Política

Eleonora Menicucci

Dilma escolhe companheira de prisão para ser Ministra

Dilma escolhe companheira de prisão para ser Ministra

r7

07/02/2012 - 00h01
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A ministra Iriny Lopes, da Secretaria Especial de Políticas para Mulheres, anunciou nesta segunda-feira (6) que vai deixar o governo. Iriny é pré-candidata à prefeitura de Vitória. Seu lugar será ocupado pela socióloga Eleonora Menicucci de Oliveira. A informação foi confirmada em nota divulgada pela Presidência da República.

Eleonora é professora e pró-reitora da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e amiga da presidente Dilma Rousseff. As duas chegaram a dividir uma cela na década de 1970, no presídio Tiradentes, conhecido por Torre das Donzelas, que abrigava prisioneiras políticas durante o regime militar.

De acordo com a nota da Presidência, “depois de dar relevante contribuição ao governo, a ministra será substituída na pasta pela socióloga e professora Elenoroa Menicucci de Oliveira. A presidente da República, Dilma Rousseff, agradece a dedicação de Iriny Lopes ao longo desse período e lhe deseja boa sorte em seus futuros projetos. A presidente deseja, ainda ,sucesso a Eleonora em suas novas funções à frente da secretaria responsável por políticas que têm contribuído para melhorar a vida das brasileiras.”

Com a saída de Iriny, já somam 13 os ministérios que tiveram seus titulares trocados desde o início do governo Dilma. A agora ex-ministra, no entanto, entra no seleto rol daqueles que não viram seus nomes envolvidos em suspeitas de irregularidades.

Além de Iriny, fazem parte da lista Luiz Sérgio e Ideli Salvatti, que fizeram uma dança das cadeiras entre a Secretaria da Pesca e a de Relações Institucionais, Nelson Jobim, que saiu da Defesa, e Fernando Haddad, que deixou a Educação para concorrer à prefeitura de São Paulo e viu Aloizio Mercadante substituí-lo.

Na outra ponta, daqueles que tiveram de renunciar sob suspeitas, constam Antonio Palocci (Casa Civil), Alfredo Nascimento (Transportes), Wagner Rossi (Agricultura), Pedro Novais (Turismo), Orlando Silva (Esporte), Carlos Lupi (Trabalho) e Mário Negromonte (Cidades).

Tortura

Eleonora Menicucci de Oliveira, 67 anos, nasceu em Lavras, Minas Gerais. Ela é professora de Ciências Humanas em Saúde da Universidade Federal de São Paulo e atua principalmente com os temas relacionados a direitos reprodutivos, saúde integral da mulher, violência doméstica e sexual, aborto, direitos humanos e políticas públicas de saúde.

Graduada em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Minas Gerais, Eleonora tem mestrado em Sociologia pela Universidade Federal da Paraíba, doutorado em Ciência Política pela Universidade de São Paulo e livre docência em Saúde Coletiva pela Faculdade de Saúde Pública da USP. Fez pós-doutorado em saúde e trabalho das mulheres na Facultá de Medicina della Universitá Degli Studi Di Milano, na Itália.

Eleonora militava na esquerda desde 1964, primeiro no PCB (Partido Comunista Brasileiro) e depois no POC (Partido Operário Comunista). Em julho de 1971, foi presa e torturada no DOI-CODI (Destacamento de Operações de Informações - Centro de Operações de Defesa Interna), onde ficou até 1974.

Foi nesse período, já na Torre das Donzelas, que reencontrou Dilma. As duas já se conheciam desde a época em que militavam em Belo Horizonte, mas foi no presídio Tiradentes que estreitaram a amizade. Foi também ali que viu sua filha, Maria, de apenas 1 ano e 10 meses, ser torturada pelos militares.

Internacional

Trump diz que EUA não vão liberar ativos nem afrouxar sanções em acordo inicial com Irã

Trump enfatizou que qualquer alívio financeiro só será discutido em um momento posterior

07/06/2026 21h00

Presidente dos Estados Unidos da América, Donaldo Trump

Presidente dos Estados Unidos da América, Donaldo Trump Foto: Arquivo

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Em entrevista concedida ao programa Meet the Press, da rede de televisão americana NBC News, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o governo americano não vai liberar ativos financeiros congelados nem afrouxar as sanções econômicas contra o Irã em nenhum eventual acordo inicial para encerrar a guerra entre os dois países. Trump enfatizou que qualquer alívio financeiro só será discutido em um momento posterior, caso as autoridades de Teerã demonstrem conformidade e bom comportamento.

O líder republicano criticou duramente as gestões anteriores, mencionando o pacto assinado pelo ex-presidente Barack Obama, que envolveu o envio de dinheiro em espécie aos iranianos. “Sob a minha liderança, o desfecho será muito mais favorável aos interesses de segurança de Washington”, disse o presidente.

