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Dívida pública federal aumentou 3,39%

Dívida pública federal aumentou 3,39%

AGÊNCIA BRASIL

21/07/2011 - 14h26
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A dívida pública federal aumentou 3,39% no mês passado, quando somou R$ 1,805 trilhão. No ano, a expansão da dívida chega a 6,57%, de acordo com relatório mensal da dívida, divulgado hoje (21) pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN).

O Tesouro emitiu R$ 71,66 bilhões em títulos públicos no mês de junho, dos quais 67,84% com remuneração prefixada. Os resgates de títulos em poder do público foram de apenas R$ 28,35 bilhões, o que resultou em emissão líquida de R$ 43,31 bilhões.

A STN informou também que os resgates da dívida pública federal externa totalizaram R$ 5,78 bilhões, sendo R$ 5,49 bilhões referentes ao pagamento do principal e R$ 29 milhões foram despesas com juros, ágio e encargos.

SEM CONSENSO

Disputa entre Bolsonaro e Valdemar põe em risco aliança com PP em MS

Racha do PL nacional por causa das eleições municipais deverá influenciar nas negociações em Campo Grande e Dourados

23/05/2024 08h00

Valdemar Costa Neto e Jair Bolsonaro estão em rota de colisão nas eleições municipais deste ano

Valdemar Costa Neto e Jair Bolsonaro estão em rota de colisão nas eleições municipais deste ano Foto: Arquivo

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As articulações da senadora Tereza Cristina (PP-MS) diretamente com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, para que os partidos de ambos façam uma aliança na disputa pelas prefeituras de Campo Grande e Dourados podem não ter um resultado positivo para os pré-candidatos progressistas Adriane Lopes e Alan Guedes.

O motivo é que há uma disputa entre Valdemar Costa Neto e o ex-presidente da República, Jair Bolsonaro, com relação ao lançamento de pré-candidatos do partido nas eleições municipais deste ano em todo o Brasil, o que chegou a provocar até a decretação de uma espécie de “lei do silêncio” para bolsonaristas e qualquer filiado sobre candidaturas de outros partidos.

Segundo apurou o Correio do Estado, o conflito ocorre sobretudo em São Paulo, onde o ex-presidente acena com o apoio a nomes de outras siglas e não alinhados à cúpula do PL, mas já estaria afetando outras praças, incluindo os dois maiores colégios eleitorais de Mato Grosso do Sul.

Em Campo Grande, por exemplo, o PL continua rachado, mas, pelo menos aparentemente, parece que o pré-candidato a prefeito será mesmo o suplente de senador Tenente Portela, cujo nome teria sido indicado por Bolsonaro.

No entanto, a reportagem obteve informações de que a senadora Tereza Cristina já teria alinhado em Brasília (DF) com Valdemar Costa Neto para que o PL não lance candidato na majoritária, entretanto, com o racha entre o presidente nacional do partido e Bolsonaro pode tornar impossível essa aliança na Capital.

Na cidade de Dourados, o problema se repete e o deputado federal Rodolfo Nogueira já lançou como pré-candidata a prefeita a própria esposa, Gianni Nogueira, também indo na contramão do acordo negociado entre a senadora e o presidente nacional do PL.

A esperança é que os ânimos entre as duas principais lideranças nacionais do PL sejam arrefecidos até o dia 20 de julho, quando começa o prazo para partidos e federações possam realizar as convenções partidárias para deliberar sobre coligações e escolher candidatas e candidatos aos cargos de prefeito, vice-prefeito e vereador.

PL X PL

Os casos mais evidentes de racha entre Valdemar e Bolsonaro estão em municípios paulistas. Resolução publicada pelo presidente do PL proíbe correligionários de prestarem apoio a nomes de fora do partido onde a sigla tiver candidato nas eleições municipais.

O documento ressalta a possibilidade de abertura de processo ético-disciplinar contra aqueles que desrespeitarem a regra. Guarulhos, por exemplo, é uma cidade considerada fundamental por ser o segundo colégio eleitoral do estado.

Lá, Valdemar quer o vereador Lucas Sanches (PL) como candidato à prefeitura, enquanto Bolsonaro, porém, gravou um vídeo com o líder do governador Tarcísio Freitas (Republicanos) na Assembleia Legislativa, o deputado Jorge Xerife do Consumidor (Republicanos).

Em Ilhabela, Valdemar defende apoio à reeleição do prefeito Toninho Colucci (PL), enquanto Bolsonaro apoia a vereadora Diana Matarazzo (Podemos).

