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ELEIÇÕES MUNICIPAIS

Grupo de quatro partidos quer 90% das prefeituras de Mato Grosso do Sul

PSDB, DEM, PSD e PP têm meta ousada e já querem pavimentar o caminho para 2022
24/09/2020 11:00 - Flávio Veras


Grupo de partidos aliados, formado pelo PSDB, PSD, Democratas e Progressistas, pretende conquistar 90% das prefeituras de Mato Grosso do Sul nas eleições municipais de 2020. 

A informação foi repassada por Sérgio de Paula, presidente estadual do PSDB – partido com o maior número de prefeitos no Estado, no comando de 47 prefeituras.  

Em entrevista ao Correio do Estado, Sérgio de Paula também informou quais as pretensões da sigla nestas eleições. 

O PSDB hoje é o maior partido do Estado, além de comandar 59,43% das prefeituras, governa MS com Reinaldo Azambuja, tem o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems), Paulo Corrêa, e a presidência da Câmara de Vereadores da Capital, com João Rocha, além de três deputados federais e cinco estaduais.  

Segundo ele, a expectativa do partido é continuar grande no Estado, elegendo o maior número de prefeitos e vice, bem como vereadores.

Um dos projetos para manter o posto de maior partido em 2022 começa neste ano. Em que pese ter ficado fora das cabeças de chapa em Campo Grande e em Dourados, o partido lançou 57 candidaturas a prefeito nos municípios de Mato Grosso do Sul.

 
 

Quanto ao número de candidatos a vereador, as novas regras da disputa, que impede coligações nas eleições proporcionais, levaram o PSDB a elevar o número de candidaturas neste pleito. Em 2016, foram 300 candidatos em todo o Estado, agora serão 1.024.  

“O PSDB pretende eleger de 38 a 45 prefeitos no Estado. Desse montante, temos boas chances de estar à frente das prefeituras de 8 dos 12 maiores colégios eleitorais do interior sul-mato-grossense. Dois exemplos são as reeleições com Marcelo Iunes, em Corumbá, e com Ângelo Guerreiro, em Três Lagoas, além de Naviraí e Nova Andradina. Caso seja confirmada essa nossa projeção, continuaremos com um bom espaço à mesa do cenário político de Mato Grosso do Sul, que poderá refletir no pleito de 2022”, projetou.

Sobre o número de candidatos a vereador e a prefeito, Sérgio de Paula falou da estratégia do partido. 

“Temos de trabalhar muito nestas eleições, pois o panorama mudou completamente. No entanto, temos o nosso maior cabo eleitoral, que é o governador Reinaldo, que tanto pode ajudar na conquista de um maior número de prefeitura como pode eleger uma proporção grande de vereadores”, revelou.

ELEIÇÕES DE 2022

Sobre a expectativa de eleger de 38 a 45 prefeitos neste ano, Sérgio de Paula afirmou que o espaço na mesa de negociação para eleger o futuro governador será grande.  

“Esse bloco de partidos aliados que eu citei, bem como nós, tivemos sabedoria e humildade, elegeremos o próximo governador. Pois já afirmei que poderemos fazer entre 85% e 90% de prefeitos este ano. Porém, briga de espaço lá na frente é natural, é do jogo democrático”, disse.

BIOSSEGURANÇA

Em virtude da pandemia de coronavírus, o presidente tucano afirma que esta eleição será totalmente diferente das outras, pois muitas cidades têm decretos que determinam que não pode haver aglomerações de até 9 pessoas.  

Sérgio de Paula também acredita que as redes sociais serão ainda mais decisivas. 

“Respeitamos todos os decretos municipais, pois cada prefeito tem autonomia para abrir ou não reuniões com muitas pessoas. Portanto, a campanha basicamente será on-line e nos lugares em que poderemos subir no palanque teremos a figura do nosso governo, pois nas eleições passadas, em que tínhamos índices de pesquisa abaixo de outros concorrentes, ele conseguiu mudar o cenário”, explicou.

CENÁRIO NACIONAL

Sobre a composição do cenário nacional em 2022, em que o PSDB caminha para lançar o governador de São Paulo, João Doria, à Presidência, Sérgio de Paula diz que defende candidatura própria do partido. 

Doria, porém, tem entrado em rota de colisão com o presidente Jair Bolsonaro, e ele também frisou que todo presidente sempre vem forte para reeleição.  

“Todo presidente candidato à reeleição no País vem forte, foi assim com Fernando Henrique Cardoso, Lula, Dilma e será com Bolsonaro. O auxílio emergencial aumentou muito o índice de aprovação dele, o que mudou muito o discurso. Antes da medida, ele tinha entre 35% e 40% de rejeição, hoje não tem 20%. Além disso, não saberemos no pós-pandemia qual direção o presidente tomará, pois ele poderá ser parte de uma coalizão de centro. No entanto, eu quero e acredito na candidatura de João Doria pelo nosso partido”, disse.

 

Felpuda


Comentários maldosos nos meios políticos dão conta que duas figurinhas que se rebelaram contra os próprios colegas poderão ficar no sereno político e, de forma indireta, serem personagens das próprias manifestações.

Um deles defendeu a redução do número de vereadores, e o outro disse ter vergonha de exercer o cargo. Agora enfrentam altos e baixos na campanha eleitoral.