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Upgrade Político

Eleições terão recorde de vereadores de Campo Grande como pré-candidatos

No pleito deste ano, serão 18 parlamentares de olho em vagas na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados

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O número de vereadores de Capital pré-candidatos às eleições legislativas deste ano deverá ser o maior da história da Câmara Municipal de Campo Grande, tendo 18 de um plenário de 29 parlamentares, ou seja, 62,1% da Casa de Leis vão se lançar ao pleito de outubro de olho ou nas 24 cadeiras da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) ou nas oito vagas do Estado na Câmara dos Deputados.

Na comparação com as eleições legislativas de 2022, a quantidade de vereadores deste ano já é maior, pois, há quatro anos 14 vereadores da Capital saíram candidatos a deputados, isto é, 48% da Casa de Leis, somando estaduais e federais. Nove disputaram vagas na Alems e cinco concorreram a vagas na Câmara dos Deputados.

Entre os vereadores candidatos naquele ano, dois foram eleitos: Lidio Lopes, conquistou uma cadeira na Alems, enquanto Camila Jara ganhou uma vaga na Câmara dos Deputados.

No pleito de 2018, foram 13 vereadores candidatos, ou seja, 45% do total de 29 parlamentares, e apenas Loester Trutis foi eleito, garantindo uma vaga na Câmara dos Deputados.

Já em 2014 foram 11 vereadores candidatos às eleições, para disputar as vagas de deputados estaduais ou federais. 

Ou seja, aproximadamente 38% dos vereadores participaram daquele pleito. Na época, Zeca do PT foi eleito deputado federal e Grazielle Machado foi eleita deputada estadual. 

Os números demonstram que a Câmara Municipal de Campo Grande virou cada vez mais um ponto de projeção para cargos maiores, com os partidos passando a estimular candidaturas próprias e o aumento também reflete a fragmentação política e maior número de chapas competitivas.

Já no pleito deste ano, quatro parlamentares vão tentar vagas na Câmara dos Deputados, enquanto 14 parlamentares vão concorrer a cadeiras na Alems. 

Na bolsa de apostas, pelo menos três vereadores estão muito bem cotados para carimbar os passaportes rumo a um upgrade político. 

São eles: os vereadores Silvio Pitu (PSDB) e Flávio Cabo Almi (PSDB), que vão concorrer a vagas na Alems, e o vereador Marquinhos Trad (PV), que disputará uma cadeira para a Câmara dos Deputados.

Além desses três também serão candidatos os vereadores Ana Portela (PL) e André Salineiro (PL), que vão tentar vagas na Alems, assim como Jean Ferreira (PT) e Luiza Ribeiro (PT), bem como Junior Coringa (MDB) e Herculano Borges (Republicanos).

Também vão tentar vagas na Assembleia Legislativa, o dr. Victor Rocha (PSDB), Fábio Rocha (União Brasil), Maicon Nogueira (PP), veterinário Francisco (União Brasil), Wilson Lands (Avante) e Leinha (Avante), enquanto os vereadores professor Juari (PSDB), Rafael Tavares (PL) e Neto Santos (Republicanos) vão tentar vagas na Câmara dos Deputados.

Fonte: Correio do Estado

ANÁLISE

Conforme análise do presidente da Câmara Municipal, vereador Epaminondas Vicente Silva Neto (PSDB), o Papy, esses três nomes alcançam maior visibilidade nas mídias tradicionais e digitais, bem como influência nas articulações políticas. 

“Apesar das críticas pelo momento de Campo Grande e dos problemas do Executivo municipal, a Câmara de Vereadores [de Campo Grande] está muito mais evidenciada. E isso tem refletido na popularidade e intenção de votos. Não é fácil, mas penso ser possível atingirmos o maior número de vereadores eleitos neste pleito. Pelo menos, é um dos meus objetivos como presidente da Casa de Leis”, afirmou Papy.

Ele comentou que o parlamentar de Campo Grande sempre é requisitado pelas legendas partidárias para serem candidatos, no caso ainda pré-candidatos, por terem uma atuação ativa e em uma cidade maior, que é a Capital.

Papy completou que fica feliz, porque isso demonstra que o trabalho realizado pela Câmara Municipal de Campo Grande é forte e tem visibilidade no Estado, pois tem promovido a realização e a transformação na cidade. 
“Portanto, eu vejo com bons olhos os meus colegas serem candidatos”, reforçou.

Quanto ao prejuízo dos trabalhos legislativos que ocorre, geralmente, por conta da saída da metade da Casa de Leis para disputar as eleições deste ano, o presidente não acredita que isso possa acontecer e nem que seja necessário convocar os suplentes.

