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PRESO EM CAMPO GRANDE

Defesa diz que jornalista bolsonarista é preso político e vítima de censura

Oswaldo Eustáquio foi preso nesta sexta-feira em Campo Grande
26/06/2020 17:05 - Fábio Oruê, Glaucea Vaccari


 

Jornalista bolsonarista Oswaldo Eustáquio, preso nesta sexta-feira (26) em Campo Grande, alega ser vítima de censura e preso político, segundo informaram ao Correio do Estado os advogados que o representam, Leonardo Figueiró e Marcos Caldeira.

Os advogados estiveram na tarde de hoje na Superintendência da Polícia Federal para falar com o cliente e se inteirar sobre o inquérito, mas ainda não tiveram acesso à representação e afirmam desconhecer o motivo da prisão.

Oswaldo Eustáquio, famoso por sua defesa a Bolsonaro,  já foi alvo de mandados de busca e apreensão há duas semanas, em operação que faz parte de inquérito que apura atos antidemocráticos, como ataques à sede do STF, em Brasília.

“É um dos únicos jornalistas presos no mundo por conta da censura. Ele está sendo preso político , porque declarou que estava indo para São Paulo se manifestar contra as prisões arbitrárias que foram feitas por manifestantes em frente a casa do ministro Alexandre de Moraes, então ele entende que ele está sendo preso por conta disso. Ele quer reforçar que é um dos únicos jornalistas presos no exercício da sua profissão”, disse Figueiró.

Prisões que os advogados citam são dos apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, Antonio Carlos Bronzeri e Jurandir Alencar, pelos crimes de desobediência, descumprimento de medida sanitária preventiva e incitação ao crime. Eles faziam parte de grupo que, com cartazes e caixas de som, gritaram ofensas contra Alexandre de Moraes e palavras de ordem contra o Supremo em frente ao prédio do ministro, em São Paulo.

“O ministro impediu que ele fosse a São Paulo defender Jurandir e Bronze que estão presos há 40 dias”, acredita o advogado.

Ainda segundo os advogados, ele estava em Campo Grande de passagem por questões familiares e não estava tentando fugir de país.

“Ele foi visitar a tia dele [no Paraguai]. O pai dele é de Aquidauana, a mãe é paraguaia. A mãe faleceu recentemente e ele foi visitar essa tia que era irmã da mãe dele. Todo mundo estava sabendo, ele estava postando diariamente  isso, ou seja, não tinha como fugir, não era intenção dele fugir de lugar nenhum, tanto que estava dando ampla divulgação para isso. Ele avisou que voltaria para Campo Grande, após aqui iria para São Paulo, estava todo mundo sabendo disso”, explicou Caldeira.

Nesta sexta-feira, Eustáquio publicou vídeo na cidade de Pedro Juan Caballero, fronteira com Ponta Porã e, no Twitter, durante essa semana, ele disse que estava no Mato Grosso do Sul e no Paraguai para fazer um trabalho investigativo.  

O jornalista continua preso em cumprimento do mandado de prisão temporária, que vale por cinco dias, podendo ser prorrogada.

Figueiró afirma que ele será levado para Brasília por uma equipe da Polícia Federal da capital federal que está no Mato Grosso do Sul por conta de operação realizada em Ponta Porã.  

 
 

Felpuda


Alguns pré-candidatos que estão de olho em uma cadeira de vereador vêm apostando apenas nas redes sociais, esperançosos na conquistados votos suficientes para se elegerem. A maioria pede apoio financeiro para continuar mantendo suas respectivas páginas, frisando que não aceita dinheiro público ou de político, fazendo com que alguns se lembrem daquela famosa marchinha de carnaval: “Ei, você aí, me dá um dinheiro aí, me dá um dinheiro aí...”. Como diria vovó: “Essa gente perdeu o rumo e o prumo”.