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TRANSPARÊNCIA

Com interferência da Covid-19, deputados de MS economizam na cota parlamentar

Os oito representantes do Estado na Casa de Leis usaram R$ 4.475,68 da verba disponível
23/04/2020 09:50 - Ricardo Campos Jr


 

Com votação remota e atividades reduzidas, os gastos dos deputados federais reduziram drasticamente em abril, conforme prévia do mês disponível no Portal da Transparência do órgão. A bancada de Mato Grosso do Sul está entre as que mais conseguiu economizar com a cota parlamentar.

Os oito representantes do Estado na Casa de Leis usaram R$ 4.475,68 da verba disponível. Em março foram gastos R$ 170.640. As medidas para ajudar a conter o avanço da Covid-19 foram implementadas no dia 11 daquele mês, cancelando sessões solenes, visitação institucional e eventos de lideranças partidárias e frentes parlamentares.

 
 

Entre as unidades federativas com a mesma quantidade de parlamentares, Mato Grosso do Sul ocupa o quarto lugar no ranking dos menores gastos com a cota.

Rio Grande do Norte conseguiu economizar mais, usando R$ 1.508,40. Os deputados do Acre somam R$ 3.031,52 e os de Roraima, R$ 3.074,31.

Embora também conte com oito deputados federais, Rondônia usou R$ 29.391,45. Este foi o maior gasto entre os estados com quantidade semelhante de representantes.

São Paulo tem a maior quantidade de parlamentares na Câmara e, consequentemente, maior gasto: R$ 122.052,38.

A Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP) custeia as despesas do mandato, como passagens aéreas e conta de celular. Algumas são reembolsadas, como as com os Correios, e outras são pagas por débito automático, como a compra de passagens. O valor não utilizado em um mês acumula no outro.

ENTRE OS REPRESENTANTES

O Portal da Transparência não especifica os gastos mês a mês individualmente entre os parlamentares. No acumulado de 2020, Loester Trutis (PSL) já usou R$ 133.800,42. Maior parte desse montante destinado a consultorias, pesquisas e trabalhos técnicos.

Vander Loubet (PT) soma R$ 106.897,96 com a cota, dos quais R$ 62.800,00 foram destinados à divulgação da atividade parlamentar. Dagoberto Nogueira (PDT) gastou R$ 103.718,69 da verba disponível, R$ 31,2 mil para locação ou fretamento de veículos.

Deixando a casa das centenas de milhares, Beto Pereira (PSDB) registra gasto de R$ 86.483,57, dos quais R$ 30,6 mil com veículos e R$ 20,6 mil com publicidade.

Rose Modesto (PSDB) utilizou R$ 54.309,19 da cota. Do montante, R$ 18.520,14 para manutenção de escritório de apoio e R$ 12.597,75 com passagens aéreas.

Bia Cavassa (PSDB) soma R$ 50.968,25 em gastos da verba disponível, dos quais R$ 35,3 mil foram destinados à divulgação das atividades parlamentares e R$ 8 mil com combustível.

Luiz Ovando (PSL) tem um dos menores gastos com a cota: R$ 38.343,21. A maior parte (R$ 19.847,27) com montagem de escritório de apoio.

Fábio Trad (PSD) usou R$ 9.807,80 em 2020 até o momento, com R$ 9.807,80 destinados à divulgação da atividade parlamentar.

Felpuda


Alguns pré-candidatos que estão de olho em uma cadeira de vereador vêm apostando apenas nas redes sociais, esperançosos na conquistados votos suficientes para se elegerem. A maioria pede apoio financeiro para continuar mantendo suas respectivas páginas, frisando que não aceita dinheiro público ou de político, fazendo com que alguns se lembrem daquela famosa marchinha de carnaval: “Ei, você aí, me dá um dinheiro aí, me dá um dinheiro aí...”. Como diria vovó: “Essa gente perdeu o rumo e o prumo”.