Política

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Coletivo promove intercâmbio entre bandas

Coletivo promove intercâmbio entre bandas

Redação

09/04/2010 - 20h05
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OSCAR ROCHA

 

Tempo de comemoração e balanço para o coletivo Bigorna Produções, sediado em Campo Grande. O início dos festejos acontece hoje, às 23h, no Barfly, com a primeira edição do Projeto Recebe, que destacará mensalmente shows com atrações locais.

Formada há um ano, o coletivo é integrado por bandas que uniram força para conquistar mais espaço em Mato Grosso do Sul e em outros pontos do País. As ações abrangem desde festas periódicas até festivais com a presença de nomes importantes da cena alternativa nacional, como foi o caso do Festival Fogo no Cerrado, que aconteceu no fim de 2009 em Campo Grande. O coletivo participa do Fora do Eixo, associação de bandas de vários estados, que promove regularmente intercâmbio entre os filiados.

Como resultado das atividades Dimitri Pellz, Facas Voadoras, Gobstopper, Jennifer Magnética, atualmente, conseguem visibilidade em festivais e até na programação de canais de televisão em rede nacional como MTV. O aspecto positivo da união das bandas aparece ainda no setor econômico. "Fazendo o levantamento das nossas promoções conseguimos criar empregos diretos e indiretos. Se for somar, somente nas festas da Bigornada, que acontecem mensalmente, podemos dizer que em um ano somou-se mais de 200 empregos, quer dizer, não é somente a parte artística que conta, tem a parte econômica também", avalia o baterista da banda Dimitri Pellz e um dos articuladores do coletivo, Jean Albernaz. Segundo o músico, seria muito complicado se cada banda fizesse suas promoções sozinha. "O ideal é que cada uma somente se preocupasse em tocar, mas para fazer carreira legal é preciso cuidar de vários aspectos ao mesmo tempo".

Na primeira edição, o Projeto Recebe destacará como banda anfitriã a Gobstopper, que receberá a Haiwanna e a James Banda. A intenção é de que a cada mês um integrante do coletivo apresente outras formações da Capital. No dia 17, esta prevista, também no Barfly, a Noite Britânica com a presença da Links e Stripped. No dia 24, acontece a Festa Bigornada, caracterizada pela apresentação de uma banda convidada de outro estado. Desta vez, a atração será a goiana Hellbenders, que começa a chamar a atenção no cenário nacional. O evento contará ainda com os shows da Dimitri Pellz, Facas Voadoras e Idis. Em maio, a comemoração continua. No dia 1, acontecerá a Noite Fora do Eixo com a apresentação da banda brasiliense Móveis Colônias de Acaju, que participou da edição 2009 do Festival Fogo no Cerrado. "O show da banda foi muito bom e conseguiu levar um bom público. Particularmente, os músicos gostaram muito da recepção. Como foram convidados para tocar no Festival América do Sul, em Corumbá, e queriam se apresentar novamente em Campo Grande, nos chamaram para realização", informa Jean. Outras formações locais deverão tocar na mesma noite. Nos dias 7 e 8 de maio, para encerrar a comemoração de aniversário do coletivo, a banda carioca Autoramas retorna à Capital com dois shows: no primeiro dia, em performance com instrumentos plugados; no segundo, divulgando o álbum acústico da MTV. "Autoramas estiveram algumas vezes na cidade e curtem muito tocar por aqui. Foi em um festival local que a banda conseguiu contato com a Guitar Wolf, que possibilitou que fosse para o Japão", lembra Jean.

ACEITOU

Moraes autoriza Bolsonaro a ser submetido a ultrassom na prisão

Exame será feito com equipamento portátil nas regiões inguinais

14/12/2025 11h30

Alexandre de Moraes aceitou o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para realização de um exame de ultrassonografia dentro da prisão

Alexandre de Moraes aceitou o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para realização de um exame de ultrassonografia dentro da prisão Foto: Reprodução

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), aceitou o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para realização de um exame de ultrassonografia dentro da prisão. A decisão foi proferida na noite deste sábado (13).

Bolsonaro está preso em uma sala da Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão pela condenação na ação penal da trama golpista.

“Diante do exposto, autorizo a realização do exame no local onde o condenado encontra-se custodiado, nos termos requeridos pela defesa. Dê-se ciência da presente decisão à Polícia Federal. Intimem-se os advogados regularmente constituídos”, decidiu o ministro.

