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VEREADOR ELEITO

Combate à obesidade será uma das bandeiras de Jamal na Câmara Municipal

Médico urologista e ex-secretário, Jamal Salem volta para o seu quarto mandato de vereador
04/12/2020 10:00 - Flávio Veras


Ex-secretário de Saúde de Campo Grande e com três passagens pela Câmara Municipal, Jamal Salem (MDB) foi eleito neste ano e voltará a ocupar o cargo de vereador da Capital, após obter 3.367 votos nas eleições.

O experiente político ficou afastado por quatro anos do meio e diz que resolveu voltar à Câmara Municipal em virtude de um projeto de combate à obesidade que quer implementar no município. 

O problema da obesidade, segundo ele, é crônico e tira muitas vidas. Jamal é um dos 17 vereadores que não integram esta legislatura, mas que têm vaga garantida na próxima.  

Projeto

A preocupação do parlamentar tem embasamento. Segundo pesquisa divulgada no ano passado pelo Ministério da Saúde, 58% da população da cidade está com excesso de peso, ou seja, com índice de massa corporal acima do valor considerado normal pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

“A obesidade é uma patologia que pode desencadear diversas outras comorbidades, como diabetes, hipertensão ou mesmo problemas físicos, como no quadril e nos joelhos. Portanto, meu projeto pretende viabilizar um Centro de Saúde Saudável com diversos especialistas, como nutrólogos, nutricionistas, cardiologistas, entre outros. Acabei de fazer um mestrado em Nutrologia e os números de pessoas acima do peso na Capital me assustaram. Portanto, esta será a minha maior bandeira”, projetou.

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E complementou dizendo que “fora de um mandato eletivo seria muito difícil viabilizar esse tipo de projeto. Agora, vou tentar negociar com o prefeito Marcos Trad (PSD) uma forma de fazer esse tipo de atendimento, que pode ser de forma preventiva, para diminuir o número de pessoas que têm doenças crônicas e, consequentemente, as filas nos hospitais e postos de saúde”.

Eleições

Apesar da experiência de Jamal na política, esta foi a primeira vez em que ele passou por uma campanha com alteração na formação do coeficiente eleitoral.    

“Essa nova fórmula de votação fortalece os partidos, pois eles dependem deles mesmos para fazer uma bancada forte. Porém, sou a favor de uma reforma política mais ampla, para que diminua o número de siglas. Eu acredito que o País não precisaria de mais de oito legendas. Em relação à pandemia, ela atrapalhou muito todas as campanhas, pois não tivemos grandes comícios. Foi difícil saber o que o eleitorado esperava de nós e qual força tínhamos em uma determinada região. Entretanto, a pandemia serviu para mostrar o quanto as mídias sociais são importantes. Nós utilizamos todas as plataformas para chegar ao nosso eleitor e pretendo continuar em meu mandato”, disse.

Pandemia

Como ex-secretário de Saúde, Jamal avaliou as medidas de enfrentamento da Covid-19 feitas pela administração de Trad e Azambuja como positivas. No entanto, ele criticou a remoção do hospital de campanha instalado no Hospital Regional e também a remoção do ambulatório alocado no Parque Ayrton Senna.

“Essas estruturas não precisariam, de forma imediata, ser desmanchadas. Acredito que elas poderiam ser utilizadas para realização de mutirões da saúde, no pós-pandemia. Eles poderiam amenizar a fila para consultas, exames e cirurgias que existem hoje na Capital. Porém, as decisões dos gestores de remover essas estruturas foram equivocadas”, apontou.

Improbidade

Mesmo eleito, Jamal ainda não foi diplomado vereador, porém, já se vê em meio a um imbróglio jurídico. Ele foi condenado em primeira instância pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) por improbidade administrativa. 

Segundo uma ação civil pública promovida pelo Ministério Público Estadual (MPMS), o ex-secretário de Saúde é acusado de ser responsável por fraudes na folha de ponto do trabalho de servidores da saúde no ano de 2015.

Autor da sentença, o juiz Ariovaldo Nantes Corrêa, da 1ª Vara de Direitos Difusos de Campo Grande, ainda determinou que ele, além de outro indiciado, seja obrigado a ressarcir a administração pública em R$ 1,49 milhão em razão do prejuízo ao erário. 

Conforme a denúncia, gerentes das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) foram coagidos a assinarem a folha de frequência por oito horas trabalhadas, tendo, na verdade, trabalhado apenas seis horas.

Jamal afirmou que respeita a decisão da Justiça e o parecer do Ministério Público Estadual (MPMS), porém, ele acredita que a sentença não levou em conta provas documentais, mas, sim, as testemunhas.  

“Quando surgiu a denúncia, em 2015, as pessoas que me acusaram eram favoráveis ao prefeito da época, Alcides Bernal. Portanto, foi um ato político contra a minha gestão na Secretaria Municipal de Saúde (Sesau). O Judiciário não considerou os documentos assinados pela responsável do Recursos Humanos, mas, sim, apenas as testemunhas da acusação. No entanto, já recorri do processo e estou tranquilo, pois em breve minha defesa conseguirá reverter a atual sentença”, concluiu.