Política

Futuro

Crise política deve produzir renovação, dizem analistas

Previsão para o futuro político não é animadora devido aos vários escândalos de 2015

GABRIELA COUTO

04/01/2016 - 00h00
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As previsões para 2016 de quem atua na área política são as piores possíveis. Após um ano repleto de acontecimentos negativos tanto no cenário nacional quanto no local, a tendência é de que o ano que começa cheio de desafios para quem continua na função pública, ainda mais por se tratar de um ano de eleições municipais.

Para o advogado constitucionalista e ex-juiz eleitoral, André Borges Netto, o Brasil e Campo Grande estão indo para o buraco aceleradamente. “Eu espero me salvar. Estou muito preocupado negativamente. Só na época Collor me senti tão pra baixo como sinto agora. Será um ano perdido”, ressaltou. 

O especialista acredita que a presidente Dilma Rousseff (PT) deve cair o mais rápido possível. “Mas não acredito que ela sera cassada neste momento. Se não aparecer  nenhum caso contra ela dificilmente será cassada pelo congresso, que por sinal é presidido por dois criminosos. Pode ser que Dilma e o vice Temer responda por um processo muito grave das pedaladas fiscais e mentiras da campanha que está sendo julgado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Aí tem que haver uma nova eleição”. Em relação a Eduardo Cunha (PMDB-RJ) a expectativa de André é que ele saia. “Não dura mais dois meses. Ele tem aprontado  tanto que é bem provável que se afaste”. 

O prefeito Alcides Bernal deve permanecer no cargo. “A nossa Câmara Municipal não é das mais dinâmicas no aspecto fiscalizatório. Se fosse cumpridora dos aspectos legais já teria cassado novamente. Não tem nada diferente acontecendo e ele deve ficar. Não tem ninguém muito preocupado em ser um bom administrador”.

 Já sobre a eleição, o advogado acredita que a operação Coffee Break do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) deverá repercutir nas urnas. “É provável que a renovação na Câmara seja muito grande. A maior dificuldade dos vereadores será a reeleição. Eles foram muito expostos”. 

O advogado especialista em direito eleitoral, Valeriano Fontoura, também concorda que está complicado o cenário político. “O momento do impeachment já passou e não tem correlação suficiente para a saida de Dilma. É preciso um fato jurídico que justifique sua queda e mesmo com todo o desgaste sofrido o TSE vai fazer um julgamento jurídico e não político. Não existem provas concretas de ocorrência de abuso. As contas foram aprovadas”.

Quanto a Cunha, Valeriano também visualiza a queda do deputado iminente. “Cunha não permanece por muito tempo, até porque a base dele dentro da Câmara está esfalecendo e a fundamentação jurídica com relação ao conselho de ética existe”.

*A reportagem completa está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.

 

Apostas esportivas

CPI das apostas ouve empresas de rastreamento de fraudes esportivas

A iniciativa de convidar especialistas busca esclarecer como funcionam as tecnologias de monitoramento das partidas de futebol no Brasil e a forma como essas informações são repassadas aos clientes

18/06/2024 18h00

Apostas esportivas

Apostas esportivas Arquivo

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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Apostas, no Senado Federal, recebe hoje, às 14h, depoimentos de representantes de empresas especializadas em coleta e análise de dados esportivos. Esses dados são cruciais para casas de apostas e federações esportivas monitorarem a integridade das competições.

Entre os convidados estão Felippe Marchetti, gerente de Integridade da Sportradar, e Thiago Horta Barbosa, chefe de Integridade para a América Latina da Genius Sports. A iniciativa de convidar esses especialistas partiu do relator da comissão, senador Romário (PL-RJ), com o objetivo de esclarecer como funcionam as tecnologias de monitoramento das partidas de futebol no Brasil e a forma como essas informações são repassadas aos clientes.

A Sportradar mantém contratos com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e com a Federação Internacional de Futebol (Fifa) para monitorar diversos campeonatos no país. A empresa também presta serviços para várias casas de apostas esportivas, reforçando a importância do seu papel na prevenção de fraudes.

A CPI das Apostas já coletou depoimentos de figuras importantes do futebol, como John Textor, presidente da Sociedade Anônima de Futebol (SAF) do Botafogo, Leila Pereira, presidente do Palmeiras, e Glauber do Amaral Cunha, árbitro acusado de manipulação de resultados.

*Com informações de Folhapress

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Proposta

Reestruturação de cargos no TCE-MS terá impacto de R$ 15 milhões em folha

Corte de contas enviou projeto de lei para a Assembleia Legislativa criando 43 cargos e funções de confiança e equiparando salários do MPC com os do tribunal

18/06/2024 16h32

Tribunal de Contas de MS vai criar novos cargos

Tribunal de Contas de MS vai criar novos cargos Gerson Oliveira

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O Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul (TCE-MS) enviou à Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul um projeto de lei que cria novas funções de confiança, equipara a remuneração de funções do Ministério Público de Contas com as do TCE-MS e cria novos cargos em comissão.

Ao todo, o impacto será de pouco mais de R$ 15 milhões na folha de pagamento do órgão público, caso as mudanças propostas sejam aprovadas pelos deputados estaduais.

Entre as alterações na política de cargos e carreiras no quadro de pessoal do Tribunal de Contas estão a criação de 20 cargos em comissão, sendo que 14 deles têm remuneração acima de R$ 32,19 mil.

Os novos cargos na mais alta faixa salarial são os de chefe de privacidade e proteção de dados (1), chefe de gabinete para conselheiros substitutos (3) e chefe de tecnologia da informação (4).

Além disso, há sete cargos com salário de R$ 21,5 mil: três assessores de conselheiros substitutos e quatro técnicos de informática.

O Correio do Estado apurou que os cargos de assessores de conselheiros substitutos foram uma forma encontrada pela administração para não travar a corte de contas, uma vez que os conselheiros Waldir Neves, Ronaldo Chadid e Iran Coelho das Neves estão afastados há um ano e meio de suas funções devido a acusações de crimes como peculato (desvio de dinheiro público), corrupção e fraude em licitação.

Também há reestruturação na carreira. Atualmente, sete cargos com a rubrica TCDS 101 passarão a ter a rubrica TCDS 100, o que significa um aumento salarial de R$ 31.188,60 para R$ 34.677,52. Um único cargo TCDS 100 subirá para uma nova rubrica, a TCDS 001, e a remuneração de referência aumentará de R$ 34.677,52 para R$ 38.145,77.

O projeto ainda cria 23 novas funções de confiança, a um custo anual de R$ 5,8 milhões. São três cargos com salário de R$ 20,8 mil, 13 de R$ 15,2 mil, cinco de R$ 10,2 mil e dois de R$ 4,5 mil.

Mesmo com as mudanças, o Tribunal de Contas alega ter margem para os novos cargos. Atualmente, o impacto sobre a receita corrente líquida (RCL) de Mato Grosso do Sul da folha de pagamento do TCE-MS é de 0,99%. Com os novos cargos, irá para 1,06%.

Entre as justificativas expostas estão a complexidade exigida pelos cargos (são cargos de auditoria, em que profissionais são bem pagos na iniciativa privada), a busca pela equidade salarial dentro do órgão, o atendimento às crescentes demandas apresentadas pelo TCE-MS e novas demandas como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), entre outras.

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