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ELEIÇÕES 2020

De olho em campanha, deputado deve deixar liderança do governo

Parlamentar José Carlos Barbosa pretende disputar o Executivo municipal de Dourados
11/01/2020 10:00 - YARIMA MECCHI


 

Com a pretensão de disputar a Prefeitura Municipal de Dourados no pleito de outubro, o deputado estadual José Carlos Barbosa (DEM) - o Barbosinha - deve deixar a responsabilidade de ser líder do governo Reinaldo Azambuja (PSDB) na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso do Sul (Alems). 

De acordo com o parlamentar, quando aceitou assumir o papel no primeiro ano do segundo mandato de Azambuja, ele avisou que não continuaria em 2020. O desafio do governo agora é encontrar alguém que substitua o democrata. 
“Eu anunciei no ano passado que não seria mais líder. Que seria só no ano passado, já prevendo o trabalho que eu vou ter em Dourados”, explicou o deputado. 

De acordo com o parlamentar o cargo necessita de disponibilidade e como vai estar em campanha, fica inviável conciliar os compromissos como deputado, candidato e líder do governo. A expectativa é que o governo decida sua sucessor no começo de fevereiro. 

“A liderança ocupa muito tempo, conhecimento de projeto do governo, articulação, aprovação. Papel do líder é um papel árduo, tem que conhecer os projetos e defender, envolve muito tempo. Acho que minha cota já foi. Ele [Reinaldo Azambuja] deve fazer isso no início do ano legislativo”. 

Nos bastidores políticos os nomes levantados para ocuparem o cargo são dos deputados Lídio Lopes (Patriota), Gerson Claro (PP), Eduardo Rocha (MDB) e Rinaldo Modesto (PSDB). 

Lídio é marido da atual primeira-dama de Campo Grande e foi presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da ALEMS durante 2019. 

A expectativa para a campanha é que PSDB e PSD se unam em uma chapa, buscando a reeleição de Marcos Trad (PSD) e os tucanos indicando o nome do vice, fato que poderia inviabilizar Lídio como líder. 

Procurado pela reportagem o deputado disse que pretende ficar na comissão e não teria a pretensão de ser líder de governo. Ele destacou que não foi procurado e que as conversas devem acontecer no próximo mês. 

O progressista Gerson Claro  também alega que não foi consultado sobre assumir o posto de Barbosinha, porém afirma que “não foge de desafio”. “A liderança tem que ser construída para criar uma maioria. Para ser líder tem que ter anuência dos pares”, ressaltou.

Com relação às comissões, Gerson disse que pretende continuar na CCJ, mesmo como membro, mas ressaltou que a decisão não depende dele. “Eu acho que a minha profissão me ajudou. Se for sobre esse ponto de vista contribui para as comissões de orçamento, planejamento. Esse ano quero presidir uma comissão e mostrar o trabalho. Na educação pelo menos como membro”.

O emedemista Eduardo Rocha também alegou que não foi consultado sobre a  possibilidade de ser líder de governo. O MDB deve concorrer a Prefeitura Municipal de Campo Grande e disputar contra o PSDB.  

O tucano Rinaldo Modesto, apesar de ser da sigla do governador, não teve um 2019 de boas relações no ninho e o fato deve se acirrar em 2020. Modesto chegou a votar contra projetos importantes do Executivo, como a redução dos salários de professores e sua irmã e deputada federal Rose Modesto pretende disputar a eleição de 2020. 

Rinaldo afirmou diversas vezes que o acordo  de apoio para a reeleição de Marcos Trad não foi feito pelo PSDB, mas apenas pelo governador. 

GOVERNO 

O secretário de articulação política de Reinaldo Azambuja e presidente do PSDB-MS, Sérgio de Paula, já havia declarado que Barbosinha não continuaria como líder do governo por conta da disputa eleitoral em Dourados, que deve ter como representante tucana o também deputado estadual, Marçal Filho. 

Felpuda


Comentários maldosos nos meios políticos dão conta que duas figurinhas que se rebelaram contra os próprios colegas poderão ficar no sereno político e, de forma indireta, serem personagens das próprias manifestações.

Um deles defendeu a redução do número de vereadores, e o outro disse ter vergonha de exercer o cargo. Agora enfrentam altos e baixos na campanha eleitoral.