Política

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Copom eleva taxa básica de juros para 12,25% ao ano

Copom eleva taxa básica de juros para 12,25% ao ano

agência brasil

09/06/2011 - 08h55
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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) ajustou a taxa básica de juros (Selic) para 12,25% ao ano, índice que será mantido até a próxima reunião do colegiado de diretores do BC, agendada para os dias 19 e 20 de julho. A taxa anterior estava em 12%.

Foi a quarta reunião do Copom neste ano. Em todas, a Selic foi elevada, num total de 1,5 ponto percentual a mais no ano. A taxa fechou 2010 em 10,75% anuais. O índice definido na reunião de hoje ficou em linha com as expectativas da maioria dos analistas financeiros, como mostrou o boletim Focus, divulgado pelo BC na última segunda-feira (6).

Em comunicado sucinto, liberado logo depois da reunião, o Copom diz que “dando seguimento ao processo de ajuste gradual das condições monetárias, o Copom decidiu, por unanimidade, elevar a taxa Selic para 12,25% ao ano, sem viés. Considerando o balanço de riscos para a inflação, o ritmo ainda incerto de moderação da atividade doméstica, bem como a complexidade que envolve o ambiente internacional, o comitê entende que a implementação de ajustes das condições monetárias por um período suficientemente prolongado continua sendo a estratégia mais adequada para garantir a convergência da inflação para a meta em 2012."

A taxa básica de juros incide sobre os financiamentos diários lastreados por títulos públicos registrados no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic). Criada em 1979 para dar mais transparência à negociação de títulos públicos, a Selic também é usada como instrumento de controle da inflação. 

Guinada na Corte?

Substituto de Moraes no TSE, Mendonça defende "autocontenção" do Judiciário

Ministro do Tribunal Superior Eleitoral demonstrou como vai agir na corte durante congresso da OAB-MS em Campo Grande

24/05/2024 21h00

Ministro do STF, André Mendonça, durante Congresso de Direito Eleitoral em Campo Grande

Ministro do STF, André Mendonça, durante Congresso de Direito Eleitoral em Campo Grande Gerson Oliveira

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Novo membro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, disse que é um defensor da autocontenção do Poder Judiciário.

A declaração do ministro da Corte Suprema, indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ocorre em um momento em que a base do ex-presidente, que colocou Mendonça no STF, não economiza críticas ao Judiciário e aos processos dos quais Bolsonaro é réu.

O ex-presidente, inclusive, foi declarado inelegível pelo TSE em dois processos: um em que teria feito campanha antecipada durante as manifestações do 7 de setembro de 2022, e outro em que teria usado uma reunião com embaixadores em contexto de pré-campanha eleitoral. Mendonça chegou ao TSE ocupando a vaga do colega de corte que o bolsonarismo elegeu como algoz: o ministro do STF Alexandre de Moraes.

“O Judiciário tem limites. Penso eu que esses limites são trazidos à luz pela própria diferenciação de legitimação democrática do Judiciário”, disse Mendonça em Campo Grande (MS), durante o Congresso de Direito Eleitoral promovido pela Seccional Mato Grosso do Sul da Ordem dos Advogados do Brasil.

Ministro explica

Mendonça explica o conceito de autocontenção, que defende e que adotará durante sua passagem pelo Tribunal Superior Eleitoral, porque, ao contrário dos poderes Executivo e Legislativo, a investidura dos integrantes do Poder Judiciário se dá de maneira indireta.

“Nós, dos tribunais superiores, temos nossa legitimação democrática, mas também é indireta, porque a Constituição estabeleceu uma forma de ingresso, por indicação pelo presidente eleito democraticamente e avaliação pelo Senado Federal, também eleito democraticamente”, disse o ministro.

Mendonça também lembrou que, quando se trata de legitimidade, a legitimidade dos poderes Executivo e Legislativo é direta. “É o povo, esse dínamo, fonte de poder, que elege os representantes desses poderes diretamente.”

A justificativa sobre a autocontenção vai ao encontro das palavras utilizadas por Mendonça no início e no final da palestra. O ministro do STF indicado por Bolsonaro abriu o evento citando o artigo 1º da Constituição, afirmando que todo o poder emana do povo.

Ele encerrou afirmando que o conceito de democracia nos tempos atuais está renovado. “Se perguntassem em 1989 o que era democracia, a resposta seria ter direito a voto.”

Já hoje, segundo Mendonça, ao endossar a tese do autor norte-americano John Rawls, “a democracia demanda a garantia da liberdade de expressão, o livre acesso à informação e a liberdade de discurso.”

“Portanto, a democracia está diretamente relacionada ao nível e exercício da razão pública por todos os cidadãos. Assim, em definitivo, a Justiça Eleitoral deve garantir não apenas a lisura e a imparcialidade do poder eleitoral, mas também do debate de ideias”, afirmou Mendonça no evento da OAB em Campo Grande.

Homenagem

Durante o evento, o ministro do STF e membro do TSE foi homenageado pela OAB e ainda recebeu o título de cidadão sul-mato-grossense do presidente da Assembleia Legislativa, Gerson Claro (PP). 

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Eleições

ACM Neto: "Não faltará apoio e respaldo político a Rose Modesto"

Lideranças do União Brasil participaram do lançamento da pré-candidatura de Rose à prefeitura de Campo Grande

24/05/2024 20h02

ACM Neto, Rose Modesto e Antônio de Rueda

ACM Neto, Rose Modesto e Antônio de Rueda Gerson Oliveira

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O ex-prefeito de Salvador e uma das lideranças nacionais do União Brasil, ACM Neto, e o presidente nacional da legenda, Antônio de Rueda, participaram do lançamento da pré-candidatura da ex-deputada federal Rose Modesto à prefeitura de Campo Grande, na noite desta sexta-feira (24).

Na ocasião, ACM Neto se colocou à disposição para ajudar Rose a elaborar o plano de governo neste período de pré-candidatura, usando sua experiência em Salvador como exemplo. O ex-prefeito da capital baiana ainda afirmou que não faltará apoio.

"Não faltará apoio e respaldo político a Rose", disse ACM Neto, uma das maiores lideranças do União Brasil no momento.

Além de Neto e Rueda, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, cotado como possível presidenciável pelo partido em 2026, enviou um vídeo declarando apoio a Rose. No vídeo, Caiado falou de sua relação com Campo Grande e Mato Grosso do Sul, cidade e estado onde tem muitos amigos.

Rueda, no evento, que é responsável pela distribuição do fundo partidário do União Brasil nas eleições municipais em todo o Brasil, deu um sinal positivo para a candidatura de Rose Modesto. "Ela conta com o apoio de todo o partido", afirmou.

Rose, por sua vez, disse que irá adotar a marca do União Brasil, que é o foco na gestão. "Este será o nosso propósito, a boa gestão deve ser o foco, para que muitas situações problemáticas que temos hoje não continuem", disse.

Rose Modesto entrou de vez nos planos para disputar as eleições de outubro. Na semana passada, ela deixou a superintendência para o Desenvolvimento da Região Centro-Oeste (Sudeco), que controla uma carteira de investimentos de R$ 12 bilhões, para tentar realizar o sonho de ser prefeita de Campo Grande.

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