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COBRANÇA

Intervenção na UFGD completa dois anos e deputados cobram governo federal

O professor Etienne Biasotto foi eleito reitor, mas não pode assumir o cargo após interferência do Ministério da Educação
06/04/2021 14:10 - Flávio Veras


Completou, no último dia 12 de março, a intervenção do governo federal na Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD). Na época, o professor Etienne Biasotto foi eleito reitor da instituição, porém não assumiu o cargo, sendo Mirlene Ferreira Macedo Damázio nomeada em seu lugar.  

Recentemente, a história ganhou mais um capítulo. A então interventora da instituição foi substituída pelo outro docente Lino Sanabria, sem que houvesse eleição.  

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Fato, gerou indignação dos deputados estaduais e foi relatado a sessão da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul desta terça-feira (6). Os parlamentares cobraram o governo federal por uma solução, que obedeça a autonomia da universidade.  

“A UFGD, tão importante para o desenvolvimento de Mato Grosso do Sul e do Brasil, há dois anos sofreu intervenção. Agora, surpreendentemente, a intervenção sofreu intervenção. Algo inusitado e lamentável. O maior ataque à autonomia universitária e um total desrespeito ao processo eleitoral”, disse o deputado Barbosinha (DEM).

O parlamentar explicou ainda que, por meio do voto, os estudantes, técnicos e professores e professoras legitimaram o professor Etienne para exercer a função de reitor.  

Ele ficou em primeiro lugar na lista tríplice que foi enviada ao Ministério da Educação, obedecendo à legislação.

“Faço uma rogativa à bancada federal e ao presidente da República que respeite a autonomia universitária e coloque na reitoria aquele que foi legitimamente eleito”, afirmou.

Os deputados Professor Rinaldo (PSDB) e Lidio Lopes (PATRI) lamentaram a situação da UFGD e também cobraram providências por parte da União.

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