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REPRESENTANTES

Deputados federais de MS custaram R$ 13,1 milhões aos cofres públicos

Despesas com aluguel de carro, promoção pessoal na internet e escritório de apoio chegaram a R$ 2,08 milhões
05/01/2021 09:00 - Eduardo Miranda, Flávio Veras


Em 2020, os oito deputados federais custaram aos cofres públicos um total de R$ 13.193.458,84. A quantia consta no Portal da Transparência da Câmara, e a soma tem origem no salário dos deputados, nas cotas parlamentares, no auxílio-moradia e no custo para manutenção dos gabinetes.

O maior volume de recursos gastos é na manutenção dos gabinetes: R$ 7,58 milhões. A soma dos salários de R$ 33.763,00 de cada deputado resultou, no ano, em uma despesa de 3,42 milhões.

Já a despesa com auxílio-moradia, para os três deputados que não usam os apartamentos funcionais, foi de R$ 89 mil, e o gasto com cota parlamentar, aquela utilizada para pagar pela promoção pessoal dos parlamentares nas redes sociais, passagens aéreas, aluguel de carros, combustível, entre outros gastos cotidianos, foi de R$ 2,089 milhões.

O gasto da cota parlamentar foi inferior ao do ano de 2019, quando o valor desembolsado pela Câmara com os deputados de Mato Grosso do Sul foi de R$ 2,7 milhões. A diferença ocorre, sobretudo, na redução de gastos com passagens aéreas, que caíram de R$ 588 mil no primeiro ano do mandato deles, para R$ 118 mil no ano passado.

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Só de divulgação das atividades parlamentares, os oito deputados federais de MS usaram R$ 588,6 mil da cota parlamentar. Em 2019, os deputados gastaram R$ 704,7 mil nesta categoria de despesa.

A locação de automóveis pela bancada federal consumiu R$ 455 mil dos cofres da Câmara em 2020, enquanto no ano anterior foi de R$ 328 mil.

A manutenção de escritórios de apoio foi a terceira maior causa de gastos pelos parlamentares: consumiu R$ 403 mil.

O recorde de gasto deste recurso ficou para o mês de fevereiro, quando os parlamentares utilizaram R$ 284.531,45. Em seguida aparece o mês de março, com R$ 210.763,98 e janeiro, com R$ 202.396,00, respectivamente. Nos três primeiros meses de 2020, o País enfrentou o início da pandemia do novo coronavírus (Covid-19).