cancelar uma viagem que faria para palestrar em igrejas nos Estados Unidos, ao lado da senadora Damares Alves (Republicanos).

 

ATO DE BOLSONARO

Pastor Malafaia ataca STF, TSE e Moraes na Paulista e diz não ter medo de ser preso

Ele também fez insinuações, sem provas, sobre um suposto papel do presidente Lula no ataque de 8 de janeiro

25/02/2024 16h10

Pastor Silas Malafaia, em evento pró-Bolsonaro Danilo Verpa/Folhapress

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O pastor Silas Malafaia, um dos organizadores de ato na Paulista em favor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), fez críticas neste domingo (25) tanto ao STF como ao TSE em seu discurso durante o evento. O pastor criticou a atuação do ministro Alexandre de Moraes durante as eleições de 2022.

Ele também fez insinuações sobre um suposto papel do presidente Lula (PT) no ataque de 8 de janeiro, organizado por bolsonaristas em 2023.

A manifestação tem como objetivo que Bolsonaro se defenda de investigações que apontam a atuação do dele no planejamento de um golpe de Estado para se manter no poder. Malafaia foi o idealizador do evento e o responsável pelo aluguel dos dois trios elétricos utilizados no ato.

Antes do ato, Bolsonaro havia declarado desejar que o ato fosse pacífico e que não fossem levadas bandeiras e faixas contra qualquer pessoa.

"Não vim aqui atacar o Supremo Tribunal Federal porque quando você ataca uma instituição, você ataca a república e o estado de direito", disse o pastor.

Malafaia, porém, disse que revelaria a "engenharia do mal" contra Bolsonaro.

Ele citou tensões envolvendo Alexandre de Moraes e Bolsonaro e supostas diferenças de tratamento com o então presidente.

"Todo mundo sabe como foi a eleição. Podiam chamar Bolsonaro de genocida, mas não podia chamar Lula de ex-presidiário", disse.

Ele também citou casos de 8 de janeiro.

"Golpe tem arma. Tem bomba. Uma mulher com crucifixo católica que sentou na mesa do presidente do Senado, 17 anos de cadeia", disse.

Ele afirmou que o sangue de um homem que morreu na prisão após ser preso pelo 8 de janeiro está na mão de Alexandre de Moraes.

Malafaia, depois, citou supostas diferenças de tratamento entre o MST e os manifestantes bolsonaristas.

Autor de frequentes discursos agressivos contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, o pastor havia prometido uma fala mais leve durante o evento.

Em seus vídeos, o pastor da Assembleia de Deus Vitória em Cristo costuma dirigir diversas ofensas a Moraes, a quem se refere como "ditador de toga". No mais recente deles, afirmou que o ministro do Supremo persegue Bolsonaro e deveria ser preso por atentar contra o Estado democrático de Direito.

Malafaia afirmou antes do evento que haveria controle rígido do uso do microfone, para que ele não se tornasse cansativo.

O ato seria aberto com uma oração feita pela primeira-dama Michelle Bolsonaro e depois tinha previsão de discursos do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), o senador Magno Malta (PL-ES), e os deputados Nikolas Ferreira (PL-MG) e Gustavo Gayer (PL-GO).

O prefeito Ricardo Nunes (MDB), que almeja o apoio de Bolsonaro, optou por não discursar.
Caso seja processado e condenado pelos crimes de tentativa de golpe de Estado, tentativa de abolição do Estado democrático de Direito e associação criminosa, o ex-presidente poderá pegar uma pena de até 23 anos de prisão e ficar inelegível por mais de 30 anos.

Bolsonaro ainda não foi indiciado por esses delitos, mas as suspeitas sobre esses crimes levaram a Polícia Federal a deflagrar uma operação que mirou seus aliados no início do mês.

 

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