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PSDB

"É decisão pessoal", diz Sérgio de Paula sobre saída de Carlos Assis

Secretário especial pediu exoneração do governo estadual para colocar nome a disposição do partido
03/06/2020 10:00 - Yarima Mecchi


 

Secretário de Governo e presidente da Executiva estadual do PSDB, Sérgio de Paula, afirmou que a saída do secretário especial Carlos Alberto Assis da administração do também tucano Reinaldo Azambuja foi uma decisão pessoal e tem o apoio das lideranças.  

Carlos Assis foi exonerado do seu cargo na edição de hoje (3) do Diário Oficial do Estado. Em entrevista ao Correio do Estado, Assis declarou que pediu para deixar a gestão tucana e colocar seu nome à disposição do ninho seja como vice na composição com o prefeito Marcos Trad (PSD), pré-candidato a reeleição, ou então em chapa pura da agremiação.

“Vou colocar meu nome a disposição do partido para o projeto de 2020. O PSDB sinaliza que pode coligar com o Marquinhos, deve pleitear a vice. Se o partido entender que precisa de candidato é outra história, mas vou colocar meu nome a disposição. Eu tomei essa decisão, conversei com o governador”, destacou.

Procurado pelo Correio do Estado, Sérgio de Paula afirmou que conversou com o colega e deu apoio para ele seguir com seus planos pessoais.  

"Primeiro é uma decisão pessoal do Carlos. Tivemos uma conversa e eu disse que seu coração está pedindo ele pode contar com o apoio do secretário e do presidente do PSDB-MS. Vamos seguir a linha do nosso líder maior, do governador Reinaldo".

Questionado sobre como fica a saída de Assis da administração do Estado e sobre a posição interna do Executivo de Mato Grosso do Sul ele afirmou que o então secretário tem respaldo dentro do governo. "Primeiramente que o Carlos Alberto é um filiado do nosso partido, peça importante do governo e tem o respaldo. Tivemos uma conversa madura, tivemos uma fala com governador Reinaldo. Se ele ficasse no governo ele não teria chance de disputar, ele saindo se coloca como mais uma opção do PSDB para as eleições".  

A saída de Assis é para desincompatibilizar do cargo de secretário e conseguir concorrer às eleições sem nenhuma. “Para secretários que forem concorrer a prefeito ou vice a legislação pede para afastar quatro meses antes das eleições. Eu poderia sair até o dia 4, na quinta-feira, mas amanhã já deve sair minha exoneração”, destacou Carlos Alberto. 

Filiado ao PSDB desde 2007, Carlos Assis tem atuado mais nos bastidores políticos e como coordenador de campanhas eleitorais. “Sempre tive dentro desse grupo que faz o PSDB. Ajudei na campanha do Reinaldo para deputado. Fiz de prefeito em Campo Grande, a primeiro campanha de governador, fiz a da Rose em 2016 (deputada Rose Modesto) e do  Reinaldo em 2018, na reeleição. Tem os vereadores que foram eleitos dentro do Tamo Junto, sempre estive para somar no partido”, destacou.  

De acordo com Assis, ainda não tem nenhum nome que deve substituir seu posto como secretário especial e afirmou que caso não seja escolhido pelo partido pode voltar ao cargo no governo. “Por enquanto ninguém, vai ter uma pessoa tocando, uma pessoa que já está aqui comigo. Se não for escolhi o meu nome volto para o meu cantinho, vou tocar a vida.  

Estou preparado e a disposição do partido para fazer o que puder por Campo Grande, em 2012 eu era candidato a vereador e deixei para coordenar a eleição do Reinaldo. Eu sou soldado do partido. Onde for melhor eu vou estar”, afirmou.  

O presidente do PSDB em Campo Grande, vereador João César Mattogrosso, também foi favorável a decisão de Assis deixar o governo. "O Carlos reúne N adjetivos que o credenciam para ser prefeito e porque não a vice. As executivas municipal e estadual vão tomar a decisão com relação à posição do partido na eleição deste ano junto com o governador Reinaldo Azambuja". 

NOMES

Além de Carlos Assis, o PSDB também tem à disposição o nome do vereador João Rocha para compor uma possível chapa com o candidato a reeleição Marcos Trad (PSD). "Estamos preparados para disputar a eleição, se for candidatura própria ou vice eles têm que estar aptos para disputar. Em qualquer situação", disse João César Mattogrosso.

 

Felpuda


Lideranças de alguns partidos estão fazendo esforço da-que-les para fechar chapa com o número exigido por lei de 30% do total de vagas para as mulheres. Uma dessas legendas, por exemplo, tenta mostrar a “felicidade” das suas pré-candidatas, mas teme o fracasso, tendo em vista que o “chefe maior” é aquele que já mandou mulheres calarem a boca e disse também que a importância da sua então esposa na campanha eleitoral era porque apenas “dormia com ele”. Ô louco!