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VEREADOR ELEITO

Coringa promete efetivar políticas públicas de prevenção às drogas

Ele afirma que o primeiro mandato e a experiência como subsecretário lhe deram mais maturidade política
26/12/2020 13:00 - Flávio Veras


O ex-subsecretário de Defesa dos Direitos Humanos Ademar Vieira Júnior, conhecido politicamente como Coringa (PSD), foi eleito vereador em Campo Grande com 3.716 votos nas eleições municipais de 2020. Entre muitas bandeiras que pretende levantar durante os próximos quatro anos, Coringa afirmou que a principal é tentar fortalecer políticas públicas de enfrentamento à dependência química.  

Segundo ele, o mandato de vereador e a oportunidade de ser subsecretário da prefeitura lhe deram a experiência necessária para exercer essa nova legislatura de forma mais madura. “Passei pelo Legislativo Municipal e lá foi um grande aprendizado. Já como secretário, eu tive a oportunidade de saber como funciona o Poder Executivo, ou seja, eu tinha a caneta na mão e agora sei de que forma podemos tornar viáveis projetos importantes para a população”, explicou.  

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O vereador eleito falou que sua trajetória na política começou já no período escolar. Natural de Fátima do Sul, em 1983, com 5 anos, veio morar com a mãe, Dona Maria, em Campo Grande, no Bairro Vila Moreninha III. Ele contou que a decisão de vir para a “cidade grande” se deu porque seu pai foi para um garimpo e voltou apenas 17 anos depois. Para não passar necessidade, a mãe de 9 filhos decidiu morar na Capital.  

Já sobre sua trajetória na política, ele explicou que teve início aos 11 anos, quando já era representante de sala no colégio Vidal Roma. “Posteriormente, aos 15 anos, entrei para o Instituto Mirim e lá consegui um emprego na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). Na instituição, tive a oportunidade de conhecer o movimento estudantil, que na época lutava pela gratuidade do transporte público para os estudantes. Acompanhei esse movimento e passei a me interessar ainda mais pela política”, disse.

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Coringa revelou que aos 17 anos resolveu se candidatar a presidente de bairro. Apesar da pouca idade, foi vencedor daquele pleito e procurou trabalhar a consciência da população local sobre a necessidade de ter um representante da região na Câmara Municipal ou outras casas legislativas.  

Em 1998, foi candidato a deputado federal, porém, não saiu vitorioso. Já em 2000, tentou uma cadeira na Câmara Municipal, mas também saiu derrotado, persistiu e em 2012 foi eleito vereador, conquistando 3.127 votos. No entanto, quando disputou a reeleição, ele afirmou que foi prejudicado pela perda de votos de um de seus companheiros de legenda.  

“Fui eleito, porém, o fato de Delei Pinheiro ter sido considerado inelegível inviabilizou minha candidatura por conta do cálculo do coeficiente eleitoral. Mas essa derrota foi importante, pois fui convidado pelo prefeito Marcos Trad (PSD) para ser subsecretário dos Direitos Humanos e pude ver como funciona o Executivo. Além disso, dentro da autarquia tive a oportunidade de estar mais perto e desenvolver políticas voltadas às áreas sociais.  

O vereador eleito afirmou que projeta abordar diversos temas na nova legislatura, como direitos humanos, igualdade racial, defesa de pessoas com necessidades especiais, causa animal, entre outros. No entanto, apesar dessa gama de bandeiras que pretende levantar, Coringa afirmou que a principal será o enfrentamento à dependência química.  

“Dentro da subsecretaria, ampliamos o Programa de Ação Integrada e Continuada (Paic), que tem o objetivo de retirar os usuários em situação de rua, ou mesmo das famílias que não têm condições de pagar o tratamento, e levá-los até casas de recuperação. Agora, na Câmara, quero ampliar esse atendimento, provendo mais vagas sociais nesses locais, pois diversos desejam sair dessa vida, mas não têm condições psicológicas ou financeiras para arcar com esses custos”, disse.  

Dando seguimento a esse tipo de política, o parlamentar eleito falou que é preciso desenvolver ainda mais políticas de prevenção às drogas.  

“Em relação às crianças, devemos desenvolver palestras nas escolas e, por meio da cultura e do esporte, afastá-las desses ambientes tóxicos. Posteriormente, podemos desenvolver qualificação profissional, pois o jovem da periferia só quer uma oportunidade para não entrar nesse mundo. Na ponta, quando as pessoas já entraram no mundo das drogas, devemos levar o tratamento adequado para que elas se recuperem e voltem a integrar a sociedade”, concluiu.

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