O chefe do Executivo detalhou que os dois países estão muito próximos de assinar um pacto definitivo para cessar as hostilidades, mas revelou que a diplomacia americana exige termos ainda mais severos contra o que chamou de planos atômicos de Teerã. Trump quer incluir uma cláusula explícita que proíba o Irã não apenas de desenvolver, mas, também, de comprar ou adquirir armas nucleares por vias alternativas.

Caso um acordo de cooperação seja firmado, os EUA pretendem trabalhar em conjunto com as forças iranianas para confiscar e destruir todo o urânio enriquecido utilizando equipamentos militares americanos.

Na ausência de um entendimento diplomático rápido, o presidente alertou que as forças americanas vão continuar degradando o poderio militar iraniano de forma severa até que as tropas de Washington consigam coletar e neutralizar o material nuclear de maneira unilateral e segura.

No balanço das operações militares, Trump declarou que os EUA destruíram quase por completo as forças convencionais do país persa nos últimos três meses. Conforme relatórios do Pentágono, cerca de 90% da marinha e 95% das minas navais iranianas foram eliminadas, embora metade da frota não convencional de barcos do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC) permaneça intacta.

O presidente ainda estimou que o Irã retém apenas 21% a 22% do seu estoque original de mísseis pré-guerra. Apesar do enfraquecimento das defesas de Teerã, Trump confirmou que pretende manter o contingente de 50 mil soldados americanos posicionados no Oriente Médio por tempo indeterminado até a conclusão definitiva das tratativas, utilizando a presença militar como um forte elemento de pressão na mesa de negociações.

Em relação aos impactos econômicos globais, Trump reconheceu que o fechamento do Estreito de Ormuz - canal por onde escoa cerca de 20% do petróleo mundial - pressionou temporariamente os preços da gasolina e dos fertilizantes no mercado interno.

Ele ponderou que aceitou arcar com esse custo inflacionário de curto prazo para eliminar a ameaça nuclear da região, mas previu que as cotações internacionais do barril de petróleo vão despencar assim que o conflito for oficialmente encerrado.

No front macroeconômico doméstico, o presidente elogiou os dados de emprego do último relatório de payroll, classificando-os como realmente fortes. Ainda assim, Trump assegurou que não há qualquer justificativa para o Federal Reserve (FED) aumentar as taxas de juros americanas nas próximas reuniões de política monetária, defendendo que tanto agricultores quanto consumidores dos EUA experimentarão uma forte expansão econômica e alívio de custos assim que a estabilidade internacional for restabelecida.

CASO MASTER

Quem supervisiona banco e tem dever de olhar o que está acontecendo é o BC, diz Haddad

O ex-ministro também disse que já tinha conhecimento desde o segundo semestre de 2024 sobre as irregularidades no Banco Master e que levou os fatos à PGR

06/06/2026 17h00

O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT)

O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT) Divulgação

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O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), disse que já tinha conhecimento desde o segundo semestre de 2024 sobre as irregularidades no Banco Master e que levou os fatos à Procuradoria-Geral da República (PGR), mas reforçou que é papel do Banco Central (BC) supervisionar o sistema financeiro.

"Àquela altura, eu já tinha, pelo Tesouro Nacional, pela Febraban (Federação Brasileira das Associações de Bancos), a radiografia da fraude bancária que estava em curso no País. Lembrando que o Ministério da Fazenda não supervisiona banco. Quem supervisiona banco é o Banco Central. Quem tem o dever de olhar o que está acontecendo com o banco é o Banco Central. E a gestão do presidente indicado pelo Bolsonaro (Roberto Campos Neto) foi alertada inúmeras vezes", afirmou Haddad, em entrevista ao podcast 3 Irmãos, publicada neste sábado, 6.

Haddad disse que o presidente do BC, Gabriel Galípolo, também já sabia da fraude bancária quando assumiu o cargo, em janeiro de 2025. "Já tinha sido aberto, no último mês da gestão do Roberto Campos, uma espécie de processo administrativo contra o Banco Master", afirmou.

"No segundo semestre, ou mais particularmente no último trimestre de 2024, é que a coisa eclodiu com muita força. E aí, tudo o que foi feito foi levar o que estava acontecendo ao conhecimento do Procurador-Geral da República e da Polícia Federal, até que o cara (Daniel Vorcaro, dono do Master) terminou preso".

O ex-ministro da Fazenda afirmou ainda que foi procurado diversas vezes por terceiros para receber Daniel Vorcaro, mas garantiu que nunca se reuniu com o banqueiro. "Nunca recebi o Vorcaro, nunca recebi ninguém do Banco Master", disse.

Haddad também disse que a classificação, pelos EUA, do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas "é muitas vezes usada como cortina de fumaça para espantar o negócio do Banco Master".

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