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CORRUPÇÃO

CNJ vai vasculhar celular de desembargadora suspeita de trocar mensagens com criminosos

Tânia Garcia Borges foi afastada de suas funções no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul em outubro de 2018
10/02/2021 11:09 - Rafaela Moreira


Ao retomar o julgamento da desembargadora afastada Tânia Garcia de Freitas Borges, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) analisa a possibilidade de realizar perícia no telefone celular da suspeita. 

A desembargadora é acusada de interferir em julgamento de turma do TJMS em troca de vantagens indevidas. A suposta atuação foi exposta na Operação Oiketikus, desencadeada em 2018 e que combate a máfia do cigarro contrabandeado, grupo criminoso que também conta, conforme o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com a participação de oficiais da Polícia Militar, como o tenente-coronel Admilson Cristaldo.  

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De acordo com a conselheira Candice Jobim, a desembargadora informou que não tinha Telegram, aplicativo usado nos diálogos sob suspeita. “De fato, eu realmente acho que é uma prova absolutamente necessária para o deslinde do feito”. 

Tânia está afastada da presidência do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), desde 8 de outubro de 2018, a magistrada começou a ser julgada no dia 23 de novembro do ano passado. 

O relator Henrique Àvila acolheu o voto pela realização de diligência de perícia no celular e concordou com a conselheira sobre a necessidade de novas diligências para garantir a ampla defesa.

 A defesa da desembargadora nega as acusações e tem convicção de que ela será absolvida após o processo. 

“CNJ finalmente compreendeu que a prova até agora colhida no processo é insuficiente para um julgamento tecnicamente correto, acolhendo-se pleito formulado inúmeras vezes pela defesa, o que permitirá que essa querida magistrada tenha um julgamento justo, algo que a Constituição garante a absolutamente todos, sem exceção”, destacou o advogado de defesa, André Borges.

OUTRO PROCESSO

Uma outra decisão do Conselho Nacional de Justiça também afasta Tânia Garcia de Freitas Borges de suas funções como desembargadora. Ela é acusada de utilizar seu cargo para agilizar o cumprimento de um habeas corpus contra seu filho, Breno Fernando Solon Borges, acusado de tráfico de drogas. 

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