Política

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De olho na dança de MS

De olho na dança de MS

Redação

05/06/2010 - 20h28
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Thiago Andrade

A dança tem se mostrado como um dos mais férteis campos das artes em Campo Grande. Espetáculos de qualidade são desenvolvidos pelos numerosos grupos que nasceram e se fixaram na Capital. Contudo, a escolha de apenas um trabalho para a mostra competitiva do 28º Festival de Dança de Joinville, que acontecerá entre 21 e 31 de julho, aponta para outro caminho.

“De todo íntimo”, da Arara Azul – Cia. de Dança Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), foi o único selecionado entre os mais de 20 trabalhos enviados. “Não tenho dúvidas da qualidade da dança produzida aqui em Campo Grande, mas talvez seja o momento de rever onde estamos acertando e errando”, defende Chico Neller, diretor e coreógrafo da companhia.

Além dessa, outras 12 coreografias de quatro grupos da Capital, inclusive a Arara Azul, e um de Corumbá foram selecionadas para apresentações nos Palcos Abertos, que serão espalhados por toda a cidade. “Embora não estejamos entre os classificados da Mostra Competitiva, a oportunidade de encenar nossos espetáculos em outra cidade, para os mais variados públicos, é bastante empolgante”, aponta Patrícia de Almeida, diretora, junto com a irmã, do Estúdio de Dança Beatriz de Almeida. A escola classificou quatro coreografias, todas de balé clássico.

Segundo a organização do festival, 1,8 mil coreografias foram inscritas, das quais 255, de 133 grupos, participarão da Mostra Competitiva. Já nos Palcos Abertos serão apresentadas 565 coreografias de 21 Estados, além da Argentina, Peru e Paraguai. De Mato Grosso do Sul, fora os grupos citados, classificaram-se Zoe Escola de Dança, Cia. Dançar, ambas de Campo Grande, e Escola de Artes Moinho Cultural Sul-Americano, de Corumbá.

Apoio
Uma das maiores dificuldades enfrentadas pelos grupos para participar do Festival de Dança de Joinville é o custo para deslocamento de Campo Grande até a cidade catarinense. “Não vamos pela falta de apoio. Se tivéssemos nos classificado para a mostra competitiva, como aconteceu ano passado, tentaríamos ir”, explica Sabrina Aguilella, diretora da Zoe Escola de Dança junto de André Souza. Por enquanto, o grupo aguarda o resultado do Festival de Dança de Catanduva.

No caso da Cia. de Dança da UCDB, o apoio é oferecido pela universidade. Contudo, a Cia. Dançar, outra companhia dirigida por Chico Neller, que nasceu de uma parceria entre a Prefeitura Municipal de Campo Grande e o Ginga Cia. de Dança, não irá para o festival. “Vou levar apenas o espetáculo para a mostra competitiva em razão dos custos”, pontua o diretor e coreógrafo.

Festival
Com sua primeira edição realizada em julho de 1983, o Festival de Dança de Joinville fixou-se como um dos principais e maiores espaços para a arte no País. Grande vitrine da produção artística no campo da dança, o festival já recebeu em seus palcos bailarinos de renome internacional como Mikhail Baryshnikov. Além da Mostra Competitiva e dos Palcos Abertos, as companhias de todo o País podem participar das mostras Meia Ponta, para bailarinos de 10 a 12 anos, e da Mostra Contemporânea de Dança, além de seminários, cursos e oficinas. Para obter outras informações: www.festivaldedanca.com.br.

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Comissão do Senado cria grupo de trabalho para acompanhar investigação do Banco Master

Segundo o despacho, os membros do grupo poderão realizar e sistematizar atos como requerimentos de convocação de envolvidos e autoridades

15/01/2026 21h00

Crédito: Leonardo de Sá / Agência Brasil

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A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado criou um grupo de trabalho para acompanhar as investigações envolvendo o Banco Master. A criação da comissão paralela foi assinada nesta quinta-feira, 15, pelo presidente do colegiado, Renan Calheiros (MDB-AL).

Segundo o despacho, os membros do grupo poderão realizar e sistematizar atos como requerimentos de convocação de envolvidos e autoridades, pedidos de informação e apresentação de propostas legislativas relacionadas ao tema.