“Não terá necessidade de suplência, porque o vereador consegue tocar o mandato e a campanha. E temos o compromisso lá das sessões, das audiências públicas, das CPIs [Comissões Parlamentares de Inquérito] e das reuniões. Essa agenda, o vereador, mesmo candidato, não vai abrir mão”, assegurou.

Papy lembrou que tem os fins de semana, que, para os vereadores de Capital, já começa na parte da tarde de quinta-feira e vai até a segunda-feira, possibilitando que eles possam viajar para o interior para fazer campanha. 

“E sem falar que hoje, com o advento da internet, nós temos a possibilidade de fazer muitas coisas digitalmente. Hoje, então, as campanhas conseguem ter bastante alcance”, detalhou.

Para finalizar, o presidente espera que os colegas sejam candidatos competitivos e que a maioria consiga ser eleita. 

“Se Campo Grande tiver uma grande representação na Assembleia Legislativa e também na Câmara dos Deputados, vou ficar muito satisfeito”, finalizou.

Na análise do diretor do Instituto de Pesquisas de Mato Grosso do Sul (Ipems), Lauredi Sandim, a alta concorrência de vereadores de Campo Grande aos cargos proporcionais nas eleições deste ano deve-se principalmente ao fato do número expressivo do eleitorado campo-grandense.

“Com uma população de quase 900 mil pessoas, das quais 646.198 são aptos a votar, o município de Campo Grande representa 34% do total de eleitores de Mato Grosso do Sul, que hoje é de 1.951.825. Por isso, com tantos eleitores, facilita que um ou outro vereador consiga ser eleito para deputado estadual e até para deputado federal”, analisou.

MOTIVAÇÃO

Entre os motivos para a nova corrida de vereadores nas eleições para a Alems e Câmara dos Deputados dois se destacam. 
O primeiro: eleitos em 2024 para mandato de quatro anos, se perderem, os vereadores retornam aos seus mandatos municipais. 

Caso tenham sucesso eleitoral, ascendem a outro nível na carreira legislativa, ingressando no time de deputados que jogam com outro cronograma eleitoral. 

Impulsionados pelas emendas impositivas que aumentam a fidelidade das bases eleitorais, deputados consideram concorrer à reeleição nas eleições gerais uma tirada mais certa. 

Ao se transformarem em unidades orçamentárias por força das emendas parlamentares impositivas, a lógica das carreiras políticas se alterou: optam pelo caminho mais seguro, repetindo a frase que se tornou lenda no meio político: “Sem mandato, nem vento bate nas costas”.

É dentro dessa lógica que as eleições municipais são o momento em que deputados estaduais e federais tentam a transição para cargos executivos. 

Há um segundo motivo para que mais da metade dos vereadores de Campo Grande concorra às eleições proporcionais de outubro. 

Partidos têm uma só meta, considerada mais importante do que a eleição presidencial e de governos estaduais: eleger deputados federais. 

São os tamanhos das bancadas que definem a fatia do Fundo eleitoral e partidário que terão acesso pelos próximos quatro anos.

No contexto do enxugamento partidário com a formação de federações e fusões, ao mesmo tempo em que o número de candidatos se reduz, a disputa também se torna mais competitiva: as legendas miram nomes para as suas chapas proporcionais com potencial de voto, sob pena de sequer alcançarem o quociente eleitoral necessário para uma única cadeira.

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Outro Objetivo

Tereza Cristina descarta ser vice e diz que vai buscar a presidência do Senado

A senadora do PP voltou a negar a possibilidade de ser a pré-candidata a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro

11/04/2026 08h05

Tereza Cristina discursa na sede do PL, observada por Flávio, Azambuja, Riedel e Pollon

Tereza Cristina discursa na sede do PL, observada por Flávio, Azambuja, Riedel e Pollon Marcelo Victor/Correio do Estado

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Em encontro realizado na sexta-feira, no diretório estadual do PL, com a presença do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, a senadora Tereza Cristina (PP) colocou ponto final nas especulações sobre o nome dela ser o escolhido para a vaga de pré-candidata a vice-presidente na chapa encabeçada pelo filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Em entrevista concedida ao Correio do Estado, a parlamentar sul-mato-grossense reforçou que não tem a menor intenção de concorrer ao cargo de vice-presidente da República e que seu projeto político para 2027 é concorrer à presidência do Senado.

"O sonho de todo senador da República é ser presidente do Senado e, como senadora, esse também é o meu sonho", afirmou.
Durante o evento na sede do diretório estadual do PL, a militância da direita falou em coro o nome dela como pré-candidata a vice-presidente da República de Flávio Bolsonaro, mas a senadora fez uma observação bem-humorada. "Quero mesmo é ser presidente do Senado", afirmou, porém, ao ser questionada pelo Correio do Estado se havia tal possibilidade, Tereza Cristina confirmou que pretende trabalhar nesse sentido.

