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PLENÁRIO

'Pandemia nos levou vidas equivalentes a um atentado e meio de Hiroshima', diz Tebet

Além disso, a senadora afirmou que projeta ser presidida, ao invés de apenas presidir e prometeu que todos os parlamentares terão voz, caso seja eleita
01/02/2021 17:06 - Flávio Veras


A senadora e candidata à presidência do Senado, Simone Tebet (MDB), afirmou nesta segunda-feira (1º) que a pandemia do novo coronavírus (Covid-19) ceifou vidas ao equivalente de um atentado de Hiroshima e meio, que aconteceu na cidade japonesa, em agosto de 1945, durante a Segunda Guerra Mundial.  

A fala da senadora ocorreu durante seu discurso na tribuna da Casa de Leis, antes do início da eleição, sendo que dos seis senadores que fizeram pronunciamento, a senadora foi a única aplaudida pelos seus pares.

Fugindo do protocolo, Tebet pediu ao atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), que pudesse fazer uma referência às mais de 224 mil vítimas da Covid-19 no Brasil.  

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“Queria aproveitar o silêncio do plenário, que eu diria até catedrático, para fazer uma espécie de prece. Lembrar o silêncio e da voz mansa do senador Arolde de Oliveira (DEM), a quem o silêncio se fez eterno, vítima da pandemia. Para que ele seja o outro no nome dos quase 225 mil mortos por essa doença, que nos assolou e, só para se ter uma ideia da grandeza, ela corresponde a uma vez e meia o atentado a Hiroshima, aquela cidade que teve despejada uma bomba atômica que equivalia a 20 mil toneladas de dinamite, Que depois de tiradas as cinzas dos escombros, ali nasceram imediatamente flores silvestres. Portanto, é isso que nós esperamos nesse novo ano legislativo que se inicia amanhã”, projetou.

A senadora criticou um artigo da jornalista Elaine Cantanhêde, no jornal O Estado de São Paulo, onde em seu texto a colunista afirmou que “Tebet esperava como um sonho de verão, vencer uma eleição no Congresso Nacional na base de princípios e ideias”.  

Porém, a senadora rebateu o texto afirmando que “não deixei de acreditar que é possível, como continuarei acreditando, até o último dia em que viver, na grande do Senado Federal que essa é a Casa do princípio das ideias e ideais.”

A senadora falou sobre as pautas sociais, além de defender uma reforma da previdência mais justa, em contraponto a aprovada em 2019. E citando seu pai, o já falecido ex-senador Ramez Tebet, criticou a falta de diálogo dentro do Congresso Nacional, bem como na sociedade brasileira.

“Eu termino meu discurso citando meu pai. Palavras cansadas nesse mesmo pedacinho de  chão, palavras que ainda fazem eco neste salão, porque aqui vejo amigos e companheiros de longa data. Como disse meu pai, abre aspas ‘vi e aprendi que a disputa não se ganha elevando-se o tom, mais ou menos, como o som de um berrante, mas com a força do argumento. O Congresso Nacional, não é a Casa do radicalismo, o Congresso Nacional é a Casa dos embates do entendimento’, fecha aspas. Nessas palavras simples, ele nos dá uma lição de democracia que deve ser os pilares das casas legislativas do Brasil”, concluiu.