A comissão será composta por sete senadores, dos quais quatro são governistas ou próximos ao governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e dois são de oposição: Fernando Farias (MDB-AL), Eduardo Braga (MDB-AM), Esperidião Amim (PP-SC), Randolfe Rodrigues (PT-AP), Alessandro Vieira (MDB-SE), Leila Barros (PDT-DF) e Damares Alves (Republicanos-DF).

Há duas senadoras do Distrito Federal - Leila Barros e Damares Alves -, de onde partiu a oferta de compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB), rejeitada pelo Banco Central.

A criação foi anunciada um dia após a segunda operação da PF que mirou o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, liquidado pelo Banco Central, parentes dele e outros empresários

Renan Calheiros justificou a criação do grupo considerando as competências da CAE e "a gravidade dos fatos noticiados pela mídia e das investigações em curso da Polícia Federal, as deliberações do Banco Central e do Tribunal de Contas da União, relacionadas a irregularidades atribuídas ao Banco Master".

Parlamentares começaram a coletar assinaturas para a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) sobre o Caso Master no Congresso e dizem já ter assinaturas para a instalação, que depende do aval do presente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP).

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Carlos critica destino de 40 smart TVs a presídios após PGR ser contra aparelho para Bolsonaro

A manifestação ocorreu um dia após o procurador-geral da República, Paulo Gonet, se posicionar contra o pedido da defesa do ex-presidente

15/01/2026 19h00

Crédito: Tânia Rêgo / Agência Brasil

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O ex-vereador do Rio Carlos Bolsonaro (PL-SC) criticou nesta quarta-feira, 14, a decisão do governo federal de destinar 40 smart TVs à unidades do sistema penitenciário federal como parte de um programa de exibição de filmes e atividades culturais para presos de presídios de segurança máxima.

A manifestação ocorreu um dia após o procurador-geral da República, Paulo Gonet, se posicionar contra o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para que ele tenha acesso a uma smart TV enquanto está detido na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. O parecer foi encaminhado ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que ainda decidirá sobre o requerimento.

Em publicação nas redes sociais, Carlos ironizou a situação ao compartilhar um vídeo em que o vereador de Vitória (ES) Dárcio Bracarense (PL) comenta a negativa da PGR. Na gravação, o parlamentar afirma: "Paulo Gonet nega smart TV para Bolsonaro por conta do risco de ele acessar redes sociais. É inacreditável este País. Em presídios de segurança máxima, os criminosos mais perigosos do País vão ter TVs com acesso à internet".

Os equipamentos não ficarão nas celas nem serão de uso individual dos presos. As smart TVs serão utilizadas exclusivamente em sessões coletivas, e os aparelhos serão previamente configurados com restrições técnicas rigorosas, sem acesso à internet. A seleção dos conteúdos caberá à Divisão de Reabilitação, com análise da Divisão de Segurança e Disciplina e aprovação do Conselho Disciplinar de cada unidade.

A defesa de Bolsonaro também pediu autorização para assistência religiosa e para a remição de pena por meio da leitura, dois pontos que receberam parecer favorável do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Críticas às condições de detenção de Bolsonaro

A manifestação ocorre em meio às queixas recorrentes do ex-vereador sobre as condições de custódia do pai. Bolsonaro cumpre pena na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, e Carlos tem usado as redes sociais para expressar insatisfação com o tratamento dado ao ex-presidente.

Nos últimos dias, o ex-vereador criticou o fato de a PF ter fornecido protetores auriculares ao pai em vez de resolver a origem do ruído na cela. Segundo a CNN Brasil, a corporação começou nesta semana a desligar a central de ar-condicionado que fica ao lado do local onde Bolsonaro está preso.

No domingo, Carlos publicou uma foto do pai de costas e informou que ele estaria apresentando crises de vômito. Diante do quadro de saúde, a defesa voltou a pedir ao STF a concessão de prisão domiciliar humanitária. Os advogados citaram a queda sofrida por Bolsonaro em 6 de janeiro e afirmaram que o episódio altera as circunstâncias em relação ao último pedido de domiciliar, que havia sido negado por Moraes.

Na semana passada, Carlos também afirmou que Bolsonaro está detido em uma sala "insalubre e molhada de cerca de oito metros quadrados" e disse ter levado um novo rádio de pilha ao pai durante uma visita. "O presenteei com um novo rádio de pilha, para que ao menos possa escutar algumas estações, pois o anterior não funcionava direito, e visto que não tem nem uma pequena TV com capacidade para assistir a um canal do YouTube e acompanhar notícias e outras informações", escreveu.
 

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