O pedido de autorização foi feito na última quinta-feira (11) após Moraes determinar que Bolsonaro passe por uma perícia médica oficial, que deve ser feita pela própria PF, no prazo de 15 dias.

O exame será feito pelo médico Bruno Luís Barbosa Cherulli. O profissional fará o procedimento com um equipamento portátil de ultrassom, nas regiões inguinais direita e esquerda.

A defesa disse que a medida é necessária para atualizar os exames do ex-presidente. Ao determinar a perícia, Moraes disse que os exames apresentados por Bolsonaro para pedir autorização para fazer cirurgia e cumprir prisão domiciliar são antigos.

Na terça-feira (9), os advogados de Bolsonaro afirmaram que o ex-presidente apresentou piora no estado de saúde e pediram que ele seja levado imediatamente ao Hospital DF Star, em Brasília, para passar ser submetido a cirurgia.

Espera

Motta aguarda assessoria jurídica da Câmara para definir posse de suplente de Zambelli

Primeira Turma do STF confirmou, ontem, 12, a decisão do ministro Alexandre de Moraes que decretou a perda imediata do mandato de Zambelli

13/12/2025 21h00

Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta

Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta Foto: Câmara dos Deputados

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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), espera uma resposta da assessoria jurídica da Casa para definir o destino do mandato da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) até segunda-feira, 15.

A equipe de Motta afirmou à reportagem que a decisão deve tratar não necessariamente da cassação de Zambelli, mas da posse de Adilson Barroso (PL-SP). O prazo de 48 horas dado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) à Câmara menciona especificamente a posse do suplente, não a cassação da titular.

A Primeira Turma do STF confirmou, ontem, 12, a decisão do ministro Alexandre de Moraes que decretou a perda imediata do mandato de Zambelli. O colegiado também chancelou a determinação para que a Mesa da Câmara dê posse ao suplente da deputada em até 48 horas, como prevê o regimento interno da Casa.

A decisão anulou a deliberação da própria Câmara de rejeitar a cassação de Zambelli, o que foi visto como afronta ao STF. Foram 227 votos pela cassação, 170 votos contrários e dez abstenções. Eram necessários 257 votos para que ela perdesse o mandato.

Moraes disse em seu voto que a deliberação da Câmara desrespeitou os princípios da legalidade, da moralidade e da impessoalidade, além de ter "flagrante desvio de finalidade".

O ministro afirmou que a perda do mandato é automática quando há condenação a pena em regime fechado superior ao tempo restante do mandato, já que o cumprimento da pena impede o trabalho externo.

Nesses casos, cabe à Casa legislativa apenas declarar o ato, e não deliberar sobre sua validade.

O STF condenou Zambelli em maio pela invasão de sistemas e pela adulteração de documentos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A pena é de 10 anos de prisão em regime inicial fechado, e tem como resultado a perda do mandato na Câmara.

A deputada, no entanto, fugiu do País antes do prazo para os recursos. Ela hoje está presa preventivamente na Itália, e aguarda a decisão das autoridades italianas sobre a sua extradição.

A votação em plenário na madrugada da quinta-feira, 11, contrariou a decisão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, que, na tarde desta quarta-feira, 10, tinha aprovado a cassação.

Zambelli participou por videoconferência da deliberação da CCJ e pediu que os parlamentares votassem contra a sua cassação, alegando ser inocente e sofrer perseguição política. "É na busca da verdadeira independência dos Poderes que eu peço que os senhores votem contra a minha cassação", disse.

No plenário, a defesa ficou com Fábio Pagnozzi, advogado da parlamentar, que fez um apelo para demover os deputados. "Falo para os deputados esquecerem a ideologia e agir como seres humanos. Poderiam ser o seus pais ou seus filhos numa situação dessas", afirmou. O filho da parlamentar, João Zambelli, acompanhou a votação. Ele completou 18 anos nesta quinta-feira.

O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), discursou pedindo pela cassação. "Estamos aqui para votar pela cassação que já deveria acontecer há muito tempo", disse.

O PL trabalhou para contornar a cassação, para esperar que Zambelli perca o mandato por faltas. Pela regra atual, ela mantém a elegibilidade nessa condição.

Caso tivesse o mandato cassado, ficaria o tempo de cumprimento da pena mais oito anos fora das urnas. Ela só poderia participar de uma eleição novamente depois de 2043. Estratégia similar foi feita com Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que deverá ter a perda do mandato decretada pela Mesa Diretora.

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