A reportagem apurou que Tereza Cristina projeta que, caso Flávio Bolsonaro seja eleito presidente da República, as suas chances de conquistar a presidência do Senado crescem exponencialmente, afinal, o atual presidente, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), não poderá concorrer à reeleição, pois a Constituição Federal proíbe reeleição para o comando das casas legislativas dentro da mesma legislatura (4 anos).

Portanto, a parlamentar não encontraria resistência dentro da Federação Partidária União Progressista, formada por PP e União Brasil, ficando com o caminho livre para a realização do sonho de comandar a Câmara Alta brasileira, porém, essa trajetória enfrentaria obstáculos com a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

COTADA

Na quinta-feira, antes da cerimônia de abertura da Expogrande, Flávio Bolsonaro disse à imprensa que era fã da senadora Tereza Cristina e o nome dela estava sim entre os cotados para ocupar a vaga de pré-candidato a vice-presidente da República na chapa encabeçada por ele.

"A questão de vice vai ser só muito mais lá para frente. Eu até brinquei com ela, pois a chamo de vozinha porque ela é muito parecida com a minha avó. É uma forma carinhosa de chamar alguém a quem eu respeito demais", declarou o presidenciável da direita.

Ele ainda completou que Tereza Cristina é uma das maiores referências no mundo do agronegócio que o Brasil tem.

"Nós tivemos o privilégio de tê-la como ministra da Agricultura e Pecuária no governo do meu pai. E, mais para frente, vamos pensar com calma, não tem agora como antecipar nada, mas eu fico muito feliz de a gente poder tê-la entre as possibilidades de ser a minha vice", assegurou Flávio Bolsonaro.

DISCURSO

Ao discursar no evento do PL em Campo Grande, ela disse que tem muita pena de Flávio Bolsonaro, caso seja eleito presidente, por ter de corrigir todos os erros cometidos pela gestão petista.

"Você é novo, cheio de energia, e nós vamos estar lá no Senado para te apoiar, para fazer todas as mudanças e reformas que esse Brasil precisa. Então, em nome de todos, eu quero dizer para você que nós estaremos juntos aqui no Estado, contem conosco", declarou.

Ela ainda completou que o pré-candidato a presidente pelo PL vai precisar de cada um dos pré-candidatos presentes no ato político para fazer chegar até a população que ele é o melhor nome para administrar o Brasil.

"Não adianta a gente ficar falando para a nossa bolha. Nós temos que trazer votos que estão para o lado de lá. São esses votos que nós precisamos trazer para o nosso candidato para que a gente possa vencer essa etapa e ganhar as eleições", discursou.

Para encerrar, Tereza Cristina lembrou que a federação União Progressista abriu mão de lançar uma pré-candidatura ao Senado para apoiar o nome do ex-governador Reinaldo Azambuja (PL).

"Temos de eleger dois candidatos da direita para chegarem ao Senado para poder ajudar o Flávio. Que tenhamos aí nesses seis meses muitas oportunidades para mudar os votos de quem está do outro lado para vir para o nosso lado", encerrou.

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Recado

Trump: única razão pela qual iranianos estão vivos hoje é para negociar

Declarações ocorrem em meio a um cessar-fogo ainda frágil e a esforços diplomáticos para avançar em negociações entre Washington e Teerã

10/04/2026 22h00

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump Foto: Divulgação

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar o Irã nesta sexta-feira, 10, véspera do início de negociações bilaterais, afirmando que o país "não tem cartas na manga", além de realizar uma "extorsão de curto prazo do mundo" por meio do controle de vias marítimas internacionais, em referência ao Estreito de Ormuz. Em publicação na Truth Social, Trump disse ainda que "a única razão de estarem vivos hoje é para negociar".

As declarações ocorrem em meio a um cessar-fogo ainda frágil e a esforços diplomáticos para avançar em negociações entre Washington e Teerã.

O vice-presidente dos EUA, JD Vance, viajou ao Paquistão para reuniões com autoridades iranianas, enquanto persistem tensões no Oriente Médio e dúvidas sobre a manutenção da trégua.

Trump também voltou a criticar a atuação iraniana no fluxo de petróleo pela região, acusando Teerã de permitir apenas parcialmente a passagem de navios por Ormuz, rota estratégica para o comércio global de energia. O bloqueio tem pressionado os preços do petróleo e aumentado a volatilidade nos mercados.

Na mesma publicação, o presidente americano afirmou que os iranianos "são melhores em lidar com a mídia de fake news e relações públicas do que em lutar", reforçando o tom crítico em relação ao país.

As negociações enfrentam obstáculos adicionais, incluindo ataques contínuos de Israel contra o Líbano e exigências de Teerã para avanços concretos antes do início do diálogo.

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