Já em São Sebastião, não há consenso em relação ao nome de Reinaldinho Moreira, atual vice-prefeito e defendido por Valdemar a pedido de Tarcísio. Bolsonaro segue defendendo a candidatura de Wagner Teixeira (União).

A diretriz baixada por Bolsonaro já teve consequências no PL do Rio de Janeiro, onde o presidente do partido em Angra dos Reis, Valmir Servolo, pediu ao conselho de ética do partido a expulsão da deputada federal Soraya Santos e da estadual Célia Jordão que estiveram no lançamento da pré-candidatura de Claudio Ferretti (MDB), escolhido pelo prefeito Fernando Jordão (PL) para disputar sua sucessão.

O pré-candidato do PL na cidade é o empresário Renato Araújo, que é amigo de Bolsonaro e atuou na reforma de sua casa de praia em Angra.

SAIBA

PL tem indefinições em seis capitais

A menos de quatro meses das eleições municipais, o PL passa por indefinições e brigas internas em sete capitais: Goiânia (GO), Porto Alegre (RS), Fortaleza (CE), Rio Branco (AC), São Luís (MA), Campo Grande (MS) e Curitiba (PR). Em Campo Grande, a sigla já teve cinco pré-candidatos – Marcos Pollon, Coronel David, João Henrique Catan, Rafael Tavares e Tenente Portela. Ainda há chance de apoiar à reeleição Adriane Lopes (PP).

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ELEIÇÕES 2026

ACM Neto Apoia Caiado como Candidato do União Brasil à Presidência em 2026

Vice-presidente do partido sugere Caiado como nome forte para a próxima eleição presidencial, destacando sua trajetória política e realizações em Goiás.

22/05/2024 22h00

ACM Neto

ACM Neto Divulgação

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Em uma palestra na Fundação Fernando Henrique Cardoso, nesta terça-feira (21), o ex-prefeito de Salvador e vice-presidente do União Brasil, Antônio Carlos Magalhães Neto, declarou que, com o apoio dele e de outras lideranças do partido, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, será o candidato da legenda na próxima eleição presidencial.

Neto ressaltou que, embora a prioridade atual seja a pauta municipal, o União Brasil terá um projeto próprio para a eleição presidencial.

Nesse contexto, o nome de Caiado se destaca naturalmente devido à sua experiência política e aos resultados alcançados em Goiás, especialmente nos setores de segurança e educação.

"Não vejo muito espaço para a terceira via. Claro que muitos fatores poderão ser decisivos, incluindo o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro, que será fundamental", afirmou Neto.

Durante sua análise de mais de duas horas, Neto criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva por falta de envolvimento e dedicação pessoal ao governo.

Em uma entrevista recente, ele havia mencionado que o "governo de Lula cheirava a mofo". Apesar disso, Neto acredita que Lula será o candidato do PT em 2026, devido à ausência de renovação no partido e na esquerda.

Segundo ele, Lula ainda terá vantagem no Nordeste, onde construiu uma forte relação emocional com a população. "Para muitos nordestinos, Lula representa uma oportunidade de sucesso pessoal", explicou.

Neto destacou que não se referia apenas à força da máquina do governo, mas aos sentimentos e emoções que Lula simboliza na política brasileira. Ele observou que o maior desafio numa campanha é criticar e apoiar certos aspectos sem ser rotulado.

"Hoje, se você defende o casamento entre pessoas do mesmo sexo e uma economia mais liberal, é rotulado como comunista e direitista ao mesmo tempo. Eu me enquadrei nisso, pois não concordo completamente com nenhum dos lados, apesar da polarização do país", afirmou.

Sobre a influência da economia na eleição, Neto acredita que será menor do que se imagina.

"Não vejo muito espaço para uma terceira via no país, a menos que surja um candidato capaz de furar a bolha, saindo do centro e indo para a direita sem ficar refém do radicalismo", observou acrescentando que esse candidato hipotético precisaria equilibrar o jogo político sem se alinhar completamente a um dos lados.

Neto também refletiu sobre a derrota nas eleições de 2022 para o governo do estado, atribuindo-a à polarização política.

"Fui a principal vítima dessa polarização. Não me identificava com nenhum dos lados e não tinha um representante para chamar de meu. Talvez se tivesse um candidato claro, a história seria diferente", comentou.

Para as eleições municipais, o União Brasil já conta com 12 pré-candidatos. Neto não acredita que os temas nacionais dominarão a pauta municipal, exceto em São Paulo e algumas outras capitais.

"A eleição municipal é focada em questões locais, como buracos nas ruas, creches e transporte. Em São Paulo, a nacionalização deverá ocorrer porque os dois maiores adversários da política nacional terão candidatos aqui e farão campanha por eles", concluiu.

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